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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Buriti



Nas regiões onde é encontrado, a palmeira moriche é a mais importante das plantas, dos locais que o homem aprendeu a tirar a parte essencial para o seu sustento. Para isso, é considerado pelos nativos como a "Árvore da Vida", como todos fizeram uso do mesmo. A palmeira moriche tem varios usos, entre eles a produção de uma bebida conhecida como "vinho de palma”.
O óleo é obtido a partir da polpa da fruta Buriti, através do processo natural de pressão fria sem solventes ou substâncias químicas. Este processo de extração permite a manutenção das melhores propriedades da semente, produzindo óleos superiores em termos de qualidade e estabilidade
Utilizado na hidratação da pele e como protetor solar junto a outros óleos vegetais (6-20%). Super rico em beta-caroteno. De aroma intenso, que lembra a fruta do buritizeiro. Usado como protetor solar fator 5-8, ou como hidratante da pele.

                   Composição de Ácidos Graxos (%):   

Palmítico         28

Palmitoleico    1,0 
Esteárico        8,1 
Oléico             50,5 
Linoléico         9,0
Linolênico       0,3 
Araqudônico   1,2 























Linha de Produtos Naturais Artesanais Cheiros da Terra


Indicados para peles envelhecidas ou afetadas por stress, fotoenvelhecimento e poluição promovendo regeneração e proteção.

Sabonete em barra com Óleo de Buriti produzido por Fusion Process
Óleo Trifásico de Banho com Óleo de Buriti
Sais de Banho Hidratante com Mel e Óleo de Buriti
Creme Hidratante com Óleo de Buriti



  Informações sobre os produtos ou cursos: abraoneto@gmail.com




domingo, 19 de fevereiro de 2012

A PELE

A pele (cútis ou tez), em anatomia, é o órgão integrante do sistema tegumentar (junto ao cabelo e pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas), que tem por principais funções a proteção dos tecidos subjacentes, regulação da temperatura somática, reserva de nutrientes e ainda conter terminações nervosas sensitivas.
A pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano e o mais pesado. Compõe-se da pele propriamente dita e da tela subcutânea.
A pele apresenta duas camadas: a epiderme e a derme. A hipoderme, ou tela subcutânea, é uma camada de tecido conjuntivo frouxo, que fica logo abaixo da derme. Há ainda vários órgãos anexos, como folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas; ou penas, escamas e cascos.
A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é semelhante.
A pele é responsável pela termorregulação, pela defesa, pela percepção e pela proteção.Ela nos protege das doenças, porém não é 100% eficaz, podendo deixar entrar larvas de esquistossomos e do ancilóstomo.
Epiderme
A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra por não possuirem pelos), e variam de 0,04mm até 1,6mm de espessura.
A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (células escamosas em várias camadas). A célula principal é o queratinócito (ou ceratinócito), que produz a queratina. A queratina é uma proteína resistente e impermeável responsável pela proteção. Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV); e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, gigantes e com prolongamentos membranares.
A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se nela houvesse vasos ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.
- A epiderme apresenta várias camadas. A origem da multiplicação celular é a camada basal. Todas as outras são constituídas de células cada vez mais diferenciadas que, com o crescimento basal, vão ficando cada vez mais periféricas, acabando por descamar e cair (uma origem importante do pó que se acumula nos locais onde vivem pessoas ou outros seres vivos).
- Camada basal, é o mais profundo, em contato com derme, constituído por células cúbicas pouco diferenciadas que se dividem continuamente, dando origem a todas as outras camadas. Contém muito pouca queratina. Algumas destas células diferenciam-se e passam para as camadas mais superficiais, enquanto outras permanecem na camada basal e continuam a se dividir. - Camada espinhosa: células cúbicas ou achatadas com mais queratina que as basais. Começam a formar junções celulares umas com as outras, como desmossomas (daí o aspecto de espinhos). - Camada granulosa: células achatadas, com grânulos de queratina proeminentes e outros como substância extracelular e outras proteínas (colagénios). - Camada lúcida: células achatadas hialinas eosinófilas devido a grânulos muito numerosos proteicos. Estas células libertam enzimas que as digerem. A maior parte já está morta (sem núcleo). Estão presentes na pele sem folículos pilosos (pele glabra). - Camada córnea: constituído de células achatadas eosinófilas sem núcleo (mortas) com grande quantidade de filamentos, principalmente queratinas.
- A junção entre a epiderme e a derme tem forma de papilas, que dão maior superfície de contacto com a derme e maior resistência ao atrito da pele.

