domingo, 19 de fevereiro de 2012

ARGILOTERAPIA OU FANGOTERAPIA

A Argila tem grande capacidade para absorver vibrações densas e materiais, sendo eficiente também como harmonizador energético, além das propriedades anti-séptica, anti-inflamatória, anti-reumática e anti-tumorais. É um silicato minimizado, ou silicato de alumínio e diversos oligoelementos, entre os minerais encontrados se destacam os de silício, segundo elemento mais abundante na natureza. Sua carência no organismo produz uma desestruturação do tecido conjuntivo, com sinais de envelhecimento.
Ao utilizarmos a Argila em máscaras faciais ou para reduzir a celulite por exemplo, estamos limpando, tonificando e hidratando profundamente nossa pela e, ao usarmos Óleos Essenciais, alcançamos resultados fascinantes e surpreendentes.
A Argiloterapia consiste na aplicação de Argila nas partes afetadas do organismo com objetivo terapêutico. Também é utilizada com finalidade preventiva pela grande capacidade de desintoxicar o organismo, favorecendo a eliminação de toxinas e aumentando as defesas.
Abordagem histórica

Podemos afirmar que a Geoterapia é conhecida desde sempre, e que o recurso às terras medicinais não é exclusivo do Ser humano. Os conhecimentos acerca das propriedades das diversas terras com utilidade terapêutica foram obtidos pela observação da conduta de animais doentes ou feridos, que mergulham na lama curativa as zonas enfermas. Tivemos sempre à nossa disposição cinco agentes físicos naturais, de inestimáveis virtudes terapêuticas:

• As Plantas Medicinais e Alimentares. Na farmacopéia antiga, muitos séculos antes da nefasta descoberta da síntese, os recursos vegetais eram meios terapêuticos de eleição, em cujos tratamentos se aplicavam, externa ou internamente, plantas secas e frescas, pós, extratos, óleos e tinturas (que ainda hoje se produzem e utilizam);

• O Sol (Helioterapia). Os efeitos térmicos do Sol e o benefício das suas radiações vitais, dentre elas a ultravioleta – que atua na síntese da vitamina D no organismo – são fatores imprescindíveis à vida animal e vegetal;

• A água. Pela ação calmante, estimulante ou depurativa, que nos pode proporcionar nas adequadas condições (quente, fria e em vapor), a água constitui um valioso agente curativo;

• O ar. Sem o ar não podem processar-se os fenômenos vitais inerentes à vida terrena. Constitui um recurso terapêutico para os órgãos da respiração, através das curas de montanha (onde é mais puro), em sanatórios, e também nas proximidades do mar;

• A Terra. A utilização da argila, terra moderadamente radioativa (0,3 a 0,5%) concentra energias de todos os outros elementos, com os quais estabelece, por múltiplas formas, um importante intercâmbio. Tal retenção de princípios, que poderemos classificar de "vitais", confere a esta substância uma poderosa ação na regeneração dos organismos vivos.

Porque razão os modernos terapeutas não utilizam este remédio nas suas prescrições?

Identificamos os agentes terapêuticos atrás citados – plantas, sol, água, ar e terra – com os 5 elementos cosmológicos em que se fundamenta a filosofia da medicina do extremo oriente, e que são: a madeira (plantas, mundo vegetal), o fogo (sol), a água, o metal (com o que designam o elemento ar) e a terra.

A análise química da argila revela a presença de inúmeros elementos, entre os quais se destacam: alumina (14,61%), azoto, cálcio (4,44%), ferro [sesquióxido (5,65%)], fósforo, magnésio (4,24%), potássio, silício (49,10%), sódio, titânio [anidrido titânico (0,74%)], alguns óxidos alcalinos e humidade. Esta análise química revela que a constituição da argila engloba os principais minerais de que o homem necessita (azoto, cálcio, ferro, fósforo, magnésio, potássio, silício), e na proporção mais conveniente.
A utilização da terra com fins medicinais não se limita à argila, podendo em certos casos fazer-se uso de terras de outra natureza, incluindo areia. Contudo, é justificadamente sobre a argila que recai a principal atenção, por se tratar um dos mais poderosos agentes de regeneração física, que capta e reúne os princípios vitais do Sol, do ar e da água. Existem vários tipos de argila e cada uma é indicada para uma finalidade específica. Antes de usá-la, é preciso conhecer sua composição.

Argila Amarela

A Argila Amarela é rica em Dióxido de Silício e Silício que é o elemento catalisador para formação da base de colágeno da pele, por isso é indicada para rejuvenescimento e tratamentos cosméticos. Tem alta capacidade de troca de cátions e anions. Combate e retarda o envelhecimento cutâneo, nutre com seus sais minerais necessários para um tecido mais rígido e saudável sem deixá-lo ressecado. Tem ótimo efeito tensor e melhora a circulação sanguínea. Rica em Dióxido de Silício que tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando na flacidez cutânea.

