Nas regiões onde é encontrado, a palmeira moriche é a mais importante
das plantas, dos locais que o homem aprendeu a tirar a parte essencial para o
seu sustento. Para isso, é considerado pelos nativos como a "Árvore da
Vida", como todos fizeram uso do mesmo. A palmeira moriche tem varios usos, entre eles a produção de uma bebida conhecida como
"vinho de palma”.
O óleo é obtido a partir da polpa da fruta Buriti, através do processo natural de pressão fria sem solventes
ou substâncias químicas. Este processo de extração permite a manutenção das
melhores propriedades da semente, produzindo óleos superiores em termos de
qualidade e estabilidade
Utilizado na hidratação da pele e como protetor
solar junto a outros óleos vegetais (6-20%). Super rico em beta-caroteno. De
aroma intenso, que lembra a fruta do buritizeiro. Usado como protetor solar
fator 5-8, ou como hidratante da pele.
Composição de Ácidos Graxos (%):
Palmítico
28
Palmitoleico 1,0
Esteárico
8,1
Oléico
50,5
Linoléico
9,0
Linolênico
0,3
Araqudônico 1,2
Linha de Produtos Naturais Artesanais Cheiros da Terra
Indicados para peles envelhecidas ou afetadas por stress, fotoenvelhecimento e poluição promovendo regeneração e proteção.
Sabonete em barra com Óleo de Buriti produzido por Fusion Process
Óleo Trifásico de Banho com Óleo de Buriti
Sais de Banho Hidratante com Mel e Óleo de Buriti
Creme Hidratante com Óleo de Buriti
Informações sobre os produtos ou cursos: abraoneto@gmail.com
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quinta-feira, 7 de junho de 2012
Buriti
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
GRUPOS FUNCIONAIS NOS COMPOSTOS ESSENCIAIS
Os óleos essenciais têm uma
composição complexa, contendo substâncias dos diversos grupos funcionais:
ésteres, álcoois, aldeídos, cetonas, ácidos orgânicos e outros, na forma de
moléculas de terpenos, sesquiterpenos e derivados do fenilpropano.
Pode-se dizer que os
grupamentos funcionais nos óleos essenciais são o resultado da posição ocupada
pelos átomos de Oxigênio na cadeia carbônica dos diversos compostos.
Os principais grupos
funcionais ocorrentes nos óleos essenciais são:
· álcoois
· aldeídos
· cetonas
· ésteres
· fenóis
· cineol (óxidos)
Álcoois
São compostos orgânicos que
apresentam na sua estrutura molecular uma hidroxila (-- OH) ligada diretamente
a um átomo de Carbono saturado. Diz-se que um átomo de Carbono está saturado
quando se encontra realizando 4 ligações com outros átomos.
Os álcoois são
caracteristicamente fluidos e reconhecidos na nomenclatura pela terminação ol.
Em sua grande maioria os álcoois apresentam ação anti-séptica e energizante.
Alguns álcoois importantes
que comumente ocorrem nos óleos essenciais das plantas: borneol, citronelol,
estragol, geraniol, linalol, nerol, santalol.
Aldeídos
São compostos orgânicos que
possuem na sua estrutura molecular um radical aldoxila (--CHO), sendo reconhecidos
na nomenclatura pela terminação al.
De maneira geral, os
aldeídos possuem ação sedativa e antiinflamatória.
Alguns aldeídos importantes
que comumente ocorrem nos óleos essenciais extraídos: citral, citronelal,
geranial, neral.
Cetonas
São compostos orgânicos que
possuem na sua estrutura molecular uma carboxila (-- CO), cujo Carbono está no
interior da cadeia.
As cetonas possuem ação
mucolítica e citofilática.
Algumas cetonas importantes
em Fitoterapia: cânfora, carvona, pulegona, pinocanfona, mentona.
Ésteres
Os ésteres são compostos
resultantes da reação entre um álcool e um ácido.
Caracteristicamente os
ésteres apresentam ação sedativa, espasmolítica e antifúngica. São, geralmente,
os responsáveis pelos aromas percebidos pelo olfato.
Alguns ésteres importantes
que comumente ocorrem nos óleos essenciais: acetato linalílico, acetato geranílico,
salicilato de metil.
Fenóis
Os fenóis são álcoois
ligados a uma estrutura molecular conhecida como anel benzênico.
Muitos fenóis possuem uma
ação fortemente estimulante e antibacteriana.
São exemplos de fenóis
fitoterapicamente ativos: carvacrol, timol.
Cineol
Também conhecido como
eucaliptol, o cineol na realidade é um óxido. Por ser de presença significativa
em inúmeros óleos essenciais, costuma ser observado separadamente.
O cineol apresenta uma forte
ação expectorante.
Derivados do Fenilpropano
São compostos diversos, isto
é, cada um podendo apresentar um grupo funcional diferente, mas que têm em
comum a cadeia principal, que é constituída por um anel benzênico como no caso
dos fenóis, o qual se liga a um propano (estrutura de 3 átomos de Carbonos).
Suas características são o
resultado do grupo funcional que contenham.
São derivados do
fenilpropano comumente encontrados nos óleos essenciais: eugenol, apiol, anetol,
safrol, miristicina.
Olfato
É interessante observar bem
o aspecto de fragrância da Aromaterapia e, sobretudo, como os aromas agem sobre
o cérebro humano, comandando emoções, a partir do olfato.
Dá-se o nome de anosmia à
perda da capacidade olfativa, quando então não se percebe os diferentes cheiros
ou aromas.
O olfato está diretamente
relacionado com as áreas do subconsciente e, tornar esse mundo acessível, significa
abrir-se a uma infinidade de conhecimento e sabedoria.
Talvez o aspecto mais
importante na osmologia – o estudo da olfação – seja exatamente esta estreita ligação
entre o cérebro e o nariz humanos. Fisicamente, trata-se apenas da distância de
alguns centímetros separando um do outro. Fisiologicamente, a conexão é direta
e as respostas imediatas: deve ser notado que as mensagens olfativas não passam
pela medula espinhal, como a maioria das mensagens do corpo que vão para o
cérebro, mas aquelas vão diretamente a uma específica região cerebral.
ANATOMIA DO OLFATO
As principais estruturas que
envolvem a olfação, na ordem em que os processos ocorrem podem ser assim
resumidas:
· cavidades nasais:
constituem os espaços por onde circula o ar desde o exterior até o contato mais
íntimo com a mucosa;
· mucosa do epitélio
olfativo: é o tecido que recobre a parte interna das cavidades nasais e
onde as partículas aromáticas se dissolvem;
· cílios olfativos:
micro-estruturas que aumentam a área de contato das moléculas aromáticas com os
nervos olfativos;
· nervos olfativos:
conjunto de células nervosas que transmitem a informação olfativa para o
cérebro;
· bulbos olfativos:
estruturas através das quais os nervos olfativos se conectam ao cérebro;
· sistema límbico
cerebral: setor do cérebro responsável pelas emoções e pelo instinto; é uma
das partes mais primitivas do cérebro.
Quando o óleo essencial se
evapora, suas moléculas ficam dispersas, suspensas no ar. Ao ser aspirado pelo
nariz, esse ar é aquecido e algumas daquelas moléculas são então dissolvidas na
mucosa que cobre o epitélio olfativo, nas porções mais internas da cavidade
nasal. Uma parte das moléculas dispersas no ar inspirado segue para os pulmões,
enquanto outra retorna ao exterior pelo ar expirado.
Milhões de terminais
olfativos, na forma de minúsculos cílios, transmitem a informação a um dos dois
principais nervos olfativos. Esta informação segue através do nervo para o
bulbo olfativo que a retransmite para a região límbica do cérebro.
Conforme observou Marcel
Lavabre, o sentido do olfato é a tal ponto apurado que é capaz de detectar uma
parte em dez trilhões de partes de material olfativo, isto é, de partículas
fragrantes.
É de se ressaltar, no
entanto, que o homem não desenvolveu um vocabulário apropriado para diferenciar
as várias centenas de odores diferentes que se pode perceber. Além disso, como
os nervos olfativos terminam em uma região onde a linguagem é a utilização de
imagens e associações, não é possível o exercício do mesmo tipo de lógica
empregada pelos centros do intelecto.
A cavidade nasal, que começa a partir das janelas do nariz, está
situada em cima da boca e debaixo da caixa craniana. Contém os órgãos do
sentido do olfato, e é forrada por um epitélio secretor de muco. Ao circular
pela mesma, o ar se purifica, umedece e esquenta. Se seus capilares se dilatam
e o muco se secreta em excesso, o nariz fica obstruído, sintoma característico
do resfriado. O órgão olfativo do sentido do olfato é a mucosa que forra a
parte interior e superior das fossas nasais, chamada mucosa amarela, para
distingui-la da vermelha, que é a que cobre a parte inferior. A mucosa vermelha
é dessa cor por ser muito rica em vasos sangüíneos, e contém glândulas que
segregam um muco que mantém úmida a região. A mucosa amarela é muito rica em
terminações nervosas do nervo olfativo. As fossas nasais apresentam três pregas
duplas, separadas por meatos que se dividem em superior, médio e inferior. Os
das inferiores recobrem os cornetos ósseos, e sua função é aumentar em pouco
espaço a superfície sensorial. Os produtos voláteis ou gases perfumados que se
desprendem das diversas substâncias, ao ser inspirados, entram nas fossas
nasais e se dissolvem, se é que não estão suficientemente volatilizados, no
muco que impregna a mucosa. Desagregados nele, excitam as terminações ao centro
olfativo do córtex cerebral, e nos produzem a sensação de cheiro ou dor.
MÉTODOS DE OBTENÇÃO
Todas as partes das plantas
podem ser utilizadas para a extração dos óleos essenciais que contenham; no
entanto, um órgão como, por exemplo, a flor, pode fornecer um óleo mais
adequado para determinado fim que o óleo extraído das folhas da mesma planta,
devido à diferença na sua composição.
O óleo essencial das
diversas partes das plantas pode ser extraído por variados métodos, adequados cada
um a um tipo de extração e de espécie vegetal utilizada. Entretanto, a
destilação é o método mais comum.
Cada método de extração tem
suas vantagens e suas desvantagens, e as características e qualidades de cada
óleo podem variar de acordo com o método utilizado.
De modo geral, todos os
métodos de extração não são adequados para processamento doméstico, ainda que
artesanal, porque as quantidades de material vegetal necessárias para uma
produção, mesmo que pequena, são exageradas.
Os métodos de extração mais
comuns são:
· enfleurage
· extração com solventes
· expressão a frio
· destilação
Quase todos os óleos disponíveis
no mercado são obtidos pelo processo de destilação e, por isso, este sistema de
extração será considerado neste estudo com mais detalhes.
ENFLEURAGE
Provavelmente deve ter sido
o primeiro método utilizado para a extração de óleos essenciais, principalmente
para pétalas de flores muito delicadas.
Consiste em uma extração em
camadas através de tecidos embebidos em óleo ou gordura; o óleo essencial migra
das pétalas se dissolvendo na gordura que, posteriormente, é removida com o uso
de solventes adequados. Numa segunda fase, o solvente deve ser removido para a
obtenção do óleo essencial.
O método é muito dispendioso
e demorado. Atualmente é considerado obsoleto.
EXTRAÇÃO COM SOLVENTES
Consiste na imersão do
material vegetal em um hidrocarboneto solvente que fará a extração propriamente
dita. Posteriormente o solvente é retirado restando o óleo essencial.
O método é empregado
principalmente para flores. Não é recomendável para fins terapêuticos, principalmente
porque deixa resíduos do solvente no óleo obtido. Já foram encontrados valores
da ordem de quase 10% de solvente, e até mais em alguns casos.
Na França onde a
Aromaterapia é mais avançada, a extração através de solventes de óleos
essenciais, para fins terapêuticos, é proibida.
EXPRESSÃO A FRIO
Praticamente utilizado com
exclusividade para a extração do óleo das cascas de diversas espécies de
Citrus. É efetuada a partir da expressão hidráulica do material vegetal a frio,
coletando-se então o óleo que escorre.
Do ponto de vista
terapêutico é o método que menos alterações provoca no óleo essencial, pois não
há a interferência do calor.
DESTILAÇÃO. HIDROLATOS
A destilação, como foi
visto, é o método mais comum de extração dos óleos essenciais das plantas. Os princípios
desta técnica foram já observados por Dioscórides, no século I. Há também uma
citação referente ao seu emprego pelos antigos egípcios.
A destilação ocorre dentro
de um equipamento denominado destilador ou alambique, desde os mais simples aos
mais elaborados.
O processo genérico pode ser
assim resumido:
1. o material vegetal é todo colocado dentro de um tanque, apoiado
em uma espécie de peneira inox, através da qual se faz passar vapor d’água
aquecido; esta é a melhor maneira, mas não é adequada para raízes, semente,
galhos, etc.; nestes casos, o material vegetal é colocado diretamente na água;
2. o vapor, passando através do material vegetal, aquece e carreia
consigo as substâncias aromáticas voláteis;
3. o vapor, agora contendo o óleo volatilizado, passa por uma
serpentina onde é resfriado e condensado;
4. na porção terminal da serpentina a mistura água / óleo
essencial é coletada à temperatura ambiente;
Algumas variações no método
básico de destilação podem ser introduzidas, principalmente para melhoria da
qualidade do material que se pretende obter. Assim, certas destilações são
efetuadas a “fogo baixo”, isto é, sob temperaturas mais brandas e durante um
tempo maior, permitindo, dessa forma, um óleo de melhor qualidade. Outras vezes
o processo é repetido, isto é, redestilado, obtendo-se um material mais refinado.
A destilação de material
vegetal para a obtenção de óleos essenciais é um processo cujo rendimento é sempre
muito baixo e caro, pelos teores muito reduzidos daqueles princípios na planta.
Para se ter uma idéia de grandeza, podem ser citados, como exemplo, os
seguintes rendimentos médios, para a obtenção de 1 kg de óleo essencial:
Eucalipto 46 kg
Tomilho 400 kg
Rosa 1400 kg
Néroli 6000 kg
Após a separação do óleo
essencial da água, esta última constitui o hidrolato, que é a água destilada contendo
cerca de 0,2 g/l de óleo essencial disperso na forma ionizada, não decantável.
Assim são produzidos
hidrolatos conhecidos, como a “água de rosas”, a “água de flor de laranjeira” e
a “água de camomila”.