Órgãos anexos da epiderme
 Folículo piloso: produz uma estrutura maciça queratinizada, o pêlo, que é produzido por células especializadas na sua raiz, constituindo o bulbo piloso. Tem músculo liso erector e terminações nervosas sensitivas associadas. Os folículos pilosos dos bigodes de alguns animais como o gato são altamente especializados como órgãos dos sentidos.
Derme
A derme é um tecido conjuntivo que sustenta a epiderme. É constituído por elementos fibrilares, como o colágeno e a elastina e outros elementos da matriz extracelular, como proteínas estruturais, glicosaminoglicanos, íons e água de solvatação. Os fibroblastos são as células envolvidas com a produção dos componentes da matriz extracelular.
A derme é subdividida em duas camadas: a camada papilar em contacto com a epiderme, formada por tecido conjuntivo frouxo, e a camada reticular, constituída por tecido conjuntivo denso não modelado, onde predominam as fibras colagenosas. É na derme que se localizam os vasos sanguíneos que nutrem a epiderme, vasos linfáticos e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. Estes incluem vários tipos de sensores:
1. Corpúsculo de Vater-Pacini, sensíveis à pressão.
2. Corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequência diferente.
3. Corpúsculo de Krause, sensíveis ao frio (pele glabra).
4. Órgão de Ruffini, sensíveis ao calor.
5. Célula de Merckel, sensíveis a tacto e pressão.
6. Folículo piloso, com terminações nervosas associadas.
7. Terminação nervosa livre, com dendritos livres sensíveis à dor e temperatura.
A hipoderme, já não faz parte da pele. É constituída por tecido adiposo que protege contra o frio.
É um tecido conjuntivo frouxo ou adiposo que faz conexão entre a derme e a fáscia muscular e a camada de tecido adiposo é variável à pessoa e localização.
Funções: reservatório energético; isolante térmico; modela superfície corporal; absorção de choque e fixação dos órgãos.
Camadas
 Areolar: superficial; adipócitos globulares e volumosos e numerosos e delicados vasos.
 Lâmina fibrosa: separa a camada areolar da lamelar.
 Lamelar: mais profunda; aumento da espessura com ganho de peso (hiperplasia).


TIPOS DE PELE


O tecido epitelial, mais conhecido como pele, é o maior e mais visível órgão do corpo humano - corresponde a 16% do peso corporal. Ele é uma estrutura elástica, ao mesmo tempo flexível e muito resistente, que envolve toda a superfície do corpo. Mais do que um simples invólucro, a pele é um órgão extremamente complexo, responsável por várias funções vitais. Além de proteger o organismo contra infecções, doenças e outras agressões do ambiente, ela desempenha um papel fundamental no controle da umidade e temperatura do corpo - o que, entre outras coisas, permite que o ser humano se adapte aos mais diversos climas, inclusive os mais inóspitos.
A pele é também um termômetro preciso do estado geral de saúde do organismo. Ela reage a fatores internos e externos, tais como alimentação, alterações hormonais, ação do tempo, estresse, variações climáticas, poluição e radiação solar, entre outros. A combinação desses agentes interfere diretamente no funcionamento e também na aparência da pele. Por isso mesmo, para mantê-la sempre saudável e bonita é necessário corrigir e prevenir eventuais desequilíbrios - sejam eles intrínsecos ou extrínsecos.
Quanto ao grau de oleosidade, a pele pode ser normal, seca ou oleosa. Mas, apesar dessa divisão, todas as peles têm uma concentração maior de glândulas sebáceas na zona T do que nas regiões laterais da face. Assim, todas as peles secas são menos secas na região médio-facial, o que também ocorre com as peles normais e oleosas. A pele acnéica não corresponde a um tipo especial de pele, e sim uma doença - ou predisposição a ela - própria das pessoas de pele oleosa: a acne.
Cada pessoa tem seu próprio metabolismo, que varia de acordo com a herança genética, os hábitos alimentares, os ambientes em que vive, entre outros fatores. A pele reage a essas condições biológicas e climáticas e se constitui de formas distintas: pode ser seca, oleosa, normal, acnéica, ou sensível. Vejamos a seguir a classificação existente:


Pele normal:

É a pele que todos sonham ter! Não é para menos: sua aparência é saudável, pois produz gordura na quantidade certa, e apresenta um tônus adequado de elasticidade.
O resultado disso é uma pele lisa, aveludada e viçosa, com elasticidade e brilho natural, o que torna os poros imperceptíveis. Por estar equilibrada e naturalmente hidratada, ela possui a quantidade ideal de oleosidade. Raramente apresenta espinhas e cravos, nem qualquer sensação de incômodo. Seu pH é fisiológico.


Pele oleosa:

O nome não nega: é a pele que produz maior quantidade de secreções sebáceas e sudoríparas e, por isso, tem aparência espessa, brilhante e úmida. Além disso, os seus poros são visíveis, pois estão sempre dilatados, o que facilita o aparecimento de cravos, principalmente no rosto, e cistos em algumas regiões do corpo.
Seu pH é alcalino. Devido à superatividade das glândulas, esse tipo de pele suporta melhor as ações de agentes externos e resiste mais à ação do tempo. As patologias associadas à pele oleosa são a acne, rosácea, dermatite seborréica, hiperplasia sebácea e hirsutismo.
É importante saber que é comum as pessoas com pele oleosa ou normal terem algumas partes do corpo ressecadas, como os pés, joelhos e cotovelos.

Pele acneica:

A pele acneica é muito oleosa e brilhante. Costuma apresentar áreas inflamadas e com pontos avermelhados, em decorrência da presença de cravos e espinhas. O rosto, o peito e as costas costumam ser as áreas mais afetadas - devido ao número maior de glândulas sebáceas que possuem.
Mais do que um problema estético, os cravos e espinhas normalmente sinalizam um desequilíbrio orgânico e, portanto, exigem cuidados específicos.


Pele sensível:

É o tipo de pele frágil, fina e bastante irritável. Fica avermelhada com facilidade, pois reage facilmente ao contato com agentes externos, como sol, cosméticos inadequados, variações climáticas, etc.
Muitas vezes responde com ardor ou prurido ao contato com algum cosmético ou medicamento, estimando-se que este tipo de pele ocorra em 10% dos usuários de cosméticos. Tal reação negativa não se caracteriza como alergia, pois, ao utilizar o mesmo produto em outra parte do corpo não há reação de intolerância.
De modo geral, as peles claras têm maior tendência a apresentar sensibilidade.

Pele seca:

Mais comum a partir dos 35 anos de idade. É mais fina e sensível, com tendência a escamações. Tem pouco brilho, devido a falta de umidade natural, com tendência a apresentar rugas precoces ao redor de olhos e boca.
Se pH é ácido. Tem como características: fina, opaca, poros invisíveis, rugas finas, descama fácil, sensível e mais sujeita ao envelhecimento precoce. A pele seca é pouco hidratada, sofrendo muito com a ação do sol, do vento e do frio. Necessita de cuidados especiais. Devido a falta de gordura (o elemento de lubrificação e proteção), a pele entra em processo de envelhecimento precoce. Por isso, apresentam frequentemente queratoses, melanoses, ictioses, dermatite atópica e telangiectasia.


Pele Mista:

Possui características da pele seca e da pele oleosa. Deve-se tomar cuidado para não confundir a pele mista com a pele seca, evitando-se assim o uso de produtos oleosos, que aumentam o seu problema, principalmente na Zona T.

pH Alcalino – Zona T (testa, nariz e queixo);
pH Ácido – Laterais da Face.
Características:
Zona T – brilho, poros dilatados, espessa e resistente aos agentes externos, presença de cravos, espinhas e rugas.
Laterais – opaca, poros pouco visíveis, fina, envelhecimento precoce e rugas finas.