Argila Branca

A Argila Branca ou Caulim é uma argila primária composta de silicato de alumínio hidratado resultante da alteração de rochas lavadas pela chuva. Possui um pH muito próximo da pele e seus principais benefícios são: clarear, absorver oleosidade sem desidratar, suavizar, cicatrizar e catalisar reações metabólicas do organismo. É indicada para o tratamento de manchas, peles sensíveis e delicadas.
É a mais leve de todas, possui propriedades cicatrizantes, devido à elevada porcentagem de alumínio presente em sua composição. É a menos absorvente sendo indicada para produtos para peles sensíveis e também usada em máscaras faciais, loções e xampus para cabelos secos.
A Argila Branca contém diversos oligoelementos, entre os minerais encontrados destacam-se os de silício (na pele é um componente dos aminoácidos na proteína da pele), reduz as inflamações, tem ação purificante, adstringente e remineralizante, efeito anti-séptico, cicatrizante.

Argila Branca da Amazônia

Argila Nativa rica em nutrientes. Rico em Ferro, Alumínio, Boro, Potássio, Cálcio e Enxofre. É um ingrediente com alto grau de hidratação e antioxidantes.
Argila nativa da Amazônia, de coloração branca acinzentada. Rica em nutrientes e sais minerais que ajudam a eliminar as toxinas da superfície da pele e ativam a regeneração celular. Possui nutrientes que combatem os radicais livres e canalizam energia positiva. Ativa a regeneração celular
Formada nas ribanceiras dos rios após as inundações provocadas em época de chuva, a argila tem propriedades capazes de fortalecer o tônus da pele, reduzir as rugas e eliminar gorduras localizadas e celulite. Age de forma direta no combate aos radicais livres.
Indicada para máscaras faciais e capilares, cremes, loções e sabonetes corporais para produtos cosméticos destinados a regeneração e limpeza da pele e esfoliantes corporais.

Argila Cinza

A Argila Cinza, Wilkinita ou Bentonita - É retirada de regiões vulcânicas dos EUA. Contém aproximadamente 60% de sílica, o que faz com que tenha grande afinidade com a água, sendo muito eficaz para inchaços e edemas. Tem pH mais alcalino, é antiedematosa, secativa e absorvente. É indicada para peles oleosas, manchadas, edemaciadas.

Argila Marinha

A Argila Marinha é rica em minerais, tem uma cor verde bem escura e é obtida do fundo do mar. Ela tem uma grande concentração de algas marinhas o que a faz perfeita para purificar e tonificar o corpo.

Argila Marrom

A Argila Marrom possui baixo percentual de ferro e elevado teor de silício, alumínio e titânio e outros oligoelementos. Resulta em efeito ativador da circulação, além de contribuir com um efeito equilibrador e revitalizador celular. É uma argila rara, devido sua pureza. É eficaz contra a acne e espinha e tem efeito rejuvenescedor do tecido.
O Alumínio atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante e inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.
O Silício tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.

Argila Preta

A Argila Preta ou Lama Negra é considerada um material muito nobre. Raramente encontrada tão pura. Este material é retirado de uma profundidade maior que 4 metros. Devido ao alto teor de Alumínio e Silício e baixo percentual de ferro, pode ser usado tanto para cosmética como para tratamento de doenças. Seu teor de Titânio agrupado com elevados percentuais de Alumínio e Silício indica um material com excelente agente rejuvenescedor. Tem ação antiinflamatória, anti-artrósica, absorvente, antitumoral e anti-stress. Melhora a circulação sangüínea periférica favorecendo a reprodução celular.
Argila secundária de composição rica e diferenciada em sais minerais e oligoelementos muito importantes para o metabolismo da pele. São eles: silicato de alumínio e de magnésio, carbonato de cálcio e de magnésio, óxido de silício, de zinco e de ferro, enxofre. Tem atividade estimulante, antitóxica, nutriente (oligoelementos), anti-séptica, redutora e adstringente. É mais indicada para tratamentos corporais, pois ativa a microcirculação sanguínea.

Argila Rosa

Ideal para peles cansadas e sem viço. Vitaliza a pele, devolve a luminosidade natural da pele, aumenta a circulação, absorve toxinas e hidrata a pele.
A Argila Rosa é a mais suave de todas as Argilas. É a mistura da Argila Branca com a Vermelha. É indicada para peles sensíveis, delicadas, com vasinhos e rosácea, pois possui ação desinfetante, suavizante e emoliente.
Tem propriedades cicatrizantes e suavizantes. Por ser extremamente suave pode ser usada todos os dias sem ressecar a pele, é recomendada para peles desidratadas e delicadas. Auxilia na queima e na drenagem de celulite e gorduras localizadas.
A Argila Rosa além dos benefícios da Argila Branca, possui grande poder tensor indicada nos tratamentos de flacidez tissular, combate à desestruturação do tecido conjuntivo devido aos sinais de envelhecimento, reidrata a pele, combate os radicais livres.

Argila Verde

A Argila Verde ou Montemolinorita - De origem francesa, sua coloração deve-se à presença de óxido de ferro associado ao magnésio, cálcio, potássio, manganês, fósforo, zinco, alumínio, silício, cobre, selênio, cobalto e molibdênio. De pH neutro, possui ação absorvente, combate edemas, é secativa, emoliente, anti-séptica, bactericida, analgésica e cicatrizante, indicada para as peles oleosas e acnéicas e em produtos para cabelos oleosos.
Desinfiltra o interstício celular, esfoliante suave, promove a desintoxicação e regula a produção sebácea.

Argila Vermelha

A Argila Vermelha é uma Argila Secundária porosa, pouco densa, rica em óxido de ferro e cobre. Hidrata e previne o envelhecimento da pele. É anti-stressante, redutora de pesos e medidas.
O Óxido de Ferro tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências deste elemento manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.