Além disso, deve ainda ser
observado que estes hidrolatos contêm, invariavelmente, substâncias solúveis em
água, e que não estão presentes no óleo essencial.
Em muitos casos a destilação
é processada para a obtenção exclusiva do respectivo hidrolato. Aqui, como no
caso dos óleos essenciais propriamente ditos, também existe falsificação
comercial, agregando-se algumas gotas de óleo à água pura, apresentando a
mistura como hidrolato ou água de flores.
Os hidrolatos são
especialmente recomendados para a desinfecção de feridas e cuidados com a pele em geral. São muito
utilizados em
cosmética. Também podem, em muitos casos, servir como complemento
no tratamento utilizando óleo essencial, ampliando a capacidade deste.
Os óleos essenciais após a
sua extração precisam ser armazenados em vidros escuros desinfectados, ao abrigo
da luz, em local fresco sem grandes variações de temperatura, muito bem tampados,
evitando-se qualquer contato com o ar. Desta forma podem ser guardados por
cerca de 2 a
3 anos.
Conceituação e Histórico da Aromaterapia
Etimologicamente a palavra “aromaterapia” é composta de aroma, significando fragrância, e terapia, que quer dizer tratamento.
A Aromaterapia é o ramo da Fitoterapia que, através da aplicação de óleos essenciais extraídos das plantas, pretende promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos. A ciência e a arte da Aromaterapia tem seus alicerces no princípio de que diferentes aromas acionam respostas específicas no cérebro, conduzindo a resultados próprios.
Os óleos essenciais são formas altamente concentradas de energia das plantas e, costuma-se dizer, constituem a sua alma, a sua força vital.
A Associação Americana de Aromaterapia refere-se aos óleos essenciais como “óleos voláteis, altamente concentrados, destilados de ervas aromáticas, flores e árvores, contendo propriedades semelhantes às dos hormônios e anti-sépticos naturais”.
O sentido do olfato – seu mecanismo de conexão entre o ar exterior e o cérebro – é um poderoso disparador do sistema nervoso central. Como toda pessoa já experimentou um dia, alguns aromas têm a capacidade de evocar sentimentos como a saudade, sensações como a náusea, e reações fisiológicas como a “água na boca”. E, geralmente, é assim mesmo: um aroma quase sempre provoca um efeito imediato.
Embora os óleos essenciais tenham aquela aplicação através de aromas específicos, também apresentam diversas outras numerosas e importantíssimas propriedades farmacológicas que os caracterizam como antibióticos, anti-sépticos, antivirais, etc. De modo geral, os óleos essenciais penetram no corpo por inalação, através das vias respiratórias, ou então por absorção, diretamente pela pele, atingindo a corrente sangüínea.
Da mesma forma, muitos dos óleos essenciais, pelas suas propriedades anti-sépticas e antiinflamatórias, podem e devem ser empregados em casos de queimaduras, feridas, picadas de insetos, etc. Outros, por sua ação antimicótica, são utilizados em infecções provocadas por fungos como o “pé-de-atleta” e outras.
BREVE HISTÓRICO DA AROMATERAPIA
Conforme é praticada atualmente, a Aromaterapia ressurgiu na Europa somente a partir de 1964, com a publicação da obra Aromatherápie, do Dr. Jean Valnet, mostrando-se, a partir de então, bastante evoluída, principalmente na França e na Inglaterra, entre outros países, onde é exercida por médicos, enfermeiros, terapeutas e demais profissionais da Saúde.
Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a retomada desta prática é muito recente, datando de poucos anos atrás. O termo óleo essencial também é de criação muito recente.
No entanto, a ciência da utilização dos óleos essenciais vem de milhares de anos atrás, antes dos tempos do Egito Antigo. Na verdade, a Índia desde há 6.000 mil anos mantém a prática da Aromaterapia sem interrupção até os dias de hoje, e a China, onde deve ter surgido, há mais tempo ainda.
Muito da história do emprego dos aromas pelo homem antigo parece estar envolvido em mistérios.
Pesquisas antropológicas e paleontológicas, no entanto, identificam as primeiras práticas com a queima de gomas e resinas vegetais como incenso.
Acredita-se também que, eventualmente, plantas aromáticas foram misturadas a gorduras e óleos vegetais que eram passados sobre o corpo, fosse para cerimônias rituais ou pelo simples prazer de desfrutar dos respectivos aromas. Segundo Kathi Keville e Mindy Green, “entre os anos 7.000 e 4.000 a.C., gorduras e óleos de sândalo e de oliva devem ter sido combinados com plantas aromáticas, produzindo assim a primeira pomada neolítica”.
Inúmeras pesquisas arqueológicas conduzidas na Índia, no Egito e no Afeganistão demonstraram a utilização de pomadas e incensos aromáticos desde períodos anteriores a 3.000 a.C.
Nas eras mais remotas da história da humanidade, fumigações aromáticas eram utilizadas em rituais diários e em cerimônias místicas para “expressar uma realidade difusa”, nas palavras de Marcel Lavrabe. Os usos têm variado, mas os princípios têm permanecido os mesmos.
O Livro Chinês de Medicina Interna do Imperador Amarelo, escrito no ano de 2.697 a.C., explica diversas utilizações do uso aromático das plantas.
Chineses, hindus, egípcios, gregos, romanos, enfim, todos os povos antigos conheciam e utilizavam as fragrâncias naturais.
Com fins terapêuticos, no entanto, a Aromaterapia parece ter se originado no Egito Antigo, conduzida pelos sacerdotes que reconheciam a importância da saúde física e mental, além dos aspectos espirituais do homem. Já vem desde 3.000 a.C. a prática da importação de essências de outros países produtores, como os egípcios faziam, importando a mirra.
Os egípcios eram grandes apreciadores dos perfumes, tanto pela sua fragrância quanto pela sua capacidade de curar. Da mesma forma, valorizavam a cosmética e, em especial, os tratamentos de pele, para os quais faziam uso de massagens com óleos essenciais.
A conhecida prática do embalsamamento era uma das principais aplicações das substâncias aromáticas, sobretudo pelo poder anti-séptico dos óleos essenciais.
A bíblia faz referência à utilização de óleos essenciais e de incensos em inúmeras passagens. O próprio Cristo recém-nascido recebeu, nas oferendas dos Reis Magos vindos do Oriente, mirra e incenso (olíbano).
A partir do Egito, a prática da Aromaterapia disseminou-se para todo o mundo mediterrâneo.
Os antigos hebreus faziam uso do incenso nas consagrações de seus templos e altares. A iniciação de sacerdotes conforme dada por Moisés (Livro de Êxodos) prevê a utilização de um óleo sagrado, para uso cerimonial exclusivo, cuja constituição era mirra, canela e cálamo, em óleo de oliva.
Entre os gregos antigos, uma única palavra – arômata – significava a um só tempo incenso, perfume, medicina aromática e plantas aromáticas. No século VII a.C. Atenas era um centro mercantil onde centenas de perfumes eram comercializados. Algumas ervas, na forma de óleos e pomadas, eram comercializadas em finíssimos potes altamente elaborados e decorados à altura de seu valioso conteúdo.
Durante o século VII d.C., a obra O Livro da Destilação e da Química do Perfume, do árabe Yakub al-Kindi descreve inúmeros óleos essenciais, inclusive a cânfora, importada da China.
Nos anos 1.000, o célebre médico árabe Avicenna aprimorou os processos de destilação refinando o produto final. Os árabes também descobriram, à mesma época, como proceder à destilação do álcool, tornando possível à produção de perfumes sem o peso dos óleos essenciais. Um dos 100 livros escritos por Avicenna foi inteiramente dedicado às rosas.
Os perfumes essenciais foram levados do Oriente para a Europa pelos Cruzados medievais no século XII. Em fins deste mesmo século houve um incremento no cultivo, produção e consumo destes produtos na Europa, mas sem, no entanto, haver utilização terapêutica significativa, predominando a perfumaria.
O aperfeiçoamento dos processos da destilação deu-se com os trabalhos dos alquimistas, principalmente por aqueles da Alemanha do século XVI.
O uso dos óleos essenciais na perfumaria e na medicina começou a declinar no século XIX que, na verdade, marcou o declínio de toda a Fitoterapia no mundo ocidental, quando os cientistas da época aprenderam a isolar e sintetizar princípios orgânicos em laboratório. Com o passar dos anos, percebeu-se que estes produtos sintetizados muitas vezes não atingiam a performance do produto natural, principalmente porque na Natureza as ações se dão em conjunto, um princípio criando as condições para a adequada ação de outro.
GATTEFOSSÉ E A INFLUÊNCIA DE SEU TRABALHO
O termo Aromaterapia foi criado em 1928 por um químico perfumista, o francês René-Maurice Gattefossé. Seu interesse pelo uso terapêutico dos óleos essenciais foi estimulado por um acidente em que esteve envolvido, no laboratório de perfumes de sua família. Após uma explosão, sua mão foi seriamente atingida, provocando-lhe queimaduras severas.
Necessitando resfriar as mãos e sem vislumbrar nenhuma alternativa à sua volta, mergulhou a mão atingida em um recipiente que continha óleo essencial de lavanda (Lavandula officinalis).
Para sua surpresa observou, durante os dias que se seguiram, que sua mão não só se recuperava rapidamente, mas também que as cicatrizes eram mínimas.
Gattefossé passou então a pesquisar as propriedades do óleo de lavanda e de outros óleos essenciais e, desta forma, tornou-se, eventualmente, a maior autoridade no assunto. Hoje, credita-se a esse químico francês, com razão, a redescoberta da arte do uso dos óleos essenciais de plantas, com finalidades terapêuticas. Também se deve a ele a criação do termo “Aromaterapia”, como se viu.
Gattefossé dedicou cerca de 50 anos de estudos e pesquisas com os óleos essenciais e escreveu inúmeros trabalhos que, definitivamente, foram os responsáveis pelo renascimento da Aromaterapia no mundo contemporâneo moderno.
Posteriormente, inspirado nos trabalhos de Gattefossé, o Dr. Jean Valnet, um cirurgião do exército francês, durante a Segunda Grande Guerra utilizou os óleos essenciais de tomilho, limão, camomila e cravo no tratamento de feridas e queimaduras dos soldados, com excelentes resultados clínicos. Mais tarde, o mesmo Dr. Valnet fez uso de óleos essenciais no tratamento de distúrbios psicológicos.
O Dr. Valnet inspirou o movimento da moderna Aromaterapia com a publicação de seu livro Aromathérapie, em 1964.
Outra importante pesquisadora francesa, também inspirada nos trabalhos de Gattefossé, e baseando-se nas tradições da massagem aromática praticada na China, na Índia e no Egito antigos, a
Bioquímica Marguerite Maury fundamentou uma terapia própria, relacionando a doença com o tipo de vida e a personalidade de cada pessoa. Sua obra The Secret of Life and Youth (O Segredo da Vida e da Juventude) foi lançada com grande sucesso em 1964.
Também se inspirando nos trabalhos de Gattefossé e do Dr. Valnet, o massagista americano Robert Tisserand lançou a obra The Art of Aromatherapy (A Arte da Aromaterapia), no ano de 1977, canalizando com estrondoso sucesso a atenção do público americano e gerando, a partir daí, inúmeros trabalhos, escolas, centros de pesquisa, associações, etc.
René-Maurice Gattefossé, Jean Valnet, Marguerite Maury e Robert Tisserand estão, portanto, entre os mais importantes protagonistas contemporâneos do renascimento da arte da Aromaterapia no mundo ocidental. É bastante recomendável a leitura dos trabalhos destes e de outros autores, quando se pretende um conhecimento mais profundo dos princípios que nortearam a Aromaterapia e de como ela vem evoluindo.
ÓLEOS CARREADORES
Os óleos carreadores são óleos gordurosos que não podem ser obtidos pelo processo de destilação, mas pela prensagem de sementes, nozes e amêndoas. Muitos óleos carreadores são utilizados na alimentação, como é o caso do girassol, soja, gergelim, etc. Outros, por sua vez, podem ser utilizados apenas em massagens, o que vale também para todos aqueles usados para a alimentação. O princípio básico é o seguinte: todo óleo vegetal que pode ser usado na alimentação, pode ser usado para massagem. A palavra carreador vem da palavra “carregar”, aquele que serve de veículo. Estes óleos são considerados veículos para os óleos essenciais penetrarem através da pele. Na massagem eles também facilitam o deslizar das mãos sobre o corpo do paciente.
Os óleos carreadores podem ser encontrados como refinados ou não-refinados o que pode interferir em muito em suas propriedades terapêuticas. O problema com os carreadores está no fato de que quando eles passam pelo processo de refino perdem a maioria das propriedades terapêuticas que eles possuem naturalmente. Prefira então o não-refinado. O que dá o cheiro característico aos óleos vegetais gordurosos é a presença de óleo essencial em sua constituição (desde que este seja não-refinado).
Cada óleo carreador é constituído por um conjunto de ácidos graxos (gorduras) diferentes. São centenas de tipos de ácidos graxos, sendo que cada qual irá possuir propriedades diferentes e específicas. Existem gorduras sem muita utilidade e outras com potenciais infinitamente grandes e isso faz muita diferença entre um carreador e outro quando são utilizados na massagem, alimentação e terapêutica.
Entre os carreadores, alguns são mais indicados para determinados tipos de pele conforme sua densidade própria. Os óleos indicados para pele oleosa podem ser empregados em peles secas, porém não se deve fazer o contrário. Evite o uso de óleos carreadores em peles com problema de acne e inflamadas.
Óleos para peles secas:
Óleo de amêndoas
Óleo de rícino
Manteiga de cacau
Manteiga de cupuaçu
Óleo de amendoim
Óleo de abacate
Azeite de oliva
Óleo de castanha do Pará
Óleo de maracujá prensado a quente
Óleos para peles normais:
Óleo de milho
Óleo de gergelim
Óleo de soja
Óleo de apricot
Óleo de jojoba
Óleo de calêndula
Óleo de semente de uva
Óleo de neen
Óleo de maracujá prensado a frio
Óleos para peles oleosas:
Óleo de semente de uva
Óleo de girassol
Óleo de avelã
Óleo de noz
Óleo de prímula
Óleo de germe de trigo
Óleo de babaçu, tucumã, côco da Bahia, palmiste e murumuru
Óleo de canola
Óleo de linhaça
Métodos de extração
Existem dois métodos de se extrair o óleo carreador de matéria prima. A primeira é por pressão a frio: neste processo as sementes são esmagadas por uma prensa causando a drenagem do óleo para fora da mesma.