Pele madura ou envelhecida:


Devido à diminuição de produção de substâncias essenciais para a sustentação dos tecidos como proteínas, proteoglicanas e ácido hialurônico , esse tipo de pele é sem elasticidade e brilho, apresentando linhas e rugas. Esse processo é denominado envelhecimento intrínseco.
Outro fator que interfere é o fotoenvelhecimento produzido por exposição a raios ultravioleta.

BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO

Alguns aspectos relevante:
1. Todos os funcionários devem ser orientados quanto as práticas de higiene pessoal
 Tomar banho pela manhã (diariamente)
 Não sentar sobre superfícies sujas ou (sobre o) chão: banheiro, jardim etc...
 Mantenha sempre a barba feita, cabelos aparados e unhas curtas e limpas.

Devemos lavar as mãos com água e sabão:
 Antes de começar o trabalho
 Após pegar algo que pelo aspecto está sujo
 Após usar o sanitário
 Após assoar o nariz
 Após ter fumado

2. Na área de manipulação não é permitido o uso de cosméticos, jóias e acessórios.

3. Não é permitido conversar, fumar, comer, beber, mascar, manter plantas, alimentos, bebidas, fumo, medicamentos e objetos pessoais nas áreas de manipulação.

No local de trabalho:
 Nunca penteie o cabelo
 Não fume
 Não espirrem em cima da matéria prima, frascos e produtos
 Não assoe o nariz

4. Todos os funcionários devem ser instruídos e incentivados a reportar aos seus superiores imediatos quaisquer condições de risco relativas ao meio ambiente, equipamento ou pessoal que considerem prejudiciais a qualidade dos produtos manipulados.

5. os procedimentos de higiene pessoal e uso de roupas protetoras devem ser exigidos a todas as pessoas para entrarem na área de manipulação, sejam funcionários, visitantes, administradores e autoridades competentes.

6. A colocação de uniformes bem como a higiene das mãos e antebraços, antes do inicio das manipulações, devem ser realizados em locais específicos.
• Os uniformes devem ser trocados dentro dos prazos estabelecidos e fora dos prazos, caso o uniforme necessite de troca imediata.
• Uso gorro para a cobertura dos cabelos, deixando também as orelhas cobertas.
• Use luvas, quando as mãos entrarem em contato direto com o produto.
• Use máscaras, que servem como barreiras as contaminações

7. os funcionários envolvidos na manipulação devem estar adequadamente uniformizados, para assegurar a sua proteção individual e a do produto conta contaminação e os uniformes devem ser trocados sempre que necessário para garantir a higiene apropriada.

8. Em caso de suspeita ou confirmação de enfermidade ou lesão exposta, o funcionário deve ser afastado temporária ou definitivamente de suas atividades, obedecendo a legislação especifica.

PESSOAS DOENTES VEICULAM MAIS CONTAMINAÇOES DO QUE PESSOAS SADIAS.

9. Antes do inicio do trabalho de manipulação deve ser verificada a condição de limpeza dos equipamentos e utensílios e bancadas de trabalho.

10. As instalações e reservatórios de água devem ser protegidos, para evitar contaminações.

O homem como portador de microorganismos

Local do corpo Quantidade
Couro cabeludo 1.500.00/cm2
Axila 2.400.00/cm2
Antebraço 105-4.500/cm2
Tronco-costas 314/cm2
Tronco-frente 200.00/cm2
Secreção nasal até 10.000.000/cm2
Cera do ouvido até 100.000.000/cm2
Saliva 100.000.000/cm2
Fezes 100.000.000.000/cm2

PARÂMETROS PARA BIOCOSMÉTICOS SEREM CONSIDERADOS ORGÂNICOS

Para obter a certificação os cosméticos deverão possuir as seguintes características:
a) serem formulados, o máximo possível, com matérias-primas orgânicas e naturais;
b) preservarem, o máximo possível, as qualidades originais das matérias-primas, evitando realizar modificações nas matérias-primas in natura;
c) causarem o menor impacto possível ao ambiente, tanto na produção como no uso e descarte;
d) atingirem alta qualidade e terem rotulagem clara para orientação dos consumidores;
e) não serem testados em animais;
f) serem seguros ao ser humano.