Atuação de alguns argilominerais:
Alumínio: atua contra a falta de tonicidade, tem ação cicatrizante, e inibe o desenvolvimento de estafilococo áureo em cultura.
Ferro: tem papel importante na respiração celular e na transferência de elétrons. Na pele, as carências deste elemento manifestam-se por uma epiderme fina, seca e com falta de elasticidade.
Magnésio: tem o poder de fixar os íons de potássio e do cálcio e a manutenção do gel celular, ou seja, a hidratação e na síntese das fibras do colágeno.
Manganês: tem ação específica na biosíntese do colágeno, tem ação antiinfecciosa, cicatrizante, antialérgico.
Silício: tem papel fundamental na reconstituição dos tecidos cutâneos e na defesa do tecido conjuntivo. Tem ação hemostática, purificante, adstringente e remineralizante. Tem efeito hidratante na pele e reduz as inflamações. Também tem ação na elasticidade da pele atuando em flacidez cutânea.
Sódio e Potássio: Ajudam a manter a hidratação e o equilíbrio iônico das células cutâneas

Argila Azul

A Argila Azul também conhecida como “Argila dos Faraós” é muito rara de se encontrar. É uma argila plástica devido as suas pequenas partículas constituintes, menores que 2µmc. É uma argila Caulinítica, com elevado teor de Alumínio, Silício, Sílica, Sódio, Potássio, Ferro e Mica. Na sua composição ela ainda contém Selênio, Fósforo, Manganês, Zinco, Cobalto e Molibdênio.

Argila Roxa

A Argila Roxa é rica em Óxidos, Zinco e Enxofre, pode ser utilizada para tratamento de combate a acne, de combate a celulite e revitalização da pele, além de equilibrar a oleosidade da mesma.

A argila em Terapia Holística


Há milênios que as argilas são utilizadas como meio terapêutico. Sabe-se hoje que a sua estrutura molecular e particular, por um lado, e a sua estrutura em camadas, por outro, lhe conferem três propriedades essenciais:

- a absorção, graças à qual incham com a água e se tornam maleáveis. À absorção se devem os efeitos da argila sobre os edemas, inchaços e inflamações.
- a adsorção, fenómeno físico-químico pelo qual a argila fixa mais ou menos irreversivelmente moléculas, elementos gasosos e mesmo partículas do meio ambiente suficientemente pequenas para deslizarem para dentro de anfractuosidades microscópicas. Esta propriedade preciosa, característica sobretudo das esmectites, é a mais utilizada para uso interno.
- a libertação dos seus constituintes ativos para os líquidos que as envolvem. O silicato de alumínio, por exemplo, pode depositar-se sobre a mucosa digestiva e ter um efeito protetor.

Uso interno:

As opiniões divergem sobre a cor da argila a utilizar. A argila pura é o caulino e tem cor branca; mas existem argilas de outras cores, consoante a sua composição: sais de ferro dão-lhe cor avermelhada ou amarela, sais de enxofre, cor amarelada. Contudo, não são estes os minerais que determinam as propriedades terapêuticas da argila já referidas.
A argila a ser utilizada por via interna deverá ter uma granulometria muito pequena, semelhante a pó ou farinha, isenta de microrganismos patogénicos.

A quantidade a ingerir depende da afecção a tratar mas devem respeitar-se os conselhos seguintes:
-nos primeiros 15 dias, os adultos devem tomar 1 colher de café de argila bem desfeita num copo de água mineral hipossalina antes do pequeno-almoço, almoço e jantar. Meia-dose para crianças e adolescentes. As crianças até 12-18 meses tomam 1/2 colher de café de argila de manhã e à noite em água ou leite;
-durante os 15 dias seguintes, tomar as mesmas doses, mas deixar a argila depositar-se no fundo depois de a dissolver e só beber a água argilosa.

Principais indicações:

-Diarreias agudas ou crónicas: parece haver uma acção directa ao nível da mucosa intestinal, com adsorção de diversas substâncias anormalmente presentes no lúmen intestinal e melhoria, ao nível local, da coagulação e da hemostase.
-Dores ligadas às afecções duodenais e cólicas: o efeito curativo sobre a mucosa a adsorção dos gases explicam a diminuição das dores; a massa pastosa da argila limita as tendências espasmódicas.

Uso externo:

O uso externo da argila, que aproveita as sua propriedades absorventes, plásticas e térmicas, faz-se de três formas:



A cataplasma

É constituída por argila amolecida com água fria ou morna (20-40ºC). A pasta mantém-se no local o tempo prescrito, conforme a afecção, exceto se os sinais de irritação, como o prurido, forem difíceis de suportar. Em vez de água, por vezes mistura-se a argila com parafina (aquecida em banho-maria para permitir a aplicação de cataplasmas) e colocam-se sobre um tecido ou diretamente sobre a pele. A temperatura destas cataplasmas varia entre os 40 eos 45ºC, tendo-se em conta a capacidade de suportar o calor. A duração da aplicação não deverá ser inferior a 30 minutos. A cataplasma de argila é eficaz no tratamento de edemas pós-traumáticos, artralgias, entorses e distensões, lumbagos e picadas de insetos.