O segundo método é a extração por solvente: a polpa é saturada com um solvente (geralmente hexano) que dissolve a maior parte do óleo presente na polpa; a massa resultante é então filtrada e o solvente evaporado por aquecimento.
Muitos óleos existentes no mercado são vendidos como virgens ou extra-virgens. Quanto à denominação de virgem, ela irá corresponder à segunda prensagem da matéria prima, sendo que à primeira prensagem se dá o nome de extra-virgem. As únicas exceções são o azeite de oliva, óleo de nogueira (noz), avelã e outros poucos. No caso do azeite, após a segunda prensagem se extrai o óleo que sobrou na polpa através da fervura em banho-maria do material. É importante frisarmos que muitos destes óleos taxados desta forma são propaganda enganosa, pois são extraídos por solventes.
Outros tipos de carreadores são os óleos produzidos por maceração onde a erva, flor ou semente é infusa por um determinado período de tempo em um óleo vegetal qualquer (soja, girassol, etc.) até que a matéria prima passe para o óleo solvente todas as suas propriedades terapêuticas. Este processo às vezes é acelerado pela fervura do óleo em banho-maria.
Os óleos carreadores podem ser encontrados como refinados ou não-refinados o que pode interferir em muito em suas propriedades terapêuticas. O problema com os carreadores está no fato de que quando eles passam pelo processo de refino perdem a maioria das propriedades terapêuticas que eles possuem naturalmente. Prefira então o não-refinado. O que dá o cheiro característico aos óleos vegetais gordurosos é a presença de óleo essencial em sua constituição (desde que este seja não-refinado).
Cada óleo carreador é constituído por um conjunto de ácidos graxos (gorduras) diferentes. São centenas de tipos de ácidos graxos, sendo que cada qual irá possuir propriedades diferentes e específicas. Existem gorduras sem muita utilidade e outras com potenciais infinitamente grandes e isso faz muita diferença entre um carreador e outro quando são utilizados na massagem, alimentação e terapêutica.
Entre os carreadores, alguns são mais indicados para determinados tipos de pele conforme sua densidade própria. Os óleos indicados para pele oleosa podem ser empregados em peles secas, porém não se deve fazer o contrário. Evite o uso de óleos carreadores em peles com problema de acne e inflamadas.
Óleos para peles secas:
Óleo de amêndoas
Óleo de rícino
Manteiga de cacau
Manteiga de cupuaçu
Óleo de amendoim
Óleo de abacate
Azeite de oliva
Óleo de castanha do Pará
Óleo de maracujá prensado a quente
Óleos para peles normais:
Óleo de milho
Óleo de gergelim
Óleo de soja
Óleo de apricot
Óleo de jojoba
Óleo de calêndula
Óleo de semente de uva
Óleo de neen
Óleo de maracujá prensado a frio
Óleos para peles oleosas:
Óleo de semente de uva
Óleo de girassol
Óleo de avelã
Óleo de noz
Óleo de prímula
Óleo de germe de trigo
Óleo de babaçu, tucumã, côco da Bahia, palmiste e murumuru
Óleo de canola
Óleo de linhaça
Métodos de extração
Existem dois métodos de se extrair o óleo carreador de matéria prima. A primeira é por pressão a frio: neste processo as sementes são esmagadas por uma prensa causando a drenagem do óleo para fora da mesma.
O segundo método é a extração por solvente: a polpa é saturada com um solvente (geralmente hexano) que dissolve a maior parte do óleo presente na polpa; a massa resultante é então filtrada e o solvente evaporado por aquecimento.
Muitos óleos existentes no mercado são vendidos como virgens ou extra-virgens. Quanto à denominação de virgem, ela irá corresponder à segunda prensagem da matéria prima, sendo que à primeira prensagem se dá o nome de extra-virgem. As únicas exceções são o azeite de oliva, óleo de nogueira (noz), avelã e outros poucos. No caso do azeite, após a segunda prensagem se extrai o óleo que sobrou na polpa através da fervura em banho-maria do material. É importante frisarmos que muitos destes óleos taxados desta forma são propaganda enganosa, pois são extraídos por solventes.
Outros tipos de carreadores são os óleos produzidos por maceração onde a erva, flor ou semente é infusa por um determinado período de tempo em um óleo vegetal qualquer (soja, girassol, etc.) até que a matéria prima passe para o óleo solvente todas as suas propriedades terapêuticas. Este processo às vezes é acelerado pela fervura do óleo em banho-maria.
ÓLEOS ESSENCIAIS
Alecrim
Rosmarinus officinalis Tônico, estimulante, alivia dores musculares e reumáticas, artrite, elimina toxinas, acne, combate o cansaço, estimula a concentração mental, fortalece a memória - ORGANIZAR
Bergamota
Citrus bergamia Bactericida, cólicas, perda de apetite, estimulante digestivo, cândida, dermatoses, angústia, anti-stress, calmante, antidepressivo, ansiedade - RELAXAR
Camomila
Anthemis nobilis Analgésico, antiinflamatório, problemas estomacais, hepáticos e menstruais, TPM, peles sensíveis, dermatose, alivia insônia, insatisfação, impaciência, enxaqueca, sinusite alérgica, antiespasmódico -SOS - ACEITAR
Canela
Cinnamomun zeylanicum Analgésico, bactericida, gripe, estimulante sexual, exótico, cólicas e diarréias, intuição, aquece, conforta, fadiga - TONIFICAR
Capim Limão
Cymbopogon citratus Bactericida, cólicas, diurético, digestivo, poros dilatados, acne, esgotamento mental, harmoniza o sistema nervoso, relaxa, repelente de insetos - REFRESCAR
Cedro
Juniperus virginiana Infecções, anti-séptico urinário, cistite, alivia o reumatismo, asma, problemas respiratórios, dermatose, celulite, ansiedade, tensão nervosa, medo, raiva, conforta - FORTALECER
Cipreste
Cupressus sempervirens Circulação, retenção de líquidos, celulite, varizes, hemorróidas, anti-sudorífico dos pés, limpeza facial, problemas respiratórios, gripe, expectorante, perda de concentração, tensão - ESTRUTURAR
Citronela
Cymbopogon nardus Bactericida, tônico, estimulante, desodorizador, higienizador e purificador do ambiente, combate pulgas e carrapatos, S O S anti mosquito - PURIFICAR
Cravo
Sygyzium aromaticum Analgésico, bactericida, fungos, ácaros, digestivo, dor de dente, anti-séptico bucal, repelente de insetos, estimulante da memória, aquece, concentra, exótico e afrodisíaco - CENTRAR
Erva Doce
Foeniculum Vulgaris Digestivo, câimbras abdominais, antiespasmódico, flatulência, TPM, menstruações irregulares, cistite, incentiva a lactação, sistema nervoso, stress - PRODUZIR
Eucalipto
Eucalyptus citriodora
Eucalyptus globulus
Eucalyptus straigeriana
Grande expectorante, atua nas deficiências respiratórias como: asma, bronquite, resfriados, sinusite; dores musculares, artrite, bactericida, higienizador e purificador do ambiente, cansaço, concentração mental, comunicação, repelente de insetos - LIMPAR
Gengibre
Zingiber officinalis Analgésico, tônico, estimulante, excelente para dores, distensões e tensões musculares, estrutura vertebral, estrutura óssea, digestivo, câimbras, enxaqueca, tônico sexual e auxilia a concentração - REESTRUTURAR
Gerânio
Pelargonium graveolens Elimina as toxinas, diurético, celulite, obesidade, TPM, pele oleosa, rejuvenescedor, rugas, harmoniza, acalma, antidepressivo, ansiedade, raiva, tristeza, afrodisíaco, excelente repelente de insetos – REJUVENESCER - CURAR
Grapefruit
Citrus paradisi Relaxante, refrescante, restaurador, depurativo, diurético, celulite, bactericida, revigorante, fadiga mental e física - ATIVAR
Jasmim
Jasminum officinalis Um grande analgésico, dores em geral, tensões musculares e distensões, câimbras, auxilia no parto, afrodisíaco, equilibra os hormônios, frigidez, trauma, rejeição, pânico, medo, paranóia, melancolia, antidepressivo, rejuvenescedor - DESEJAR
Junípero
Juniperus communis Desintoxicante hepático e renal, diurético, cistite, bactericida, dores musculares, artrite, celulite, micoses, acne, purificador do ambiente estagnado, sensações de medo e insegurança - FORTIFICAR
Laranja Doce
Citrus sinensis Revigorante, estimulante, diurético, digestivo, fadiga, apego, alegria, combate a melancolia, estados de depressão, tristeza, ansiedade, tensão nervosa - ALEGRAR
Lavanda
Lavandula officinalis
Lavandin abrialis
Grande bactericida, regenerador celular, enxaqueca, hemorróidas, herpes, dores em geral, hipertensão, relaxante e calmante, flatulência, cólica, TPM, medo, traumas, ansiedade, stress, melancolia, tensão nervosa, auxilia no parto e pós parto, cicatrizante, queimaduras, equilibra e harmoniza, SOS - SOCORRER
Limão
Citrus limonum Estimulante, bactericida, tônico imunológico, germicida, concentração, estado de convalescença, circulatório feminino, problemas digestivos, gripes, resfriados, fadiga, memória, purificador do ar - CONFIAR
Mandarina
Citrus reticulata Antiespasmódico, câimbras, herpes, digestivo, insônia, relaxante, trauma, mau humor, irritabilidade - HARMONIZAR
Manjericão
Ocymum basilicum Tônico nervoso, alivia câimbras, combate fadiga, estimulante mental e memória, clareia os pensamentos, depressão, ansiedade, repelente de insetos - ENERGIZAR
Manjerona
Origanum majorana Regenera o sistema nervoso, hepático, dores de cabeça, artrite, dores musculares, ansiedades, angústias, grande anti-depressivo, insônia - CONFORTAR
Menta
Mentha piperitha Tônico nervoso e hepático, indigestão estomacal, náuseas, sensações de calor (menopausa), dores musculares, câimbras, reumatismo, expectorante, clareia a memória, fadiga, concentração, revigorante - TOLERAR
Noz Moscada
Myristica fragrans Estimulante nervoso, afrodisíaco, ótimo digestivo, diarréias, auxilia o processo do parto (contração uterina), estado de convalescença, tristeza, insegurança - ESTAR
Olíbano
Boswellia thrurifera Anti-séptico pulmonar, tosses constantes, bronquite, gripes, bactericida, suavemente estimulante, cicatrização, rejuvenescedor, regenerador celular, rugas, ansiedade, tensão, purificador do ambiente, rituais e cerimônias (casamentos, batizados e bodas), proteção - MEDITAR
Palmarosa
Cymbopogon martini Regenerador celular, rejuvenescedor, adstringente, dermatoses, limpeza facial, stress, nervosismo, antidepressivo, fadiga - ADAPTAR
Patchouli
Pogostemon patchouli Rejuvenescedor, regenerador, acne, cicatrizante, tônico sexual, bactericida, calmante e relaxante, meditação - CENTRALIZAR
Petitgrain
Citrus aurantium Fadiga mental e física, exaustão, refrescante e relaxante, revitalizador, clareia a mente e a memória, diurético e digestivo, bactericida e purificador do ambiente - REATIVAR
Pinho
Pinus sylvestris Grande bactericida, descongestionante, expectorante, sinusite, gripe, bronquite, convalescença, dores musculares e reumáticas, regenerativo - ALIVIAR
Rosa
Rosa damascena Tônico geral, adstringente, cicatrizante, rejuvenescedor, regenerador celular, rugas, peles secas e normais, menstruação irregular, herpes, alivia câimbras, auto estima, conforta, antidepressivo, choque, pânico, traumas diversos, angústia, impaciência e tristeza - AMAR
Sálvia Esclaréia
Salvia sclarea Relaxante, fortalece o organismo, excelente para TPM, tensão, regulador feminino, auxilia no parto, frigidez, celulite, adstringente, antidepressivo, stress, pânico, agressividade - REGULARIZAR
Sândalo
Santalum album Regenerador celular, tônico geral, anti-séptico urinário, afrodisíaco, combate a frigidez, cicatrizante, egocentrismo, agressividade, stress, ansiedade, meditação, calmante - UNIFICAR
Tangerina
Citrus nobilis Gestantes e crianças, tensão leve , medo, tristeza, irritabilidade, insônia, um grande relaxante associado com lavanda. Usar após o quarto mês de gravidez - DESPERTAR
Tea Tree
Melaleuca alternifolia Excelente ação bactericida, antiviral, fungicida, antiinfecciosa, herpes, micoses, fadiga física e mental, elimina fungos e purifica o ambiente, acne, picadas de insetos - ENCORAJAR
Tomilho
Thymus vulgaris Estados gripais, resfriados, antivirótico, bactericida e problemas respiratórios. Cansaço físico, convalescença constante, repelente de insetos, revitaliza o físico e mental - RESTABELECER
Vetiver
Vetiver zizanoides Desconexão, dispersão, estimulante hepático, renal e pancreático, regenerador celular, peles cansadas, tônico sexual, confortante, stress excessivo (crônico) - RECONECTAR
Ylang-Ylang
Cananga odorata Auxilia nos momentos de tristeza, grande anti-depressivo, raiva, melancolia, possessividade, ansiedade, stress, regulariza estados de TPM, auto-estima, auto-confiança, sensual, afrodisíaco, confortante - AMAR
Rosmarinus officinalis Tônico, estimulante, alivia dores musculares e reumáticas, artrite, elimina toxinas, acne, combate o cansaço, estimula a concentração mental, fortalece a memória - ORGANIZAR
Bergamota
Citrus bergamia Bactericida, cólicas, perda de apetite, estimulante digestivo, cândida, dermatoses, angústia, anti-stress, calmante, antidepressivo, ansiedade - RELAXAR
Camomila
Anthemis nobilis Analgésico, antiinflamatório, problemas estomacais, hepáticos e menstruais, TPM, peles sensíveis, dermatose, alivia insônia, insatisfação, impaciência, enxaqueca, sinusite alérgica, antiespasmódico -SOS - ACEITAR
Canela
Cinnamomun zeylanicum Analgésico, bactericida, gripe, estimulante sexual, exótico, cólicas e diarréias, intuição, aquece, conforta, fadiga - TONIFICAR
Capim Limão
Cymbopogon citratus Bactericida, cólicas, diurético, digestivo, poros dilatados, acne, esgotamento mental, harmoniza o sistema nervoso, relaxa, repelente de insetos - REFRESCAR
Cedro
Juniperus virginiana Infecções, anti-séptico urinário, cistite, alivia o reumatismo, asma, problemas respiratórios, dermatose, celulite, ansiedade, tensão nervosa, medo, raiva, conforta - FORTALECER