PROTEÇÃO ANIMAL E TESTES EM ANIMAIS
a) É proibido o uso de testes em animais, seja da matéria-prima que irá compor a formulação ou do produto acabado que será oferecido ao consumidor.
b) Não será permitido o uso de matérias-primas de origem de animais vertebrados que tenham sido sacrificados em função da extração deste material.
c) Somente será permitido o uso de matérias-primas de origem animal quando estas forem oriundas de coleta de seres vivos como por exemplo o mel e seus derivados, o leite e seus derivados, a lanonila etc., e desde que sejam criados no sistema orgânico de produção.
d) Não será permitido o uso de produtos animais geneticamente modificados.

PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Os processos para obtenção e purificação de matérias-primas para produtos orgânicos e naturais podem:
Não provocar alterações no componente natural: quando as matérias-primas são extraídas e purificadas de forma a não serem contaminadas com produtos químicos não permitidos. As substâncias assim obtidas, podem ser consideradas orgânicas dependendo da fonte - agricultura orgânica ou extrativismo certificado - que são os métodos desejáveis para a produção e purificação de matérias-primas destinadas às formulações de cosméticos
orgânicos e naturais.
Provocar alguma alteração no componente natural: quando as matérias-primas sofrem alguma modificação em sua estrutura natural, porém não se desqualificando por completo como natural. São consideradas derivadas de produto natural, podendo ser usadas em formulações de cosméticos orgânicos ou naturais. Entretanto, dependendo da alteração realizada na matéria-prima, a mesma não poderá ser considerada como orgânica ou
natural. Serem proibidas: isto ocorre quando as matérias-primas são obtidas a partir de componentes químicos não naturais ou a partir de alterações não permitidas de uma substância natural que a desqualifica para uso em produtos orgânicos e naturais.
Processos que não provocam alterações no componente natural
Extração de matérias-primas naturais
a) Na obtenção de matérias-primas por extração serão permitidos os processos que fazem uso de frio, pressão, destilação com água ou vapor, percolação e concentração por meios físicos e/ou mecânicos.
b) Também serão autorizados os processos que fazem uso de solventes extratores como o álcool e a glicerina, quando obtidos de forma orgânica. Estes produtos convencionais somente serão permitidos quando se constatar
a indisponibilidade dos mesmos na forma orgânica.
c) Os processos que fazem uso de água, nitrogênio e CO2 também serão permitidos.
d) No geral, os métodos escolhidos para extração não podem alterar a composição qualitativa da matéria-prima, produzir resíduos tóxicos ao meio ambiente e não usar de recursos ou extratores sintéticos em fases
intermediárias da extração que não sejam permitidos. A seguir estão listadas algumas categorias de matérias-primas cosméticas em cuja obtenção utilizase métodos de extração.
• Manteigas vegetais: são triglicerídeos (ésteres graxos formados pelo álcool, glicerina e três ácidos graxos vegetais) extraídos de vegetais ricos em triglicerídeos formados principalmente por ácidos graxos saturados.
• Óleos vegetais: são triglicerídeos extraídos de vegetais ricos em triglicerídeos formados principalmente por ácidos graxos insaturados.
• Lanolina: é uma matéria-prima graxa purificada proveniente da lã de carneiro contendo colesterol, álcoois e ésteres graxos. É um subproduto da limpeza da lã bruta do carneiro. Apesar de ser derivada de animal, não exige sacrifício do mesmo para obtenção da matéria-prima.
• Corantes naturais: são substâncias orgânicas solúveis adicionadas aos produtos finais com a finalidade de melhorar a aparência e atender às expectativas dos consumidores, exercendo efeito atrativo.
• Pigmentos naturais: são substâncias corantes insolúveis no meio em que está sendo aplicado. Assim como os corantes, os pigmentos naturais têm por finalidade melhorar a aparência dos produtos, exercendo efeito atrativo para os consumidores,.
• Óleos essenciais: são compostos orgânicos voláteis aromáticos produzidos por diversas espécies de plantas e encontrados em diferentes partes das mesmas. São extraídos através dos métodos de efloração, arraste por vapor d´água, extração com solvente, prensagem e extração com dióxido de carbono.
• Extratos vegetais (glicólicos, tinturas e secos): são substâncias extraídas de diversas partes das plantas por meio de maceração, percoloção, liofilização entre outros métodos. Freqüentemente são usados como ativos em formulações cosméticas.
• Minerais: extraídos e purificados de fontes naturais legalizadas para atividade extrativista.
• Polímeros naturais: alguns polímeros podem ser obtidos a partir de fontes naturais, como goma xantana, alginatos e amidos.