Os banhos

O banho completo em água morna ou quente com várias colheres de sopa de argila (máximo 15 minutos), seguido de um repouso de 1 hora, deitado, e depois um duche de limpeza. Estes banhos, relaxantes, são aconselhados em caso de insónia, durante períodos de fadiga muscular ou nervosa e na menopausa.
O banho parcial (semicúpio, braços, pernas) em água fria ou morna saturada de argila (máximo 5 minutos), seguido de repouso. Pode melhorar as pertubações devido à má circulação periférica. Alivia as irritações das nádegas dos bebés, em água fresca, durante 1 minuto no máximo.

Máscara relaxante

Utilizada na estética, com água morna ou fria, conserva-se no local 20-30 minutos; em seguida, aplica-se um creme hidratante. As capacidades vasodilatadoras térmicas e as potencialidades de absorção possibilitam fixar nela todo um conjunto de tóxicos orgânicos ou minerais existentes nas estruturas da pele.

Contra-indicações da argila:


Não devem tratar-se:

Por via interna, as obstipações; Por via externa, os cancros de seio e outras massas tumorais superficiais ou cutâneas, as queimaduras e as infecções cutâneas, as doenças inflamatórias agudas (ex. tumefacção articular da gota).

Os tratamentos naturais pela argila são muito úteis nas afecções prolongadas ou recidivantes, porque representam uma alternativa a tratamentos químicos mais tóxicos e favorecem um período de desintoxicação. É aconselhável que sejam acompanhados por uma melhoria da higiene de vida e dos hábitos alimentares

Indicações da argila:
Acne – Aplique uma cataplasma de argila vermelha ou verde em toda a zona afectada (face, pescoço, costas…), durante 10-20 minutos. Depois, retire-a com abundante água morna.
Artrite e reumático – Para acalmar a dor nas articulações, utilize cataplasmas temperadas
de argila vermelha ou verde, grandes e grossas. Aplicar nas zonas afectadas várias vezes ao dia de 30 a 60 minutos.
Astenia primaveril – Beba, duas vezes por dia, antes das refeições, um copo de água com uma colher de argila branca em suspensão (mexa a água com a colher e beba rapidamente para ingerir só a argila que está em suspensão).
Beleza – A argila verde elimina as impurezas da pele, hidrata e normaliza a secreção sebácea, pelo que é ideal para os casos de acne ou de peles com tendência gordurosa. Devido ao seu poder antiséptico e bactericida, é um remédio eficaz contra todas as alterações da pele. Também possui um grande efeito rejuvenescedor. Pode fazer máscaras faciais de 15 em 15 dias: Use argila verde se tiver a pele gordurosa, argila cinzenta se desejar um efeito purificante, argila branca se quiser ou efeito cicatrizante e argila vermelha se quiser hidratar e prevenir o envelhecimento.
Bronquite – Aplique uma vez por dia uma cataplasma temperada de argila vermelha ou verde, de dois centímetros de grossura sobre o peito e as costas. No primeiro dia mantenha a cataplasma 10 minutos e depois vá aumentando gradualmente até chegar aos 30 minutos. Continue o tratamento durante uma semana.
Celulite (flacidez, retenção de líquidos, gorduras localizadas e distúrbios circulatórios) – Aplique a argila na região dos glúteos e coxas durante uma hora.
Conjuntivite, pálpebras inchadas – Aplique durante uma hora, duas vezes por dia, gazes molhadas em água com argila branca sobre os olhos fechados, que serão renovadas em cada 15 minutos.
Dentes e gengivas – Contra as inflamações nas gengivas aplique uma cataplasma de argila vermelha ou verde na zona da face perto da inflamação e repita a aplicação cada vez que a argila secar. Contra as aftas, piorreia e gengivite, faça bochechos diárias com água com argila
branca.
Diarreia – Beba, duas ou três vezes por dia, um copo de água com uma colher de argila branca.
Distensão muscular – Aplique uma cataplasma de argila verde ou vermelha na zona afectada, durante duas horas, duas vezes por dia.
Dor cervical – Aplique duas vezes por dia cataplasmas frios e grossos de argila vermelha ou verde, que cubram desde a nuca até aos ombros. Deixe que actuem hora e meia.
Dor de garganta (anginas, faringite, amigdalite, laringite) – Logo ao primeiro sintoma, aplique directamente sobre o pescoço, cataplasmas frios de argila vermelha ou verde de dois centímetros de espessura. Renove-os constantemente, sempre que aquecerem, e deixe
uma colocada durante a noite. Quando os sintomas começarem a desaparecer, aplique uma cataplasma por dia até o problema desaparecer.
Eczema – Coloque sobre a parte afectada uma compressa de pouca espessura ou uma ligadura e retire-a quando estiver seca. Se sentir ardores, pulverize a zona com argila
branca.
Entorses e torceduras – Aplique uma cataplasma de argila vermelha sobre a zona quente e mude enquanto quando aquecer. Repita a operação até que a infecção passe e a dor acalme. Depois aplique emplastros em cada duas ou três horas.
Feridas – Depois de lavar bem a ferida com água e sabão, polvilhe-a com argila branco e aplique-lhe um emplastro de argila vermelha ou verde e tape-a. Retire o emplastro ao fim de duas horas, lave bem a ferida de novo e volte a borrifá-la com argila branca. Deixe-a destapada e repita a operação duas vezes por dia.
Furúnculos – Como são acumulações de pus, só se curam mais depressa se se aplicar uma cataplasma de argila muito espesso e grosso (cerca de dois centímetros) duas vezes por dia. No princípio, quando está em plena erupção, deixe a cataplasma colocada durante a noite. É normal que o furúnculo piore, ao princípio, para logo rebentar e acabar por secar. Convém que continue a colocar cataplasmas, inclusivamente quando se fechar a ferida, para que cicatrize bem. Nesta fase, basta uma cataplasma diária.
Gastrite, úlceras e outros problemas estomacais - Antes das refeições tome um copo de água com uma colher de argila branca.
Gripe e febre – Aplique cataplasmas frios e espessos de argila no baixo ventre e na nuca e mude-os sempre que aquecerem durante as primeiras quatro horas.
Hemorróidas – Aplique, duas vezes por dia, cataplasmas frios de argila vermelha ou verde
sobre as hemorróidas durante uma hora. Também pode tomar um banho de argila.
Herpes – Podem melhorar rapidamente se logo que aparecerem se aplicarem emplastros de argila fria, que devem renovar-se cada meia hora durante duas horas. Depois, duas vezes por dia, aplica-se uma cataplasma que se mantém durante duas horas. Enquanto não se usar a cataplasma, pode aplicar-se pó de argila branca sobre a herpes.
Intoxicação alimentar – Logo aos primeiros sintomas há que tomar, durante as primeiras 24 horas, água com argila branca diluída (uma colher por cada copo de água). Se a intoxicação vier acompanhada de urticária, pode polvilhar-se o corpo com argila branca.
Otite – Desaparece rapidamente se aplicarmos, em redor das orelhas e sobre a nuca, cataplasmas frios de argila, que devem renovar-se sempre que aquecerem.
Picadas de insectos – Aplique sobre a zona afectada uma cataplasma de argila vermelha ou verde e renove-a sempre que secar até que a dor desapareça.
Queimaduras – Lavar a zona e colocar sobre a queimadura um emplastro frio de argila, que se
muda quando aquece. Repetir a operação até a dor desaparecer, e aplicar então um ou dois
cataplasmas por dia, mantendo-os durante uma hora. Se a zona a tratar for muito grande também se pode recorrer ao banho morno de argila.
Transpiração – Para evitar o excesso de transpiração polvilhar as axilas e os pés com argila branca ou verde. Lavar os pés com água com argila vermelha ou verde de uma hora libertará
pouco a pouco o mau odor dos pés. Às pessoas com problemas graves de transpiração fará bem tomar um banho de argila de dez minutos, uma vez por semana.
Varizes – Melhoram muito se se aplicar um emplastro de argila pouco espessa em toda a perna, à frente e atrás, e se deixar actuar meia hora. Mudar se secar antes. Em época de crise, como quando faz calor, pode aplicar-se este emplastro todos os dias; para prevenir
o problema recomenda-se que o faça duas vezes por semana. Os banhos de argila também são recomendáveis.