Cipreste
Cupressus sempervirens Circulação, retenção de líquidos, celulite, varizes, hemorróidas, anti-sudorífico dos pés, limpeza facial, problemas respiratórios, gripe, expectorante, perda de concentração, tensão - ESTRUTURAR
Citronela
Cymbopogon nardus Bactericida, tônico, estimulante, desodorizador, higienizador e purificador do ambiente, combate pulgas e carrapatos, S O S anti mosquito - PURIFICAR
Cravo
Sygyzium aromaticum Analgésico, bactericida, fungos, ácaros, digestivo, dor de dente, anti-séptico bucal, repelente de insetos, estimulante da memória, aquece, concentra, exótico e afrodisíaco - CENTRAR
Erva Doce
Foeniculum Vulgaris Digestivo, câimbras abdominais, antiespasmódico, flatulência, TPM, menstruações irregulares, cistite, incentiva a lactação, sistema nervoso, stress - PRODUZIR
Eucalipto
Eucalyptus citriodora
Eucalyptus globulus
Eucalyptus straigeriana
Grande expectorante, atua nas deficiências respiratórias como: asma, bronquite, resfriados, sinusite; dores musculares, artrite, bactericida, higienizador e purificador do ambiente, cansaço, concentração mental, comunicação, repelente de insetos - LIMPAR
Gengibre
Zingiber officinalis Analgésico, tônico, estimulante, excelente para dores, distensões e tensões musculares, estrutura vertebral, estrutura óssea, digestivo, câimbras, enxaqueca, tônico sexual e auxilia a concentração - REESTRUTURAR
Gerânio
Pelargonium graveolens Elimina as toxinas, diurético, celulite, obesidade, TPM, pele oleosa, rejuvenescedor, rugas, harmoniza, acalma, antidepressivo, ansiedade, raiva, tristeza, afrodisíaco, excelente repelente de insetos – REJUVENESCER - CURAR
Grapefruit
Citrus paradisi Relaxante, refrescante, restaurador, depurativo, diurético, celulite, bactericida, revigorante, fadiga mental e física - ATIVAR
Jasmim
Jasminum officinalis Um grande analgésico, dores em geral, tensões musculares e distensões, câimbras, auxilia no parto, afrodisíaco, equilibra os hormônios, frigidez, trauma, rejeição, pânico, medo, paranóia, melancolia, antidepressivo, rejuvenescedor - DESEJAR
Junípero
Juniperus communis Desintoxicante hepático e renal, diurético, cistite, bactericida, dores musculares, artrite, celulite, micoses, acne, purificador do ambiente estagnado, sensações de medo e insegurança - FORTIFICAR
Laranja Doce
Citrus sinensis Revigorante, estimulante, diurético, digestivo, fadiga, apego, alegria, combate a melancolia, estados de depressão, tristeza, ansiedade, tensão nervosa - ALEGRAR
Lavanda
Lavandula officinalis
Lavandin abrialis
Grande bactericida, regenerador celular, enxaqueca, hemorróidas, herpes, dores em geral, hipertensão, relaxante e calmante, flatulência, cólica, TPM, medo, traumas, ansiedade, stress, melancolia, tensão nervosa, auxilia no parto e pós parto, cicatrizante, queimaduras, equilibra e harmoniza, SOS - SOCORRER
Limão
Citrus limonum Estimulante, bactericida, tônico imunológico, germicida, concentração, estado de convalescença, circulatório feminino, problemas digestivos, gripes, resfriados, fadiga, memória, purificador do ar - CONFIAR
Mandarina
Citrus reticulata Antiespasmódico, câimbras, herpes, digestivo, insônia, relaxante, trauma, mau humor, irritabilidade - HARMONIZAR
Manjericão
Ocymum basilicum Tônico nervoso, alivia câimbras, combate fadiga, estimulante mental e memória, clareia os pensamentos, depressão, ansiedade, repelente de insetos - ENERGIZAR
Manjerona
Origanum majorana Regenera o sistema nervoso, hepático, dores de cabeça, artrite, dores musculares, ansiedades, angústias, grande anti-depressivo, insônia - CONFORTAR
Menta
Mentha piperitha Tônico nervoso e hepático, indigestão estomacal, náuseas, sensações de calor (menopausa), dores musculares, câimbras, reumatismo, expectorante, clareia a memória, fadiga, concentração, revigorante - TOLERAR
Noz Moscada
Myristica fragrans Estimulante nervoso, afrodisíaco, ótimo digestivo, diarréias, auxilia o processo do parto (contração uterina), estado de convalescença, tristeza, insegurança - ESTAR
Olíbano
Boswellia thrurifera Anti-séptico pulmonar, tosses constantes, bronquite, gripes, bactericida, suavemente estimulante, cicatrização, rejuvenescedor, regenerador celular, rugas, ansiedade, tensão, purificador do ambiente, rituais e cerimônias (casamentos, batizados e bodas), proteção - MEDITAR
Palmarosa
Cymbopogon martini Regenerador celular, rejuvenescedor, adstringente, dermatoses, limpeza facial, stress, nervosismo, antidepressivo, fadiga - ADAPTAR
Patchouli
Pogostemon patchouli Rejuvenescedor, regenerador, acne, cicatrizante, tônico sexual, bactericida, calmante e relaxante, meditação - CENTRALIZAR
Petitgrain
Citrus aurantium Fadiga mental e física, exaustão, refrescante e relaxante, revitalizador, clareia a mente e a memória, diurético e digestivo, bactericida e purificador do ambiente - REATIVAR
Pinho
Pinus sylvestris Grande bactericida, descongestionante, expectorante, sinusite, gripe, bronquite, convalescença, dores musculares e reumáticas, regenerativo - ALIVIAR
Rosa
Rosa damascena Tônico geral, adstringente, cicatrizante, rejuvenescedor, regenerador celular, rugas, peles secas e normais, menstruação irregular, herpes, alivia câimbras, auto estima, conforta, antidepressivo, choque, pânico, traumas diversos, angústia, impaciência e tristeza - AMAR
Sálvia Esclaréia
Salvia sclarea Relaxante, fortalece o organismo, excelente para TPM, tensão, regulador feminino, auxilia no parto, frigidez, celulite, adstringente, antidepressivo, stress, pânico, agressividade - REGULARIZAR
Sândalo
Santalum album Regenerador celular, tônico geral, anti-séptico urinário, afrodisíaco, combate a frigidez, cicatrizante, egocentrismo, agressividade, stress, ansiedade, meditação, calmante - UNIFICAR
Tangerina
Citrus nobilis Gestantes e crianças, tensão leve , medo, tristeza, irritabilidade, insônia, um grande relaxante associado com lavanda. Usar após o quarto mês de gravidez - DESPERTAR
Tea Tree
Melaleuca alternifolia Excelente ação bactericida, antiviral, fungicida, antiinfecciosa, herpes, micoses, fadiga física e mental, elimina fungos e purifica o ambiente, acne, picadas de insetos - ENCORAJAR
Tomilho
Thymus vulgaris Estados gripais, resfriados, antivirótico, bactericida e problemas respiratórios. Cansaço físico, convalescença constante, repelente de insetos, revitaliza o físico e mental - RESTABELECER
Vetiver
Vetiver zizanoides Desconexão, dispersão, estimulante hepático, renal e pancreático, regenerador celular, peles cansadas, tônico sexual, confortante, stress excessivo (crônico) - RECONECTAR
Ylang-Ylang
Cananga odorata Auxilia nos momentos de tristeza, grande anti-depressivo, raiva, melancolia, possessividade, ansiedade, stress, regulariza estados de TPM, auto-estima, auto-confiança, sensual, afrodisíaco, confortante - AMAR
domingo, 14 de novembro de 2010
Novas Pesquisas sobre o guaco
CPQBA demonstra eficiência do guaco
contra úlcera e outros males
Doutoranda da FEA conquista prêmio nos Estados Unidos
com pesquisa sobre análise sensorial de vinhos
RONEI THEZOLIN
O guaco (Mikania laevigata) é uma planta do tipo cipó-trepadeira, com folhas largas e flores pequenas que exalam leve aroma de baunilha quando amassadas. As flores atraem abelhas e seu odor agradável se torna mais intenso depois da chuva. Popularmente, o guaco é um dos fitoterápicos de maior consumo, utilizado principalmente no tratamento de afecções respiratórias. Contudo, estudos desenvolvidos no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, revelam outros efeitos farmacológicos da planta.
A pesquisa foi iniciada em 1998 com duas espécies de guaco (Mikania glomerata e Mikania laevigata), pelas equipes dos professores Pedro Mellilo de Magalhães (Divisão de Agrotecnologia), Vera Lúcia Garcia Rehder (Química) e João Ernesto de Carvalho (Farmacologia e Toxicologia). A primeira etapa consistiu de cultivo controlado e em grande escala da erva; na segunda, a extração e purificação do extrato, com o objetivo de identificar quimicamente as substâncias ativas; e a terceira teve a finalidade de comprovar as propriedades farmacológicas e toxicológicas.
Em experimentos com animais de laboratório, os extratos de guaco diminuíram as lesões ulcerativas resultantes do uso prolongado de antiinflamatórios, abuso de bebidas alcoólicas e estresse – que respondem pela maioria dos casos de úlcera gastroduodenal. “A atividade do guaco foi muito superior às de outras plantas utilizadas contra úlcera, como a espinheira-santa”, conta Carvalho. Segundo os pesquisadores, isto é uma conseqüência da diminuição da liberação de ácido estomacal, provocada pela cumarina, princípio ativo responsável pelo odor de baunilha do guaco.
A ação da cumarina é tema da tese de doutorado de Aparecida Érica Bighetti, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, sob orientação do próprio professor Carvalho. Os estudos em relação ao guaco resultaram ainda em duas bolsas de capacitação técnica, uma bolsa de iniciação científica, uma tese de mestrado e uma segunda de doutorado.
Efeitos dos extratos
Sistema respiratório
O mecanismo de ação contra úlcera é igual ao comprovado no sistema respiratório: diminuição da secreção brônquica e relaxamento da musculatura, o que justifica o uso popular da planta, de acordo Vera Lúcia Garcia Rehder e João Ernesto de Carvalho.
Cárie e placa bacteriana
Testes realizados pelo grupo do professor Pedro L. Rosalen, da Faculdade de Odontologia (FOP) da Unicamp, revelaram que os extratos de guaco provocam inibição do crescimento e a morte dos microorganismos responsáveis pela formação da placa bacteriana.
Candidíase
Trabalho de Marta Teixeira Duarte, da Divisão de Microbiologia do CPQBA, demonstra que os extratos inibem o crescimento dos microorganismos responsáveis pela candidíase da região genital feminina (flores brancas) ou da boca de bebês (sapinho).
Câncer
Em cultura de células tumorais humanas, os extratos e princípios ativos do guaco inibiram o crescimento e provocaram a morte de diversas linhagens. Esses resultados reforçam a necessidade de estudos toxicológicos, pois essas substâncias podem também provocar morte de células normais do nosso organismo, segundo alerta de João Ernesto de Carvalho.
contra úlcera e outros males
Doutoranda da FEA conquista prêmio nos Estados Unidos
com pesquisa sobre análise sensorial de vinhos
RONEI THEZOLIN
O guaco (Mikania laevigata) é uma planta do tipo cipó-trepadeira, com folhas largas e flores pequenas que exalam leve aroma de baunilha quando amassadas. As flores atraem abelhas e seu odor agradável se torna mais intenso depois da chuva. Popularmente, o guaco é um dos fitoterápicos de maior consumo, utilizado principalmente no tratamento de afecções respiratórias. Contudo, estudos desenvolvidos no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, revelam outros efeitos farmacológicos da planta.
A pesquisa foi iniciada em 1998 com duas espécies de guaco (Mikania glomerata e Mikania laevigata), pelas equipes dos professores Pedro Mellilo de Magalhães (Divisão de Agrotecnologia), Vera Lúcia Garcia Rehder (Química) e João Ernesto de Carvalho (Farmacologia e Toxicologia). A primeira etapa consistiu de cultivo controlado e em grande escala da erva; na segunda, a extração e purificação do extrato, com o objetivo de identificar quimicamente as substâncias ativas; e a terceira teve a finalidade de comprovar as propriedades farmacológicas e toxicológicas.
Em experimentos com animais de laboratório, os extratos de guaco diminuíram as lesões ulcerativas resultantes do uso prolongado de antiinflamatórios, abuso de bebidas alcoólicas e estresse – que respondem pela maioria dos casos de úlcera gastroduodenal. “A atividade do guaco foi muito superior às de outras plantas utilizadas contra úlcera, como a espinheira-santa”, conta Carvalho. Segundo os pesquisadores, isto é uma conseqüência da diminuição da liberação de ácido estomacal, provocada pela cumarina, princípio ativo responsável pelo odor de baunilha do guaco.
A ação da cumarina é tema da tese de doutorado de Aparecida Érica Bighetti, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, sob orientação do próprio professor Carvalho. Os estudos em relação ao guaco resultaram ainda em duas bolsas de capacitação técnica, uma bolsa de iniciação científica, uma tese de mestrado e uma segunda de doutorado.
Efeitos dos extratos
Sistema respiratório
O mecanismo de ação contra úlcera é igual ao comprovado no sistema respiratório: diminuição da secreção brônquica e relaxamento da musculatura, o que justifica o uso popular da planta, de acordo Vera Lúcia Garcia Rehder e João Ernesto de Carvalho.
Cárie e placa bacteriana
Testes realizados pelo grupo do professor Pedro L. Rosalen, da Faculdade de Odontologia (FOP) da Unicamp, revelaram que os extratos de guaco provocam inibição do crescimento e a morte dos microorganismos responsáveis pela formação da placa bacteriana.
Candidíase
Trabalho de Marta Teixeira Duarte, da Divisão de Microbiologia do CPQBA, demonstra que os extratos inibem o crescimento dos microorganismos responsáveis pela candidíase da região genital feminina (flores brancas) ou da boca de bebês (sapinho).
Câncer
Em cultura de células tumorais humanas, os extratos e princípios ativos do guaco inibiram o crescimento e provocaram a morte de diversas linhagens. Esses resultados reforçam a necessidade de estudos toxicológicos, pois essas substâncias podem também provocar morte de células normais do nosso organismo, segundo alerta de João Ernesto de Carvalho.