Fermentação: processo bioquímico de transformação de uma substância em outra com auxílio de microrganismos (bactérias ou fungos) e nutrientes específicos. A fermentação pode ocorrer em meio aeróbico ou anaeróbio e como resultado deste processo podem ser obtidos diversos tipos de matériasprimas cosméticas.

Processos que provocam alteração no componente natural
a) Hidrólise: é um termo usado para reações químicas que envolvem a participação da água. As reações de hidrólise podem ocorrer a partir da presença de um composto químico com a água, ou de soluções aquosas em presença de álcali ou ácido e ainda em presença de enzimas. As matérias-primas obtidas por hidrólise são permitidas em formulações naturais e orgânicas certificadas.
- Hidrólise de proteínas: a hidrólise destas macromoléculas permite a obtenção de aminoácidos ou peptídeos para uso em formulações cosméticas diversas.
- Hidrólise de polissacarídeo: a hidrólise destas macromoléculas permite a obtenção de açúcares ou oligossacarídeos para uso em cosméticos.
b) Hidrogenação: o processo de hidrogenação consiste em transformar um composto orgânico insaturado em outro saturado, a partir da adição de hidrogênio. No caso dos produtos naturais é comum a realização de hidrogenação em óleos vegetais que são formados por triglicerídeos ricos em ácidos graxos insaturados ou poli-insaturados. A hidrogenação aumenta a estabilidade do óleo vegetal, modifica a textura e eleva seu ponto de fusão. O processo de hidrogenação se dá na presença de hidrogênio e catalisadores e o produto natural sofre modificações em sua estrutura, troca de ligações insaturadas por saturada, portanto, leves alterações de sua característica química natural. As manteigas vegetais obtidas a partir de óleos são exemplos típicos de ativos cosméticos hidrogenados.
c) Esterificação: o processo de esterificação consiste numa reação de condensação entre um álcool e um ácido orgânico ou inorgânico. Neste processo há a substituição de uma hidroxila do ácido por um grupo alcoxila fornecido pelo álcool, com perda de água. Álcoois e ácidos orgânicos naturais são, comumente, esterificados obtendo diversos derivados usados em formulações cosméticas.
Porém, apesar das matérias-primas usadas na obtenção do éster poderem ser naturais, o produto final foi originado a partir de leves modificações das mesmas e na presença de um catalisador.
d) Saponificação: consiste na reação de um ácido graxo natural ou triglicérideos com um álcali formando tensoativo aniônico (sabão). Se o ácido graxo ou os triglicerídeos não forem de origem animal e o alcali escolhido permitido em produtos orgânicos naturais, a matéria-prima resultante deste processo é permitida em produtos orgânicos e naturais.
e) Sulfatação: é um processo pelo qual o grupo ácido sulfônico (-SO4H) é introduzido numa molécula orgânica formando um éster sulfúrico ou um sulfato ácido que podem ser, posteriormente, neutralizados.
f) Transesterificação: consiste numa reação onde um triglicerídeo, um triester graxo reage, na presença de um catalisador, com um outro álcool, transformando-se em um novo éster com propriedades físicas diferentes, ou
seja, transforma um éster graxo em um outro. Este processo é autorizado, dependendo do catalisador usado e das matérias-primas (naturais ou orgânicas).
g) Alquilação: consiste em processos onde há a introdução, com auxílio de um catalisador, de grupo alquila por substituição ou adição em um outro composto químico. A alquilação pode ser usada para formar éster, éteres e amidas. Este processo é permitido, desde que as duas matérias-primas a serem unidas sejam de origem natural.
Obs: Se o cultivo ou produção dos respectivos vegetais e animais for feito de forma orgânica, ou se os mesmos forem de extrativismo certificado e a extração for realizada através de métodos permitidos, a matéria-prima final é qualificada como “orgânica” ou “feito com matérias-primas orgânicas”. Caso contrário, será classificada como matéria prima natural.
Processos proibidos
a) Etoxilação: processo de obtenção de matérias-primas onde há a introdução de molécula(s) de óxido de etileno em compostos que possuem átomos de hidrogênio ativo, reação de adição ou etoxilação. O óxido de etileno como tal é um gás altamente tóxico, facilmente inflamável e explosivo, além de ser carcinogênico, mutagênico e neurotóxico.
b) Sulfonação: é um processo pelo qual o grupo ácido sulfônico (-SO3H) ou haleto de sulfonila (-SO2X) é introduzido diretamente numa molécula de carbono ou nitrogênio.
c) Fosfatação: reação química para obtenção de ésteres fosfóricos a partir do óxido de fósforo.
d) Propoxilação: consiste num método de obtenção de matérias-primas onde se introduz a uma molécula orgânica uma ou várias moléculas de óxido de propileno. O óxido de propileno como tal é altamente tóxico, facilmente inflamável, além de ser carcinogênico e mutagênico.
e) Polimerização: consiste na formação de polímeros através da união de monômeros iguais ou diferentes. Este processo de obtenção de matérias-primas cosméticas não é permitido.