Simpósio Virtual de Moxaterapia

Atenção!!! - Simpósio Virtual de Moxaterapia

Data: 25/03/2012
Inicio:09:30
Pausa: 12:00 às 13:00
Retorno: 13:00 às 17:00hs

1ª Palestra - Moxa Eletrica
Prof. Drª Romana

2ª Palestra - Mardana (Moxaterapia Indiana)
Prof. Th. Esp. Elias Abrão Neto

3ª Palestra - Evidências Cientificas do Uso da Moxa;
Prof. Dr. Caio Imaizumi

4ª Palestra - Tratamento da Inferitilidade pela moxabustão;
Prof. Drª Suzete Colo Roseto


SEJAM BEM VINDOS.
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Obs: ofensas e desacatos etico-profissionais levarão a banimento Imediato!

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Se isso não for obedecido a sala banira automaticamente...
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- 1 bolsa integral para o curso de laserterapia/laseracupuntura EAD - Prof. Msc. Caio Imaizumi

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PROPAGANDAS E ASSUNTOS INDIFERENTES AO CONGRESSO/SIMPÓSIO ESTÃO PROIBIDOS.
O ENDEREÇO DA SALA WEB CONFERENCE SERÁ PUBLICADO AQUI.

SEJAM BEM VINDOS.
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domingo, 14 de novembro de 2010

Novas Pesquisas sobre o guaco

CPQBA demonstra eficiência do guaco
contra úlcera e outros males

Doutoranda da FEA conquista prêmio nos Estados Unidos
com pesquisa sobre análise sensorial de vinhos

RONEI THEZOLIN

O guaco (Mikania laevigata) é uma planta do tipo cipó-trepadeira, com folhas largas e flores pequenas que exalam leve aroma de baunilha quando amassadas. As flores atraem abelhas e seu odor agradável se torna mais intenso depois da chuva. Popularmente, o guaco é um dos fitoterápicos de maior consumo, utilizado principalmente no tratamento de afecções respiratórias. Contudo, estudos desenvolvidos no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, revelam outros efeitos farmacológicos da planta.