Camomila x Diabetes
Chá de camomila previne complicações da diabetes, diz estudo.
O chá de camomila vem sendo usado para tratar de resfriados.
Beber chá de camomila diariamente pode ajudar a prevenir algumas das conseqüências da diabetes tipo-2, tais como cegueira, lesões nos nervos e nos rins, de acordo com pesquisadores no Japão e na Grã-Bretanha.
A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado de camomila para a doença, cuja incidência vem aumentando em todo o mundo.
No novo estudo, o pesquisador Atsushi Kato, da Universidade de Toyama, ressalta que camomila vem sendo usada há anos como uma cura informal para problemas diversos como estresse, resfriado e cólica menstrual.
Recentemente os cientistas propuseram que o chá da erva pode ser benéfico também no combate à diabetes, mas a teoria não tinha sido testada cientificamente até agora.
Os pesquisadores deram extrato de camomila a um grupo de ratos diabéticos durante 21 dias, e compararam o resultado a um grupo de animais de controle em uma dieta normal.
O nível de glicose no sangue de animais que ingeriram camomila foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle, disseram os cientistas.
Também foi registrada uma redução da concentração das enzimas ALR2 e sorbitol. A concentração elevada dessas substâncias está associada a um aumento das complicações relacionadas à diabetes.
A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.
BBC Brasil
O chá de camomila vem sendo usado para tratar de resfriados.
Beber chá de camomila diariamente pode ajudar a prevenir algumas das conseqüências da diabetes tipo-2, tais como cegueira, lesões nos nervos e nos rins, de acordo com pesquisadores no Japão e na Grã-Bretanha.
A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado de camomila para a doença, cuja incidência vem aumentando em todo o mundo.
No novo estudo, o pesquisador Atsushi Kato, da Universidade de Toyama, ressalta que camomila vem sendo usada há anos como uma cura informal para problemas diversos como estresse, resfriado e cólica menstrual.
Recentemente os cientistas propuseram que o chá da erva pode ser benéfico também no combate à diabetes, mas a teoria não tinha sido testada cientificamente até agora.
Os pesquisadores deram extrato de camomila a um grupo de ratos diabéticos durante 21 dias, e compararam o resultado a um grupo de animais de controle em uma dieta normal.
O nível de glicose no sangue de animais que ingeriram camomila foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle, disseram os cientistas.
Também foi registrada uma redução da concentração das enzimas ALR2 e sorbitol. A concentração elevada dessas substâncias está associada a um aumento das complicações relacionadas à diabetes.
A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.
BBC Brasil
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Óleos Essenciais Afrodisíacos
Em um dos primeiros posts neste blog eu escrevi que a terapia com aromas é uma das formas mais gostosas de se tratar porque é feita sem dor. Pois bem, e que tal usarmos o poder dos óleos essenciais para apimentar nossas relações a dois, ativar ainda mais a nossa libido e criar um clima ainda mais romântico para aqueles momentos de íntimidade com a pessoa amada? Leia este post e faça suas "experiências"... e nos conte depois, se assim desejar... :-)
Boa leitura e aguardo seus comentários.
Denomina-se afrodisíaco a qualquer substância no qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais. O nome deriva da deusa grega Afrodite, divindade relacionada ao amor em seus diversos aspectos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodisíaco)
Se uma determinada substância, alimento, aroma, etc. é afrodisíaca ou não isto não vai depender apenas das propriedades químicas da mesma. A predisposição da pessoa, ou seja, o quanto ela está pronta para a relação sexual ou para o amor é fundamental nestes casos.
As substancias ditas afrodisíacas tem um efeito complementar desde que nós façamos a nossa parte, nos cuidando, nos amando, ficando bonitos para atrair um grande amor e levar este aspecto do afrodisíaco até o outro. Uma pessoa mal cuidada, mal cheirosa, desarrumada, com aspecto feio e sujo não gerará efeito afrodisíaco para outra pessoa, independente do quão potente for o produto afrodisíaco que ela irá utilizar. Da mesma forma, a auto-estima elevada é fundamental para todo processo de aproximação. A pessoa tem que, antes de mais nada, se gostar e se amar para depois amar o outro. E o mais importante é ser você mesmo, não se deixando influenciar pelo que os outros pensam. Ser autêntico. É tirar toda e qualquer barreira e deixar-se ser visto como você é.
Dito isto, vamos à parte mais, digamos, cientifico afrodisíaca, disto tudo.
Já é sabido que cerca de 3% de nosso genoma codificam tipos de receptores olfativos e que estes receptores são altamente especializados em poucos tipos de cheiros, entre eles, os relacionados à reprodução.
O nervo olfativo está ligado diretamente ao sistema límbico, o qual está relacionado aos 3 princípios básicos da sobrevivência: nutrição (fome e sede), reprodução (sexo) e defesa.
Nossas memórias estão ligadas ao sistema límbico, assim sendo, determinado aroma pode trazer uma sensação positiva para alguns enquanto que para outras pessoas, sensações negativas e desagradáveis.
Em 1703 um cirurgião holandês (Ruysch) identificou um pequeno órgão no nariz humano como sendo o órgão vomeronasal (OVN) o qual se encontra separado do órgão responsável pela olfação. A função do OVN é a detecção de feromônios: quando ele detecta o feromônio, ele envia um sinal de resposta sexual/comportamental para o cérebro.
Feromônios podem ser do tipo sinalizadores, ou seja, estão relacionados às respostas comportamentais, ou do tipo primários, que afetam a atividade fisiológica (tem efeito nos hormônios como um todo).
Sabe-se também que os óleos essenciais podem agir através do OVN e/ou através do órgão olfatório.
Recentes pesquisas científicas demonstraram que as mulheres são capazes de identificar tipos imunológicos masculinos distintos dos imunotipos genéticos delas, tendo então, atração sexual maior por estes para que haja uma formação de descendência genética mais aperfeiçoada e desenvolvida, a qual seria mais resistente a doenças, por exemplo, dando maior condição de sobrevivência dentro do ambiente em que vivem.
É sabido também que alguns óleos essenciais bloqueiam a liberação de ACTH (Hormônio adrenocorticotrófico), também chamado de hormônio do stress. Por conseqüência, acredita-se que outros óleos essenciais podem ter influencias em outros tipos de hormônios liberados pela hipófise, como o hormônio luteinizante (LH), por exemplo, que regula a produção e liberação do estrogênio, progesterona e testosterona.
A química afrodisíaca dos óleos essências pode ocorrer como um efeito estimulante, como segue:
- da circulação: vaso-dilatação, calor, etc. (canela, cravo, tribulus terrestris, etc.)
- do sistema nervoso: deixar a pessoa mais “ligada”, acesa, estimulada, etc. (alecrim, cânfora, etc.)
- do sistema endócrino: atividade considerada estimulante de hormônios (salsaparrilha, priprioca, vetiver, etc.)
- do sistema olfativo: subconsciente, sensações, etc. (jasmim, ylang ylang, vetiver, patchouli, nardo, etc.)
Vamos então ver alguns óleos essenciais considerados afrodisíacos e suas características:
Ylang Ylang: desperta a sexualidade (carinho, contato), a afetividade, torna as pessoas abertas ao contato, ao abraço, à aproximação, bom para pessoas tímidas, fechadas, egoístas; desperta o lado altruísta das pessoas; em excesso pode causar queda de pressão (vai fazer efeito contrario ao desejado: as pessoas podem dormir e não acontecer nada)
Lótus e Lírio: são cheiros mais femininos, ligados a mulher;
Ládano (Cisto): óleo resinoso quente (esquenta), traz sensação de aquecimento sem queimar; é nota de fundo para muitas flores e especiarias; óleo para pessoas convalescentes, que estão prá baixo, pessoas estagnadas, em fase de busca e mudanças, em depressão, paralisadas;
Canela e Preciosa: são vaso-dilatadoras (canela, em especial, causa ardência e queimaduras e por isto deve ser diluída); preciosa não causa ardência, porém, é mais difícil de ser encontrada; é parente do pau rosa, da região amazônica; substituto da canela em muitas ações terapêuticas;
Cravo e Puchury: semelhante à canela, porém, menos agressivos; são quentes e estimulantes, renovadores de energia, aumentam o magnetismo pessoal, e favorecem a limpeza espiritual; usados em gel / cremes encontrados em sex-shops;
Rosa, Gerânio e Palmarosa: combinam muito bem para as mulheres, parecido com o ylang ylang; favorecem o carinho, a aproximação, etc.;
Sândalo, Cedro, Amyris, Cabreuva e outras madeiras: mais masculinos, mas nada impede o uso pelas mulheres e a inversão de aromas;
Balsamo do Peru, Balsamo de Tolu (aroma parecido com o de cacau), Estoraque e Benjoim: devem ser empregados com certa cautela para não dar alergias; são resinas;
Baunilha (Vanilla planifolia): vanilla vem do latim e deriva da palavra vagina devido à semelhança da raiz com o canal vaginal; cheiro estimulante da sexualidade; usado em banhos, perfumes, óleos de massagem, etc.; absoluto caro; muito aromático e interessante; o cacau pode substituir a baunilha com propriedades muito semelhantes a esta, com sabor de chocolate bem intenso; favorece a abertura, o contato, extroversão, diminui as carências afetivas; combina com flores (ylang ylang com nota não muito alta);
Gengibre: estimulante, vaso-dilatador; combina com cravo, canela, baunilha, cacau; dá energia, vitalidade, desperta a motivação, energia de fogo e de terra (auto-confiança); para pessoas aéreas e sem atitude (que “vivem no mundo da lua”);
Noz moscada e Cardamomo: foram muito usadas há muito tempo atrás para favorecer a ereção; noz moscada é alucinógeno; cardamomo combina com aromas mais encorpados como baunilha, cacau, vetiver, etc.
Vetiver, Priprioca e Pachouli: têm notas aromáticas parecidas; o vetiver é mais caramelado e lembra terra molhada; priprioca mais seco e pachouli mais seco ainda; a priprioca tem ação sobre os hormônios sexuais femininos, frigidez, impotência feminina e é usado com finalidades anticoncepcionais em algumas tribos indígenas da Amazônia; são aromas aterradores, bons para serem usados por homens, mas nada impede de as mulheres utilizarem;
Pimenta: vaso-dilatador; a pimenta negra destilada não arde; a pimenta malagueta extraída por CO2 queima e arde muito;
Neroli (flor de laranjeira): muito sensual e agradável (da mesma forma que o jasmim);
Jasmim, Acácia, Aglaia: idem ao Neroli
Musk: não tem mais interesse de produção porque agride a natureza: é extraído do veado almiscarado (glândulas com feromônio): é retirada a glândula e usada em perfumes; é liberado pela urina do veado; ainda se consegue na China, onde há fazendas de criação; o musk tem um cheiro muito ruim, semelhante ao cheiro de genital sujo, bem fedorento; é usado como nota de fundo em misturas e perfumes (uma gotinha ou pouco mais que isto, em suas devidas proporções);
Ambreto (musk vegetal) e Nardo: alternativa como substituto para o musk verdadeiro (mas é muito diferente deste último); empregado na perfumaria; é muito caro; o melhor é o extraído por CO2; Nardo é muito aromático, com nota animalesca = virilidade, aterrador;
Óleos anafrodisíacos: diminuem a libido, pois liberam a prolactina que por sua vez faz cair a libido: vitex (serve para “esfriar” paixões), tagetes, tuia, tanaceto, lavanda, camomilas, manjerona, lúpulo; sálvias, salsa, cenoura, funcho, erva-doce; anis, estragão, artemisias;
Agora vamos à parte prática de tudo isto com algumas “fórmulas afrodisíacas” interessantes que poderão ajudar a proporcionar desejos sexuais intensos e constantes... (use com moderação... risos).
Algumas receitinhas alimentares:
Coloque de 1 a 2 gotas de óleo essencial de ylang ylang, rosa, jasmim, neroli ou baunilha em uma vinho branco e terá uma bebida muito gostosa e especial.
Coloque de 10 a 15 gotas de óleo essencial de baunilha, canela, cravo, cacao ou vetiver na massa de bolos e doces.
Para cada 100 gramas de chocolate coloque 1 a 2 gotas de óleo essencial de baunilha, cacao, vetiver, nardo, priprioca, cardamomo, canela, cravo, jasmim, rosa ou gerânio.
Dicas:
Em massagens, 65 gotas da mistura de óleos essenciais para cada 100 ml de óleo carreador.
Para banhos, dependendo do tamanho da banheira, de 6 a 15 gotas de óleos essenciais ou da mistura.
Inalação de 6 a 15 gotas de óleo essencial ou da mistura em aromatizador ambiental.
Sinergias “mágicas” (usadas em aromatizadores de ambientes):
Sinergia da Atração (para atrair o par ideal)
5 gotas de pachouli
1 gota de canela
Mistura do Amor
7 gotas de palmarosa
5 gotas de yang yang
1 gota de gengibre
2 gotas de alecrim
1 gota de cardamomo
Energia Sexual
2 gotas de gengibre
2 gotas de pachouli
1 gota de cardamomo
1 gota de sândalo
Ungüento do Amor (para ser passado no corpo)
2 gotas de ylang ylang
2 gotas de lavanda
1 gota de cardamomo
1 gota de baunilha
50mL de óleo ou creme para massagens
Boa leitura e aguardo seus comentários.
Denomina-se afrodisíaco a qualquer substância no qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais. O nome deriva da deusa grega Afrodite, divindade relacionada ao amor em seus diversos aspectos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodisíaco)
Se uma determinada substância, alimento, aroma, etc. é afrodisíaca ou não isto não vai depender apenas das propriedades químicas da mesma. A predisposição da pessoa, ou seja, o quanto ela está pronta para a relação sexual ou para o amor é fundamental nestes casos.
As substancias ditas afrodisíacas tem um efeito complementar desde que nós façamos a nossa parte, nos cuidando, nos amando, ficando bonitos para atrair um grande amor e levar este aspecto do afrodisíaco até o outro. Uma pessoa mal cuidada, mal cheirosa, desarrumada, com aspecto feio e sujo não gerará efeito afrodisíaco para outra pessoa, independente do quão potente for o produto afrodisíaco que ela irá utilizar. Da mesma forma, a auto-estima elevada é fundamental para todo processo de aproximação. A pessoa tem que, antes de mais nada, se gostar e se amar para depois amar o outro. E o mais importante é ser você mesmo, não se deixando influenciar pelo que os outros pensam. Ser autêntico. É tirar toda e qualquer barreira e deixar-se ser visto como você é.