MATÉRIAS-PRIMAS PROIBIDAS
a) Corantes sintéticos: são corantes obtidos por síntese química. Assim sendo não são permitidos em formulações orgânicas e naturais. Além disto, alguns corantes sintéticos podem apresentar potencial mutagênico, problemas de alergia e urticária.
b) Fragrâncias sintéticas: são obtidas pela mistura de notas aromáticas sintéticas, ou notas aromáticas sintéticas associadas a óleos essenciais.
c) Polietilenoglicóis (PEGs): são obtidos através da polimerização do óxido de propileno e pela copolimerização dos óxidos de propileno e etileno.
d) Quaternários de amônio: obtidos pela alquilação completa da amônia ou outras aminas. Se as aminas não forem naturais, apesar do processo ser permitido, o produto final não será aceito como orgânico ou natural.
e) Silicones: o termo silicone se refere a vários diferentes compostos formados por um núcleo de silício combinado com oxigênio (-Si-O-Si-). São fabricados a partir da areia. Apesar de ser a areia um produto natural, os diferentes tipos de silicones são obtidos a partir da manipulação química deste material, mudando completamente esta matéria prima básica. Qualquer tipo de silicone é proibido em produtos orgânicos e naturais.
f) Conservantes: todos os conservantes sintéticos são proibidos em formulações orgânicas e naturais. Para este tipo de formulação devem-se utilizar os conservantes naturais ou de grau alimentício. Os métodos de esterilização através de irradiação são proibidos tanto para matérias-primas, quanto para produtos finais.
g) Dietanolamidas: são componentes de formulação obtidos a partir da condensação de ácido graxo de coco ou babaçu com uma dietanolamida sintética.
h) Derivados de petróleo: qualquer matéria-prima derivada de petróleo ou elaborada a partir de produtos derivados de petróleo não poderá ser usada em formulações cosméticas orgânicas ou naturais. Portanto não podem ser usados: petrolatum, óleo mineral ou vaselina líquida e parafinas.
Observação: estas normas priorizam o que a agricultura orgânica mundial conseguiu viabilizar, ou seja, o uso de substâncias derivadas da vida em processos geológicos recentes, ou seja, derivadas de processos vitais, excluindo-se, portanto, os derivados de petróleo e de síntese química que são incorporados às estruturas moleculares das matérias primas utilizadas. Do ponto de vista evolutivo, o ser humano não está adaptado ao consumo de derivados de petróleo e de substâncias de síntese e é indesejável para sua saúde incorporar estes produtos em sua cadeia de consumo, pelo risco que os efeitos colaterais, diretos e indiretos, acarretam ao organismo e ao meio ambiente.