A pesquisa foi iniciada em 1998 com duas espécies de guaco (Mikania glomerata e Mikania laevigata), pelas equipes dos professores Pedro Mellilo de Magalhães (Divisão de Agrotecnologia), Vera Lúcia Garcia Rehder (Química) e João Ernesto de Carvalho (Farmacologia e Toxicologia). A primeira etapa consistiu de cultivo controlado e em grande escala da erva; na segunda, a extração e purificação do extrato, com o objetivo de identificar quimicamente as substâncias ativas; e a terceira teve a finalidade de comprovar as propriedades farmacológicas e toxicológicas.

Em experimentos com animais de laboratório, os extratos de guaco diminuíram as lesões ulcerativas resultantes do uso prolongado de antiinflamatórios, abuso de bebidas alcoólicas e estresse – que respondem pela maioria dos casos de úlcera gastroduodenal. “A atividade do guaco foi muito superior às de outras plantas utilizadas contra úlcera, como a espinheira-santa”, conta Carvalho. Segundo os pesquisadores, isto é uma conseqüência da diminuição da liberação de ácido estomacal, provocada pela cumarina, princípio ativo responsável pelo odor de baunilha do guaco.

A ação da cumarina é tema da tese de doutorado de Aparecida Érica Bighetti, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, sob orientação do próprio professor Carvalho. Os estudos em relação ao guaco resultaram ainda em duas bolsas de capacitação técnica, uma bolsa de iniciação científica, uma tese de mestrado e uma segunda de doutorado.


Efeitos dos extratos

Sistema respiratório
O mecanismo de ação contra úlcera é igual ao comprovado no sistema respiratório: diminuição da secreção brônquica e relaxamento da musculatura, o que justifica o uso popular da planta, de acordo Vera Lúcia Garcia Rehder e João Ernesto de Carvalho.


Cárie e placa bacteriana
Testes realizados pelo grupo do professor Pedro L. Rosalen, da Faculdade de Odontologia (FOP) da Unicamp, revelaram que os extratos de guaco provocam inibição do crescimento e a morte dos microorganismos responsáveis pela formação da placa bacteriana.


Candidíase
Trabalho de Marta Teixeira Duarte, da Divisão de Microbiologia do CPQBA, demonstra que os extratos inibem o crescimento dos microorganismos responsáveis pela candidíase da região genital feminina (flores brancas) ou da boca de bebês (sapinho).


Câncer
Em cultura de células tumorais humanas, os extratos e princípios ativos do guaco inibiram o crescimento e provocaram a morte de diversas linhagens. Esses resultados reforçam a necessidade de estudos toxicológicos, pois essas substâncias podem também provocar morte de células normais do nosso organismo, segundo alerta de João Ernesto de Carvalho.

Camomila x Diabetes

Chá de camomila previne complicações da diabetes, diz estudo.

O chá de camomila vem sendo usado para tratar de resfriados.

Beber chá de camomila diariamente pode ajudar a prevenir algumas das conseqüências da diabetes tipo-2, tais como cegueira, lesões nos nervos e nos rins, de acordo com pesquisadores no Japão e na Grã-Bretanha.

A descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo medicamento derivado de camomila para a doença, cuja incidência vem aumentando em todo o mundo.

No novo estudo, o pesquisador Atsushi Kato, da Universidade de Toyama, ressalta que camomila vem sendo usada há anos como uma cura informal para problemas diversos como estresse, resfriado e cólica menstrual.

Recentemente os cientistas propuseram que o chá da erva pode ser benéfico também no combate à diabetes, mas a teoria não tinha sido testada cientificamente até agora.

Os pesquisadores deram extrato de camomila a um grupo de ratos diabéticos durante 21 dias, e compararam o resultado a um grupo de animais de controle em uma dieta normal.

O nível de glicose no sangue de animais que ingeriram camomila foi significativamente menor do que o dos ratos no grupo de controle, disseram os cientistas.

Também foi registrada uma redução da concentração das enzimas ALR2 e sorbitol. A concentração elevada dessas substâncias está associada a um aumento das complicações relacionadas à diabetes.

A pesquisa foi divulgada na revista Journal of Agricultural and Food Chemistry.

BBC Brasil

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Óleos Essenciais Afrodisíacos

Em um dos primeiros posts neste blog eu escrevi que a terapia com aromas é uma das formas mais gostosas de se tratar porque é feita sem dor. Pois bem, e que tal usarmos o poder dos óleos essenciais para apimentar nossas relações a dois, ativar ainda mais a nossa libido e criar um clima ainda mais romântico para aqueles momentos de íntimidade com a pessoa amada? Leia este post e faça suas "experiências"... e nos conte depois, se assim desejar... :-)

Boa leitura e aguardo seus comentários.

Denomina-se afrodisíaco a qualquer substância no qual se atribuem propriedades estimulantes sexuais. O nome deriva da deusa grega Afrodite, divindade relacionada ao amor em seus diversos aspectos. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Afrodisíaco)

Se uma determinada substância, alimento, aroma, etc. é afrodisíaca ou não isto não vai depender apenas das propriedades químicas da mesma. A predisposição da pessoa, ou seja, o quanto ela está pronta para a relação sexual ou para o amor é fundamental nestes casos.