Dito isto, vamos à parte mais, digamos, cientifico afrodisíaca, disto tudo.
Já é sabido que cerca de 3% de nosso genoma codificam tipos de receptores olfativos e que estes receptores são altamente especializados em poucos tipos de cheiros, entre eles, os relacionados à reprodução.
O nervo olfativo está ligado diretamente ao sistema límbico, o qual está relacionado aos 3 princípios básicos da sobrevivência: nutrição (fome e sede), reprodução (sexo) e defesa.
Nossas memórias estão ligadas ao sistema límbico, assim sendo, determinado aroma pode trazer uma sensação positiva para alguns enquanto que para outras pessoas, sensações negativas e desagradáveis.
Em 1703 um cirurgião holandês (Ruysch) identificou um pequeno órgão no nariz humano como sendo o órgão vomeronasal (OVN) o qual se encontra separado do órgão responsável pela olfação. A função do OVN é a detecção de feromônios: quando ele detecta o feromônio, ele envia um sinal de resposta sexual/comportamental para o cérebro.
Feromônios podem ser do tipo sinalizadores, ou seja, estão relacionados às respostas comportamentais, ou do tipo primários, que afetam a atividade fisiológica (tem efeito nos hormônios como um todo).
Sabe-se também que os óleos essenciais podem agir através do OVN e/ou através do órgão olfatório.
Recentes pesquisas científicas demonstraram que as mulheres são capazes de identificar tipos imunológicos masculinos distintos dos imunotipos genéticos delas, tendo então, atração sexual maior por estes para que haja uma formação de descendência genética mais aperfeiçoada e desenvolvida, a qual seria mais resistente a doenças, por exemplo, dando maior condição de sobrevivência dentro do ambiente em que vivem.
É sabido também que alguns óleos essenciais bloqueiam a liberação de ACTH (Hormônio adrenocorticotrófico), também chamado de hormônio do stress. Por conseqüência, acredita-se que outros óleos essenciais podem ter influencias em outros tipos de hormônios liberados pela hipófise, como o hormônio luteinizante (LH), por exemplo, que regula a produção e liberação do estrogênio, progesterona e testosterona.
A química afrodisíaca dos óleos essências pode ocorrer como um efeito estimulante, como segue:
- da circulação: vaso-dilatação, calor, etc. (canela, cravo, tribulus terrestris, etc.)
- do sistema nervoso: deixar a pessoa mais “ligada”, acesa, estimulada, etc. (alecrim, cânfora, etc.)
- do sistema endócrino: atividade considerada estimulante de hormônios (salsaparrilha, priprioca, vetiver, etc.)
- do sistema olfativo: subconsciente, sensações, etc. (jasmim, ylang ylang, vetiver, patchouli, nardo, etc.)
Vamos então ver alguns óleos essenciais considerados afrodisíacos e suas características:
Ylang Ylang: desperta a sexualidade (carinho, contato), a afetividade, torna as pessoas abertas ao contato, ao abraço, à aproximação, bom para pessoas tímidas, fechadas, egoístas; desperta o lado altruísta das pessoas; em excesso pode causar queda de pressão (vai fazer efeito contrario ao desejado: as pessoas podem dormir e não acontecer nada)
Lótus e Lírio: são cheiros mais femininos, ligados a mulher;
Ládano (Cisto): óleo resinoso quente (esquenta), traz sensação de aquecimento sem queimar; é nota de fundo para muitas flores e especiarias; óleo para pessoas convalescentes, que estão prá baixo, pessoas estagnadas, em fase de busca e mudanças, em depressão, paralisadas;
Canela e Preciosa: são vaso-dilatadoras (canela, em especial, causa ardência e queimaduras e por isto deve ser diluída); preciosa não causa ardência, porém, é mais difícil de ser encontrada; é parente do pau rosa, da região amazônica; substituto da canela em muitas ações terapêuticas;
Cravo e Puchury: semelhante à canela, porém, menos agressivos; são quentes e estimulantes, renovadores de energia, aumentam o magnetismo pessoal, e favorecem a limpeza espiritual; usados em gel / cremes encontrados em sex-shops;
Rosa, Gerânio e Palmarosa: combinam muito bem para as mulheres, parecido com o ylang ylang; favorecem o carinho, a aproximação, etc.;
Sândalo, Cedro, Amyris, Cabreuva e outras madeiras: mais masculinos, mas nada impede o uso pelas mulheres e a inversão de aromas;
Balsamo do Peru, Balsamo de Tolu (aroma parecido com o de cacau), Estoraque e Benjoim: devem ser empregados com certa cautela para não dar alergias; são resinas;
Baunilha (Vanilla planifolia): vanilla vem do latim e deriva da palavra vagina devido à semelhança da raiz com o canal vaginal; cheiro estimulante da sexualidade; usado em banhos, perfumes, óleos de massagem, etc.; absoluto caro; muito aromático e interessante; o cacau pode substituir a baunilha com propriedades muito semelhantes a esta, com sabor de chocolate bem intenso; favorece a abertura, o contato, extroversão, diminui as carências afetivas; combina com flores (ylang ylang com nota não muito alta);
Gengibre: estimulante, vaso-dilatador; combina com cravo, canela, baunilha, cacau; dá energia, vitalidade, desperta a motivação, energia de fogo e de terra (auto-confiança); para pessoas aéreas e sem atitude (que “vivem no mundo da lua”);
Noz moscada e Cardamomo: foram muito usadas há muito tempo atrás para favorecer a ereção; noz moscada é alucinógeno; cardamomo combina com aromas mais encorpados como baunilha, cacau, vetiver, etc.
Vetiver, Priprioca e Pachouli: têm notas aromáticas parecidas; o vetiver é mais caramelado e lembra terra molhada; priprioca mais seco e pachouli mais seco ainda; a priprioca tem ação sobre os hormônios sexuais femininos, frigidez, impotência feminina e é usado com finalidades anticoncepcionais em algumas tribos indígenas da Amazônia; são aromas aterradores, bons para serem usados por homens, mas nada impede de as mulheres utilizarem;
Pimenta: vaso-dilatador; a pimenta negra destilada não arde; a pimenta malagueta extraída por CO2 queima e arde muito;
Neroli (flor de laranjeira): muito sensual e agradável (da mesma forma que o jasmim);
Jasmim, Acácia, Aglaia: idem ao Neroli
Musk: não tem mais interesse de produção porque agride a natureza: é extraído do veado almiscarado (glândulas com feromônio): é retirada a glândula e usada em perfumes; é liberado pela urina do veado; ainda se consegue na China, onde há fazendas de criação; o musk tem um cheiro muito ruim, semelhante ao cheiro de genital sujo, bem fedorento; é usado como nota de fundo em misturas e perfumes (uma gotinha ou pouco mais que isto, em suas devidas proporções);
Ambreto (musk vegetal) e Nardo: alternativa como substituto para o musk verdadeiro (mas é muito diferente deste último); empregado na perfumaria; é muito caro; o melhor é o extraído por CO2; Nardo é muito aromático, com nota animalesca = virilidade, aterrador;
Óleos anafrodisíacos: diminuem a libido, pois liberam a prolactina que por sua vez faz cair a libido: vitex (serve para “esfriar” paixões), tagetes, tuia, tanaceto, lavanda, camomilas, manjerona, lúpulo; sálvias, salsa, cenoura, funcho, erva-doce; anis, estragão, artemisias;
Agora vamos à parte prática de tudo isto com algumas “fórmulas afrodisíacas” interessantes que poderão ajudar a proporcionar desejos sexuais intensos e constantes... (use com moderação... risos).
Algumas receitinhas alimentares:
Coloque de 1 a 2 gotas de óleo essencial de ylang ylang, rosa, jasmim, neroli ou baunilha em uma vinho branco e terá uma bebida muito gostosa e especial.
Coloque de 10 a 15 gotas de óleo essencial de baunilha, canela, cravo, cacao ou vetiver na massa de bolos e doces.
Para cada 100 gramas de chocolate coloque 1 a 2 gotas de óleo essencial de baunilha, cacao, vetiver, nardo, priprioca, cardamomo, canela, cravo, jasmim, rosa ou gerânio.
Dicas:
Em massagens, 65 gotas da mistura de óleos essenciais para cada 100 ml de óleo carreador.
Para banhos, dependendo do tamanho da banheira, de 6 a 15 gotas de óleos essenciais ou da mistura.
Inalação de 6 a 15 gotas de óleo essencial ou da mistura em aromatizador ambiental.
Sinergias “mágicas” (usadas em aromatizadores de ambientes):
Sinergia da Atração (para atrair o par ideal)
5 gotas de pachouli
1 gota de canela
Mistura do Amor
7 gotas de palmarosa
5 gotas de yang yang
1 gota de gengibre
2 gotas de alecrim
1 gota de cardamomo
Energia Sexual
2 gotas de gengibre
2 gotas de pachouli
1 gota de cardamomo
1 gota de sândalo
Ungüento do Amor (para ser passado no corpo)
2 gotas de ylang ylang
2 gotas de lavanda
1 gota de cardamomo
1 gota de baunilha
50mL de óleo ou creme para massagens
Óleo de Babaçú e o HIV
Um dos melhores óleos para massagem, fino e de rápida absorção. Nutre a pele. Fortalece o sistema imunológico devido a alta concentração de em ácido láurico e por isto é um ótimo suplemento alimentar para pessoas com baixa imunidade, principalmente em doenças como câncer e AIDS. Antiinflamatório natural. É fundamental em regimes de emagrecimento, pois é o único tipo de gordura não estocado no corpo proporcionando rápida queima de calorias e perda de peso: acelera o metabolismo e estimula a digestão. Reduz o mau colesterol (LDL) e é potente antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce. Ajuda no controle glicêmico.
O babaçu ou coco de macaco, é uma grande palmeira com mais de 20 metros de altura nativa do Brasil. O nome babaçu vem dos tupis, uma tribo amazônica, que chama a árvore de “Uauaçu”. O óleo de babaçu, que constitui 60% da matéria da amêndoa, serve como matéria prima para fabricação de sabão, sabonete, shampoo, amida, gorduras especiais, cremes, margarina, óleo comestível e para queimar em lamparinas. Possui um ponto de fusão muito baixo (25,5 ºC), o que o faz em dias muito frios acabar tomando uma consistência branco-leitosa, como uma pasta. Esta sua característica está especialmente associada ao seu alto teor de ácido láurico (superior a 40%), o principal componente responsável pelas suas qualidades terapêuticas. O óleo de babaçu é um óleo tão fino que em questão de segundos penetra pelos poros da pele. Esta sua propriedade o torna um dos melhores óleos vegetais para uso na massagem, pois quando é diluído nele algum óleo essencial, este consegue atingir a corrente sanguínea num curto espaço de tempo, antes que sofra perdas de evaporação dada à temperatura da pele. Na massagem e no tratamento do cabelo (onde ele age como um silicone natural), ele apresenta uma vantagem especial sobre outros óleos vegetais, ele não rança facilmente.
Pesquisas divulgadas pelo Dr. Conrado S. Dayrit, MD em 25 de julho de 2000 em Chennai na Índia, no 37º Encontro Cocotécnico, mostraram um grande potencial terapêutico para os óleos láuricos (com alto teor de ácido láurico, como o babaçu e o côco da bahia). A experiência da administração de 50ml de óleo de coco diária em 15 pacientes (10 mulheres e 5 homens) portadores do HIV (o vírus da AIDS) e que nunca haviam recebido nenhum tipo de tratamento anti-HIV, no Hospital de São Lázaro, nas Filipinas, sob a responsabilidade do Dr. Eric Tayan, M.D, mostraram um aumento do linfócitos de defesa do corpo, CD4 e CD8 de 248 para 1.065 e 570 para 1671 respectivamente. Um homem que possuía uma carga viral muito baixa (<0.4X103) e que não sofreu mudanças, não foi incluído no resultado final da pesquisa. As estatísticas finais incluíram resultados para 4 homens e 10 mulheres e mostram que 7 (2h, 5m) de 14 pacientes tiveram uma redução em 3 meses de uso diário do óleo, enquanto 8 (3h, 5m) sofreram redução em 6 meses. Os níveis de CD4 e CD8 aumentaram em 5 pacientes, mas não mantiveram relação com a diminuição da contagem viral.
A adição de óleos láuricos como o babaçu e o côco da bahia na alimentação de pacientes portadores do HIV pode trazer como benefício a diminuição do nível da carga viral em indivíduos HIV positivos, diminuição do antígeno P24 e o aumento do CD4 e/ou CD4/CD8. Com bases nestes estudos, o uso deste óleos na alimentação de pessoas com baixa imunológica, que possuem grande facilidade em gripar, pessoas com doenças bacterianas e viróticas como tuberculose, pneumonia, herpes, doenças venéreas, auto-imunes como o lúpos e a psoríase, entre outras, seria de extrema valia. O babaçu e o côco possuem óleos de propriedades antivirais e antifúngicas dado ao seu teor de ácido láurico e ácido cáprico. Da mesma maneira, seu emprego na massagem se mostra eficaz para o tratamento dos mesmos problemas, dada sua penetração pela pele ser muito fácil. Na alimentação ambos os óleos podem ser usados para cozinhar e fritar alimentos, substituindo os óleos de soja, girassol e milho. Podem ser temperados com ervas e condimentos e utilizados como substitutos ao azeite de oliva nas saladas para dar sabor. São muito empregados pela indústria alimentícia para fabricação de sorvetes e margarinas.
O babaçu ou coco de macaco, é uma grande palmeira com mais de 20 metros de altura nativa do Brasil. O nome babaçu vem dos tupis, uma tribo amazônica, que chama a árvore de “Uauaçu”. O óleo de babaçu, que constitui 60% da matéria da amêndoa, serve como matéria prima para fabricação de sabão, sabonete, shampoo, amida, gorduras especiais, cremes, margarina, óleo comestível e para queimar em lamparinas. Possui um ponto de fusão muito baixo (25,5 ºC), o que o faz em dias muito frios acabar tomando uma consistência branco-leitosa, como uma pasta. Esta sua característica está especialmente associada ao seu alto teor de ácido láurico (superior a 40%), o principal componente responsável pelas suas qualidades terapêuticas. O óleo de babaçu é um óleo tão fino que em questão de segundos penetra pelos poros da pele. Esta sua propriedade o torna um dos melhores óleos vegetais para uso na massagem, pois quando é diluído nele algum óleo essencial, este consegue atingir a corrente sanguínea num curto espaço de tempo, antes que sofra perdas de evaporação dada à temperatura da pele. Na massagem e no tratamento do cabelo (onde ele age como um silicone natural), ele apresenta uma vantagem especial sobre outros óleos vegetais, ele não rança facilmente.