As substancias ditas afrodisíacas tem um efeito complementar desde que nós façamos a nossa parte, nos cuidando, nos amando, ficando bonitos para atrair um grande amor e levar este aspecto do afrodisíaco até o outro. Uma pessoa mal cuidada, mal cheirosa, desarrumada, com aspecto feio e sujo não gerará efeito afrodisíaco para outra pessoa, independente do quão potente for o produto afrodisíaco que ela irá utilizar. Da mesma forma, a auto-estima elevada é fundamental para todo processo de aproximação. A pessoa tem que, antes de mais nada, se gostar e se amar para depois amar o outro. E o mais importante é ser você mesmo, não se deixando influenciar pelo que os outros pensam. Ser autêntico. É tirar toda e qualquer barreira e deixar-se ser visto como você é.

Dito isto, vamos à parte mais, digamos, cientifico afrodisíaca, disto tudo.

Já é sabido que cerca de 3% de nosso genoma codificam tipos de receptores olfativos e que estes receptores são altamente especializados em poucos tipos de cheiros, entre eles, os relacionados à reprodução.

O nervo olfativo está ligado diretamente ao sistema límbico, o qual está relacionado aos 3 princípios básicos da sobrevivência: nutrição (fome e sede), reprodução (sexo) e defesa.

Nossas memórias estão ligadas ao sistema límbico, assim sendo, determinado aroma pode trazer uma sensação positiva para alguns enquanto que para outras pessoas, sensações negativas e desagradáveis.

Em 1703 um cirurgião holandês (Ruysch) identificou um pequeno órgão no nariz humano como sendo o órgão vomeronasal (OVN) o qual se encontra separado do órgão responsável pela olfação. A função do OVN é a detecção de feromônios: quando ele detecta o feromônio, ele envia um sinal de resposta sexual/comportamental para o cérebro.

Feromônios podem ser do tipo sinalizadores, ou seja, estão relacionados às respostas comportamentais, ou do tipo primários, que afetam a atividade fisiológica (tem efeito nos hormônios como um todo).

Sabe-se também que os óleos essenciais podem agir através do OVN e/ou através do órgão olfatório.

Recentes pesquisas científicas demonstraram que as mulheres são capazes de identificar tipos imunológicos masculinos distintos dos imunotipos genéticos delas, tendo então, atração sexual maior por estes para que haja uma formação de descendência genética mais aperfeiçoada e desenvolvida, a qual seria mais resistente a doenças, por exemplo, dando maior condição de sobrevivência dentro do ambiente em que vivem.

É sabido também que alguns óleos essenciais bloqueiam a liberação de ACTH (Hormônio adrenocorticotrófico), também chamado de hormônio do stress. Por conseqüência, acredita-se que outros óleos essenciais podem ter influencias em outros tipos de hormônios liberados pela hipófise, como o hormônio luteinizante (LH), por exemplo, que regula a produção e liberação do estrogênio, progesterona e testosterona.

A química afrodisíaca dos óleos essências pode ocorrer como um efeito estimulante, como segue:

- da circulação: vaso-dilatação, calor, etc. (canela, cravo, tribulus terrestris, etc.)
- do sistema nervoso: deixar a pessoa mais “ligada”, acesa, estimulada, etc. (alecrim, cânfora, etc.)
- do sistema endócrino: atividade considerada estimulante de hormônios (salsaparrilha, priprioca, vetiver, etc.)
- do sistema olfativo: subconsciente, sensações, etc. (jasmim, ylang ylang, vetiver, patchouli, nardo, etc.)

Vamos então ver alguns óleos essenciais considerados afrodisíacos e suas características:

Ylang Ylang: desperta a sexualidade (carinho, contato), a afetividade, torna as pessoas abertas ao contato, ao abraço, à aproximação, bom para pessoas tímidas, fechadas, egoístas; desperta o lado altruísta das pessoas; em excesso pode causar queda de pressão (vai fazer efeito contrario ao desejado: as pessoas podem dormir e não acontecer nada)

Lótus e Lírio: são cheiros mais femininos, ligados a mulher;

Ládano (Cisto): óleo resinoso quente (esquenta), traz sensação de aquecimento sem queimar; é nota de fundo para muitas flores e especiarias; óleo para pessoas convalescentes, que estão prá baixo, pessoas estagnadas, em fase de busca e mudanças, em depressão, paralisadas;

Canela e Preciosa: são vaso-dilatadoras (canela, em especial, causa ardência e queimaduras e por isto deve ser diluída); preciosa não causa ardência, porém, é mais difícil de ser encontrada; é parente do pau rosa, da região amazônica; substituto da canela em muitas ações terapêuticas;

Cravo e Puchury: semelhante à canela, porém, menos agressivos; são quentes e estimulantes, renovadores de energia, aumentam o magnetismo pessoal, e favorecem a limpeza espiritual; usados em gel / cremes encontrados em sex-shops;

Rosa, Gerânio e Palmarosa: combinam muito bem para as mulheres, parecido com o ylang ylang; favorecem o carinho, a aproximação, etc.;

Sândalo, Cedro, Amyris, Cabreuva e outras madeiras: mais masculinos, mas nada impede o uso pelas mulheres e a inversão de aromas;

Balsamo do Peru, Balsamo de Tolu (aroma parecido com o de cacau), Estoraque e Benjoim: devem ser empregados com certa cautela para não dar alergias; são resinas;