Pesquisas divulgadas pelo Dr. Conrado S. Dayrit, MD em 25 de julho de 2000 em Chennai na Índia, no 37º Encontro Cocotécnico, mostraram um grande potencial terapêutico para os óleos láuricos (com alto teor de ácido láurico, como o babaçu e o côco da bahia). A experiência da administração de 50ml de óleo de coco diária em 15 pacientes (10 mulheres e 5 homens) portadores do HIV (o vírus da AIDS) e que nunca haviam recebido nenhum tipo de tratamento anti-HIV, no Hospital de São Lázaro, nas Filipinas, sob a responsabilidade do Dr. Eric Tayan, M.D, mostraram um aumento do linfócitos de defesa do corpo, CD4 e CD8 de 248 para 1.065 e 570 para 1671 respectivamente. Um homem que possuía uma carga viral muito baixa (<0.4X103) e que não sofreu mudanças, não foi incluído no resultado final da pesquisa. As estatísticas finais incluíram resultados para 4 homens e 10 mulheres e mostram que 7 (2h, 5m) de 14 pacientes tiveram uma redução em 3 meses de uso diário do óleo, enquanto 8 (3h, 5m) sofreram redução em 6 meses. Os níveis de CD4 e CD8 aumentaram em 5 pacientes, mas não mantiveram relação com a diminuição da contagem viral.
A adição de óleos láuricos como o babaçu e o côco da bahia na alimentação de pacientes portadores do HIV pode trazer como benefício a diminuição do nível da carga viral em indivíduos HIV positivos, diminuição do antígeno P24 e o aumento do CD4 e/ou CD4/CD8. Com bases nestes estudos, o uso deste óleos na alimentação de pessoas com baixa imunológica, que possuem grande facilidade em gripar, pessoas com doenças bacterianas e viróticas como tuberculose, pneumonia, herpes, doenças venéreas, auto-imunes como o lúpos e a psoríase, entre outras, seria de extrema valia. O babaçu e o côco possuem óleos de propriedades antivirais e antifúngicas dado ao seu teor de ácido láurico e ácido cáprico. Da mesma maneira, seu emprego na massagem se mostra eficaz para o tratamento dos mesmos problemas, dada sua penetração pela pele ser muito fácil. Na alimentação ambos os óleos podem ser usados para cozinhar e fritar alimentos, substituindo os óleos de soja, girassol e milho. Podem ser temperados com ervas e condimentos e utilizados como substitutos ao azeite de oliva nas saladas para dar sabor. São muito empregados pela indústria alimentícia para fabricação de sorvetes e margarinas.
Óleo de tea tree e o fim do verão
As propriedades medicinais do óleo de tea tree são conhecidas por centenas de anos pela tribo australiana de aborígines Bundialung. Eles tratavam muitas afecções com macerados das folhas da árvore e costumavam nadar na lagoa onde as folhas da árvore haviam tornado a água um banho terapêutico.
O tea tree passou a ser conhecido no ocidente a partir da expedição do capitão James Cook, que em 1770 aportou na baía de Botany, Austrália, e observou os aborígenes fazerem chá com as folhas de uma árvore, usada com finalidades medicinais. O botânico da expedição, Joseph Banks, coletou amostras das folhas de diferentes espécies de melaleucas usadas neste chá nativo, e acabou por dar-lhes o nome de “tea trees” ou “árvores de chá”.
Em 1920, o Dr. A. R. Penefold, um químico do governo em Sidney, Austrália, recebeu o crédito pelo início da pesquisa clínica em seres humanos e documentação dos diversos benefícios associados com o óleo de tea tree. Seus estudos determinaram que o óleo de tea tree possuía um potencial cerca de 11 a 13 vezes mais poderoso do que o ácido carbólico (fenol) para matar bactérias e fungos, contudo não queimando a pele apesar disso. Os resultados de suas pesquisas foram além das expectativas. O óleo de tea tree veio a ser tão valorizado pelo governo australiano que, durante a Segunda Guerra Mundial, todos envolvidos na produção e fornecimento deste óleo foram dispensados do serviço militar com o objetivo de suprirem a demanda dos soldados britânicos e australianos nas frentes de batalha. O óleo entrou na maleta de primeiros socorros de todos os soldados, e era chamado de “kit medicinal engarrafado”.
A utilização de todo o óleo produzido pelas destilarias pelo governo, resultou no seu desaparecimento no mercado, e aliado ao surgimento de novas drogas durante e após a segunda guerra, ele passou a ser cada vez menos utilizado pelas pessoas, até que entre 1960 e 1970, com o advento de uma nova geração mais voltada para a medicina alternativa e produtos naturais, o óleo de tea tree reviveu novamente ganhando outra vez popularidade. A partir daí, cientistas de várias partes do mundo começaram a desenvolver novos testes com o óleo e comprovar ainda mais sua eficácia já há muito conhecida.
Dentre os diversos tipos de usos que o óleo possui, podemos dizer que o mais interessante é na eliminação de bactérias causadoras de infecções. Pesquisadores australianos demonstraram uma ação rápida em vitro, de menos de uma hora sobre todas as bactérias das colônias estudadas, em diluições que variavam de 0,5% até 1,25% conforme o tipo de microorganismo (veja tabela). Eles estudaram a ação do tea tree sobre um tipo de “supermicróbio”, comumente resistente à meticilina ou MRSA, o Staphylococcus aureus, uma bactéria hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo. Descobriram que apenas uma pequena quantidade do óleo de tea tree (uma concentração de 0.25%, equivalente a 5 gotas em 100ml água), foi suficiente para inibir o crescimento bacteriano; com o dobro da dosagem (0.5%), ele mata esta bactéria. Desta forma, não só o uso do tea tree na eliminação de infecções é válida, mas também seu uso na purificação de água e alimentos (como alternativa ao cloro) e no ar (em difusores ou ar condicionado) encontra grande valia.
Uma das vantagens de se recomendar o óleo de tea tree como antiséptico, é que é impossível para um micróbio infeccioso criar resistência a ele. O óleo possui uma complexidade química tão grande, com mais de 100 componentes, que uma bactéria não consegue modificar seu sistema enzimático para lidar com isso. Esta é hoje uma das grandes vantagens do uso do tea tree em substituição aos antibióticos convencionais, que a cada dia perdem mais ação pelo fato dos micróbios estarem desenvolvendo resistência a seus efeitos, exigindo assim o uso de drogas cada vez mais fortes e prejudiciais.
Num estudo do Departamento de Pesquisa do Colégio Nacional de Quiropraxia, EUA, foi constatado que o tea tree age como antiséptico de duas maneiras, através de uma ação direta sobre os microorganismos, e segundo através de um processo de ativação dos glóbulos brancos no processo de defesa do corpo. Sendo assim, podemos considerar que ele possui propriedades imunoestimulantes, o que o torna uma alternativa formidável para pacientes com baixa resistência e/ou doenças que fragilizam sua imunologia e permitem o aparecimento de doenças inoportunas.
Nós temos tido formidáveis resultados do óleo de tea tree no tratamento de infecções e processos inflamatórios. De tudo que conhecemos, nunca vimos nada tão rápido para tratamento de cistites, por exemplo. Ele tem apresentado em nossos estudos excelentes resultados, mesmo naqueles casos em que os antibióticos mais usados falharam.
Pesquisas feitas em maio de 2000 por 4 cientistas (Mikus J, Harkenthal M, Steverding D, Reichling J.) demonstraram uma toxidade 1.000 vezes maior do óleo de tea tree sobre o protozoário Trypanosoma brucei (causador da doença do sono) do que para as células humanas. Eles encontram também bons resultados contra Leishmania major (causador da Leishmaniose). Isto sugere a possibilidade do uso interno do óleo de tea tree no tratamento destes parasitas, assim como a possibilidade de bons resultados sobre um parente próximo do T. brucei, o Trypanosoma cruzi, causador da “Doença de Chagas”.
Testes feitos pelo departamento de medicina experimental, na Itália demonstraram que uma solução num teor mínimo de 0,5% do óleo de tea tree é eficaz contra um largo número de fungos e micoses de pele.
Hoje o tea tree é considerado um recurso valioso dentro da odontologia no tratamento de doenças bucais e na prevenção da cárie. Pesquisadores brasileiros da escola dentária de Piracicaba (via UNICAMP), demonstraram ser o óleo de tea tree mais eficaz que a clorexidina e o óleo de alho no combate a bactérias bucais. Apesar de todos os três mostrarem atividade antimicrobial sobre Streptococci mutans, agente causador de cáries, somente o tea tree apresentou resultados nos outros tipos de bactérias. A clorexidina é em geral indicada para a redução da flora microbiana, sendo utilizada em produtos para desinfecção das mãos, tratamento de infecções na área bucal, genital e da pele. Sendo o tea tree de ação mais ampla que esta substância, o seu uso em soluções alcoólicas ou em gel para assepsia e tratamento dos problemas citados é uma alternativa de grande valia.
No tratamento da candidíase (Candida albicans) o tea tree é infalível. Experiências da Universidade de Hacettepe, Turkia, demostraram ser ele eficaz não só sobre a candidíase normal, mas também sobre a candidíase resistente aos medicamentos usualmente utilizados como a fluconazola. Hoje a candidíase é um problema que ataca um grande número de pessoas, e uma das formas mais comuns tem sido a vaginal, que ocasiona coceiras e desconfortos. Outros estudos da Escola Médica da Universidade de Wayne, EUA, demonstraram em pesquisa similar um potencial do tea tree no tratamento da candidíase orofaringeal refratária à fluconazola em pacientes com AIDS. O herpes labial (Herpes simplex) é outro problema tratável com o óleo de tea tree em diluições de 6%.
O uso veterinário do tea tree é outra alternativa de valor. Ele demonstrou grande eficiência numa pesquisa alemã na eliminação de diferentes tipos de microorganismos (ex. Malassezia pachydermatis) causadores de dermatite seborréica e micoses, especialmente em cães e gatos.
O tea tree apresenta também bons resultados em caspa, queda de cabelo e seborréia, eliminando a maior parte das bactérias e fungos que vêm associados com estes problemas como Pityrosporum ovale e trichophyton sp. Já existem no mercado shampoos de tea tree empregados no tratamento de piolhos, o que dá excelentes resultados. Diluições de cerca de 5% mostraram-se muito úteis para isso e sem efeitos adversos.
O tea tree também demonstrou bons resultados em inflamações do ouvido (otite). Nós particularmente temos tido excelentes resultados com este óleo, principalmente quando casado com cipreste (Cupressus lusitanica) e/ou tomilho (Thymus vulgaris timol), no tratamento de inflamações (acne, abcessos e furúnculos), sendo para estes problemas utilizado puro no local ou diluído em álcool ou gel.
Produção
Hoje, a maior parte da produção do óleo encontra-se centralizada na Austrália, mas existem fazendas também na China, Índia, Europa e agora no Brasil. Um trabalho de cultivo iniciado em Viçosa, interior de MG, permitiu a entrada no mercado de um óleo de muito boa qualidade e preço competidor ao do australiano.
O óleo de tea tree pode ser classificado em 3 quimiotipos principais de acordo com os teores de seus princípios ativos, que podem variar conforme clima, ph do solo, temperatura, etc.
O QT 1 do tea tree possui o teor mais elevado de terpinen-4-ol, variando de 30-45%. Óleo comumente de origem australiana e brasileira.
O QT2 possui mais 1,8-cineol (=eucaliptol), chegando a cerca de 15% (a partir deste quimiotipo, pode-se criar a classificação de mais 3 variedades de óleos (6 então no total), que surgem pela variação dos teores dos outros dois principais componentes junto aos 15% de cineol). Óleo de origem chinesa. A Austrália produz, mas praticamente não entra no mercado.
O QT3 possui mais terpinoleno, que pode ir além de 15%. De origem Australiana.
Abaixo colocamos as % obtidas da cromatografia do óleo com seus principais constituintes comparados ao padrão ISO internacional para o óleo de tea tree, que determina os teores aproximados de cada componente para o óleo no mercado.
Constituinte Proporção Padrão
alpha-pinene 2.4% 1 - 6%
sabinene 0.6% trace - 3.5%
alpha-terpinene 10.2% 5 - 13%
p-cymene 2.2% 0.5 - 12%
limonene 1.1% 0.5 - 4%
1,8-cineole 3.6% 0 - 15%
gamma-terpinene 20.5% 10 - 28%
alpha-terpinolene 3.6% 1.5 - 5.0%
terpinen-4-ol 40.2% 30%+
alpha-terpineol 3.1% 1.5 - 8%
aromadendrene 1.1% trace - 7%
delta-cadinene 1.0% trace - 8%
globulol 0.3% trace - 3%
viridiflorol 0.3% trace - 1.5%
O princípio ativo mais interessante no óleo é o terpinen-4-ol (ou terpinenol 4), que fornece ao óleo praticamente todas as suas propriedades anti-microbiais. O terpinenol 4 quando usado isolado do óleo apresenta resultados semelhantes ao óleo puro, e de forma ainda mais efetiva. Quanto mais terpinenol o óleo contiver, melhor sua ação anti-infecciosa.
O cineol, também conhecido como eucaliptol, agrega ao óleo, quando presente em grandes porcentagens (15%), potencial expectorante e descongestionante das vias respiratórias. Mas se aumentar muito no óleo, diminui o teor de terpineol 4, diminuindo também a eficácia do mesmo contra-infecções.
Os outros componentes do óleo (terpinoleno, terpineno, etc), na sua maioria terpenos, lhe concederão propriedades solventes úteis por exemplo em varizes, trombose e flebites (uso local). Também possuirão algumas propriedades anti-infecciosas e anti-oxidantes, mas se aumentarem muito no óleo, interferem na eficácia de ação do terpinenol 4 por torná-lo pouco hidrossolúvel nos tecidos e mais liposolúvel, o que diminui sua rapidez de ação contra microorganimos.
Cuidados
Apesar do óleo de tea tree nem sempre ser indicado internamente em muitas literaturas, ele apresenta excelentes resultados através de poucas gotas na água para se tomar, principalmente na solução de infecções. Mas, recomendamos que seu uso seja feito sob a orientação adequada de um aromaterapeuta que tenha conhecimento sobre as dosagens no uso interno de óleos essenciais. No caso de alergia ou mal estar, suspenda imediatamente seu uso. O uso excessivo de tea tree, principalmente internamente pode ser tóxico, mas se utilizado adequadamente traz resultados sem fazer nenhum mal. Alguns animais como aves, são muito sensíveis ao óleo, que deve ser usado sempre bem diluído para evitar alergias nos mesmos. Não seria recomendado o uso interno em grávidas (apesar de não ser abortivo), a não ser em casos de extrema necessidade, mas sob acompanhamento terapêutico ou médico adequado.
Indicações
Unha preta, com micoses, descamando ou encravada, pé de atleta (1 a 2 gotas 2 X ao dia por 1-2 meses) e se associado meio a meio com o óleo de cravo da índia obtém-se resultados ainda melhores; sinusite infecciosa (inalações 3-6 gotas); garganta inflamada, laringite e amidalite (1-2 gotas num copo com água para gargarejo); caspa, seborréia (cerca de 25-40 gotas para cada 100ml de shampoo, lavar e deixar no cabelo por pelo menos 3 minutos); impetigo, ptiríase, psoríase, candidíase ou tricomoníase vaginal, coceira genital e nas virilhas, líquen (gel 0,5-2% uso local ou 3 gotas em 100ml água passando com algodão na área); herpes ou sapinho (puro no local); cistite, infecções em geral, candidíase reincidente, enterite, etc (2-3 gotas 3X ao dia em uma colher de sopa de água internamente, por cerca de 1 semana).
O tea tree passou a ser conhecido no ocidente a partir da expedição do capitão James Cook, que em 1770 aportou na baía de Botany, Austrália, e observou os aborígenes fazerem chá com as folhas de uma árvore, usada com finalidades medicinais. O botânico da expedição, Joseph Banks, coletou amostras das folhas de diferentes espécies de melaleucas usadas neste chá nativo, e acabou por dar-lhes o nome de “tea trees” ou “árvores de chá”.
Em 1920, o Dr. A. R. Penefold, um químico do governo em Sidney, Austrália, recebeu o crédito pelo início da pesquisa clínica em seres humanos e documentação dos diversos benefícios associados com o óleo de tea tree. Seus estudos determinaram que o óleo de tea tree possuía um potencial cerca de 11 a 13 vezes mais poderoso do que o ácido carbólico (fenol) para matar bactérias e fungos, contudo não queimando a pele apesar disso. Os resultados de suas pesquisas foram além das expectativas. O óleo de tea tree veio a ser tão valorizado pelo governo australiano que, durante a Segunda Guerra Mundial, todos envolvidos na produção e fornecimento deste óleo foram dispensados do serviço militar com o objetivo de suprirem a demanda dos soldados britânicos e australianos nas frentes de batalha. O óleo entrou na maleta de primeiros socorros de todos os soldados, e era chamado de “kit medicinal engarrafado”.
A utilização de todo o óleo produzido pelas destilarias pelo governo, resultou no seu desaparecimento no mercado, e aliado ao surgimento de novas drogas durante e após a segunda guerra, ele passou a ser cada vez menos utilizado pelas pessoas, até que entre 1960 e 1970, com o advento de uma nova geração mais voltada para a medicina alternativa e produtos naturais, o óleo de tea tree reviveu novamente ganhando outra vez popularidade. A partir daí, cientistas de várias partes do mundo começaram a desenvolver novos testes com o óleo e comprovar ainda mais sua eficácia já há muito conhecida.
Dentre os diversos tipos de usos que o óleo possui, podemos dizer que o mais interessante é na eliminação de bactérias causadoras de infecções. Pesquisadores australianos demonstraram uma ação rápida em vitro, de menos de uma hora sobre todas as bactérias das colônias estudadas, em diluições que variavam de 0,5% até 1,25% conforme o tipo de microorganismo (veja tabela). Eles estudaram a ação do tea tree sobre um tipo de “supermicróbio”, comumente resistente à meticilina ou MRSA, o Staphylococcus aureus, uma bactéria hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo. Descobriram que apenas uma pequena quantidade do óleo de tea tree (uma concentração de 0.25%, equivalente a 5 gotas em 100ml água), foi suficiente para inibir o crescimento bacteriano; com o dobro da dosagem (0.5%), ele mata esta bactéria. Desta forma, não só o uso do tea tree na eliminação de infecções é válida, mas também seu uso na purificação de água e alimentos (como alternativa ao cloro) e no ar (em difusores ou ar condicionado) encontra grande valia.
Uma das vantagens de se recomendar o óleo de tea tree como antiséptico, é que é impossível para um micróbio infeccioso criar resistência a ele. O óleo possui uma complexidade química tão grande, com mais de 100 componentes, que uma bactéria não consegue modificar seu sistema enzimático para lidar com isso. Esta é hoje uma das grandes vantagens do uso do tea tree em substituição aos antibióticos convencionais, que a cada dia perdem mais ação pelo fato dos micróbios estarem desenvolvendo resistência a seus efeitos, exigindo assim o uso de drogas cada vez mais fortes e prejudiciais.
Num estudo do Departamento de Pesquisa do Colégio Nacional de Quiropraxia, EUA, foi constatado que o tea tree age como antiséptico de duas maneiras, através de uma ação direta sobre os microorganismos, e segundo através de um processo de ativação dos glóbulos brancos no processo de defesa do corpo. Sendo assim, podemos considerar que ele possui propriedades imunoestimulantes, o que o torna uma alternativa formidável para pacientes com baixa resistência e/ou doenças que fragilizam sua imunologia e permitem o aparecimento de doenças inoportunas.
Nós temos tido formidáveis resultados do óleo de tea tree no tratamento de infecções e processos inflamatórios. De tudo que conhecemos, nunca vimos nada tão rápido para tratamento de cistites, por exemplo. Ele tem apresentado em nossos estudos excelentes resultados, mesmo naqueles casos em que os antibióticos mais usados falharam.
Pesquisas feitas em maio de 2000 por 4 cientistas (Mikus J, Harkenthal M, Steverding D, Reichling J.) demonstraram uma toxidade 1.000 vezes maior do óleo de tea tree sobre o protozoário Trypanosoma brucei (causador da doença do sono) do que para as células humanas. Eles encontram também bons resultados contra Leishmania major (causador da Leishmaniose). Isto sugere a possibilidade do uso interno do óleo de tea tree no tratamento destes parasitas, assim como a possibilidade de bons resultados sobre um parente próximo do T. brucei, o Trypanosoma cruzi, causador da “Doença de Chagas”.
Testes feitos pelo departamento de medicina experimental, na Itália demonstraram que uma solução num teor mínimo de 0,5% do óleo de tea tree é eficaz contra um largo número de fungos e micoses de pele.
Hoje o tea tree é considerado um recurso valioso dentro da odontologia no tratamento de doenças bucais e na prevenção da cárie. Pesquisadores brasileiros da escola dentária de Piracicaba (via UNICAMP), demonstraram ser o óleo de tea tree mais eficaz que a clorexidina e o óleo de alho no combate a bactérias bucais. Apesar de todos os três mostrarem atividade antimicrobial sobre Streptococci mutans, agente causador de cáries, somente o tea tree apresentou resultados nos outros tipos de bactérias. A clorexidina é em geral indicada para a redução da flora microbiana, sendo utilizada em produtos para desinfecção das mãos, tratamento de infecções na área bucal, genital e da pele. Sendo o tea tree de ação mais ampla que esta substância, o seu uso em soluções alcoólicas ou em gel para assepsia e tratamento dos problemas citados é uma alternativa de grande valia.
No tratamento da candidíase (Candida albicans) o tea tree é infalível. Experiências da Universidade de Hacettepe, Turkia, demostraram ser ele eficaz não só sobre a candidíase normal, mas também sobre a candidíase resistente aos medicamentos usualmente utilizados como a fluconazola. Hoje a candidíase é um problema que ataca um grande número de pessoas, e uma das formas mais comuns tem sido a vaginal, que ocasiona coceiras e desconfortos. Outros estudos da Escola Médica da Universidade de Wayne, EUA, demonstraram em pesquisa similar um potencial do tea tree no tratamento da candidíase orofaringeal refratária à fluconazola em pacientes com AIDS. O herpes labial (Herpes simplex) é outro problema tratável com o óleo de tea tree em diluições de 6%.
O uso veterinário do tea tree é outra alternativa de valor. Ele demonstrou grande eficiência numa pesquisa alemã na eliminação de diferentes tipos de microorganismos (ex. Malassezia pachydermatis) causadores de dermatite seborréica e micoses, especialmente em cães e gatos.
O tea tree apresenta também bons resultados em caspa, queda de cabelo e seborréia, eliminando a maior parte das bactérias e fungos que vêm associados com estes problemas como Pityrosporum ovale e trichophyton sp. Já existem no mercado shampoos de tea tree empregados no tratamento de piolhos, o que dá excelentes resultados. Diluições de cerca de 5% mostraram-se muito úteis para isso e sem efeitos adversos.
O tea tree também demonstrou bons resultados em inflamações do ouvido (otite). Nós particularmente temos tido excelentes resultados com este óleo, principalmente quando casado com cipreste (Cupressus lusitanica) e/ou tomilho (Thymus vulgaris timol), no tratamento de inflamações (acne, abcessos e furúnculos), sendo para estes problemas utilizado puro no local ou diluído em álcool ou gel.
Produção
Hoje, a maior parte da produção do óleo encontra-se centralizada na Austrália, mas existem fazendas também na China, Índia, Europa e agora no Brasil. Um trabalho de cultivo iniciado em Viçosa, interior de MG, permitiu a entrada no mercado de um óleo de muito boa qualidade e preço competidor ao do australiano.
O óleo de tea tree pode ser classificado em 3 quimiotipos principais de acordo com os teores de seus princípios ativos, que podem variar conforme clima, ph do solo, temperatura, etc.
O QT 1 do tea tree possui o teor mais elevado de terpinen-4-ol, variando de 30-45%. Óleo comumente de origem australiana e brasileira.
O QT2 possui mais 1,8-cineol (=eucaliptol), chegando a cerca de 15% (a partir deste quimiotipo, pode-se criar a classificação de mais 3 variedades de óleos (6 então no total), que surgem pela variação dos teores dos outros dois principais componentes junto aos 15% de cineol). Óleo de origem chinesa. A Austrália produz, mas praticamente não entra no mercado.
O QT3 possui mais terpinoleno, que pode ir além de 15%. De origem Australiana.
Abaixo colocamos as % obtidas da cromatografia do óleo com seus principais constituintes comparados ao padrão ISO internacional para o óleo de tea tree, que determina os teores aproximados de cada componente para o óleo no mercado.
Constituinte Proporção Padrão
alpha-pinene 2.4% 1 - 6%
sabinene 0.6% trace - 3.5%
alpha-terpinene 10.2% 5 - 13%
p-cymene 2.2% 0.5 - 12%
limonene 1.1% 0.5 - 4%
1,8-cineole 3.6% 0 - 15%
gamma-terpinene 20.5% 10 - 28%
alpha-terpinolene 3.6% 1.5 - 5.0%
terpinen-4-ol 40.2% 30%+
alpha-terpineol 3.1% 1.5 - 8%
aromadendrene 1.1% trace - 7%
delta-cadinene 1.0% trace - 8%
globulol 0.3% trace - 3%
viridiflorol 0.3% trace - 1.5%
O princípio ativo mais interessante no óleo é o terpinen-4-ol (ou terpinenol 4), que fornece ao óleo praticamente todas as suas propriedades anti-microbiais. O terpinenol 4 quando usado isolado do óleo apresenta resultados semelhantes ao óleo puro, e de forma ainda mais efetiva. Quanto mais terpinenol o óleo contiver, melhor sua ação anti-infecciosa.
O cineol, também conhecido como eucaliptol, agrega ao óleo, quando presente em grandes porcentagens (15%), potencial expectorante e descongestionante das vias respiratórias. Mas se aumentar muito no óleo, diminui o teor de terpineol 4, diminuindo também a eficácia do mesmo contra-infecções.
Os outros componentes do óleo (terpinoleno, terpineno, etc), na sua maioria terpenos, lhe concederão propriedades solventes úteis por exemplo em varizes, trombose e flebites (uso local). Também possuirão algumas propriedades anti-infecciosas e anti-oxidantes, mas se aumentarem muito no óleo, interferem na eficácia de ação do terpinenol 4 por torná-lo pouco hidrossolúvel nos tecidos e mais liposolúvel, o que diminui sua rapidez de ação contra microorganimos.
Cuidados
Apesar do óleo de tea tree nem sempre ser indicado internamente em muitas literaturas, ele apresenta excelentes resultados através de poucas gotas na água para se tomar, principalmente na solução de infecções. Mas, recomendamos que seu uso seja feito sob a orientação adequada de um aromaterapeuta que tenha conhecimento sobre as dosagens no uso interno de óleos essenciais. No caso de alergia ou mal estar, suspenda imediatamente seu uso. O uso excessivo de tea tree, principalmente internamente pode ser tóxico, mas se utilizado adequadamente traz resultados sem fazer nenhum mal. Alguns animais como aves, são muito sensíveis ao óleo, que deve ser usado sempre bem diluído para evitar alergias nos mesmos. Não seria recomendado o uso interno em grávidas (apesar de não ser abortivo), a não ser em casos de extrema necessidade, mas sob acompanhamento terapêutico ou médico adequado.
Indicações
Unha preta, com micoses, descamando ou encravada, pé de atleta (1 a 2 gotas 2 X ao dia por 1-2 meses) e se associado meio a meio com o óleo de cravo da índia obtém-se resultados ainda melhores; sinusite infecciosa (inalações 3-6 gotas); garganta inflamada, laringite e amidalite (1-2 gotas num copo com água para gargarejo); caspa, seborréia (cerca de 25-40 gotas para cada 100ml de shampoo, lavar e deixar no cabelo por pelo menos 3 minutos); impetigo, ptiríase, psoríase, candidíase ou tricomoníase vaginal, coceira genital e nas virilhas, líquen (gel 0,5-2% uso local ou 3 gotas em 100ml água passando com algodão na área); herpes ou sapinho (puro no local); cistite, infecções em geral, candidíase reincidente, enterite, etc (2-3 gotas 3X ao dia em uma colher de sopa de água internamente, por cerca de 1 semana).
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