Baunilha (Vanilla planifolia): vanilla vem do latim e deriva da palavra vagina devido à semelhança da raiz com o canal vaginal; cheiro estimulante da sexualidade; usado em banhos, perfumes, óleos de massagem, etc.; absoluto caro; muito aromático e interessante; o cacau pode substituir a baunilha com propriedades muito semelhantes a esta, com sabor de chocolate bem intenso; favorece a abertura, o contato, extroversão, diminui as carências afetivas; combina com flores (ylang ylang com nota não muito alta);

Gengibre: estimulante, vaso-dilatador; combina com cravo, canela, baunilha, cacau; dá energia, vitalidade, desperta a motivação, energia de fogo e de terra (auto-confiança); para pessoas aéreas e sem atitude (que “vivem no mundo da lua”);

Noz moscada e Cardamomo: foram muito usadas há muito tempo atrás para favorecer a ereção; noz moscada é alucinógeno; cardamomo combina com aromas mais encorpados como baunilha, cacau, vetiver, etc.

Vetiver, Priprioca e Pachouli: têm notas aromáticas parecidas; o vetiver é mais caramelado e lembra terra molhada; priprioca mais seco e pachouli mais seco ainda; a priprioca tem ação sobre os hormônios sexuais femininos, frigidez, impotência feminina e é usado com finalidades anticoncepcionais em algumas tribos indígenas da Amazônia; são aromas aterradores, bons para serem usados por homens, mas nada impede de as mulheres utilizarem;

Pimenta: vaso-dilatador; a pimenta negra destilada não arde; a pimenta malagueta extraída por CO2 queima e arde muito;

Neroli (flor de laranjeira): muito sensual e agradável (da mesma forma que o jasmim);

Jasmim, Acácia, Aglaia: idem ao Neroli

Musk: não tem mais interesse de produção porque agride a natureza: é extraído do veado almiscarado (glândulas com feromônio): é retirada a glândula e usada em perfumes; é liberado pela urina do veado; ainda se consegue na China, onde há fazendas de criação; o musk tem um cheiro muito ruim, semelhante ao cheiro de genital sujo, bem fedorento; é usado como nota de fundo em misturas e perfumes (uma gotinha ou pouco mais que isto, em suas devidas proporções);

Ambreto (musk vegetal) e Nardo: alternativa como substituto para o musk verdadeiro (mas é muito diferente deste último); empregado na perfumaria; é muito caro; o melhor é o extraído por CO2; Nardo é muito aromático, com nota animalesca = virilidade, aterrador;

Óleos anafrodisíacos: diminuem a libido, pois liberam a prolactina que por sua vez faz cair a libido: vitex (serve para “esfriar” paixões), tagetes, tuia, tanaceto, lavanda, camomilas, manjerona, lúpulo; sálvias, salsa, cenoura, funcho, erva-doce; anis, estragão, artemisias;

Agora vamos à parte prática de tudo isto com algumas “fórmulas afrodisíacas” interessantes que poderão ajudar a proporcionar desejos sexuais intensos e constantes... (use com moderação... risos).

Algumas receitinhas alimentares:

Coloque de 1 a 2 gotas de óleo essencial de ylang ylang, rosa, jasmim, neroli ou baunilha em uma vinho branco e terá uma bebida muito gostosa e especial.

Coloque de 10 a 15 gotas de óleo essencial de baunilha, canela, cravo, cacao ou vetiver na massa de bolos e doces.

Para cada 100 gramas de chocolate coloque 1 a 2 gotas de óleo essencial de baunilha, cacao, vetiver, nardo, priprioca, cardamomo, canela, cravo, jasmim, rosa ou gerânio.

Dicas:

Em massagens, 65 gotas da mistura de óleos essenciais para cada 100 ml de óleo carreador.

Para banhos, dependendo do tamanho da banheira, de 6 a 15 gotas de óleos essenciais ou da mistura.

Inalação de 6 a 15 gotas de óleo essencial ou da mistura em aromatizador ambiental.

Sinergias “mágicas” (usadas em aromatizadores de ambientes):

Sinergia da Atração (para atrair o par ideal)
5 gotas de pachouli
1 gota de canela

Mistura do Amor
7 gotas de palmarosa
5 gotas de yang yang
1 gota de gengibre
2 gotas de alecrim
1 gota de cardamomo

Energia Sexual
2 gotas de gengibre
2 gotas de pachouli
1 gota de cardamomo
1 gota de sândalo

Ungüento do Amor (para ser passado no corpo)
2 gotas de ylang ylang
2 gotas de lavanda
1 gota de cardamomo
1 gota de baunilha
50mL de óleo ou creme para massagens

Óleo de Babaçú e o HIV

Um dos melhores óleos para massagem, fino e de rápida absorção. Nutre a pele. Fortalece o sistema imunológico devido a alta concentração de em ácido láurico e por isto é um ótimo suplemento alimentar para pessoas com baixa imunidade, principalmente em doenças como câncer e AIDS. Antiinflamatório natural. É fundamental em regimes de emagrecimento, pois é o único tipo de gordura não estocado no corpo proporcionando rápida queima de calorias e perda de peso: acelera o metabolismo e estimula a digestão. Reduz o mau colesterol (LDL) e é potente antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce. Ajuda no controle glicêmico.
O babaçu ou coco de macaco, é uma grande palmeira com mais de 20 metros de altura nativa do Brasil. O nome babaçu vem dos tupis, uma tribo amazônica, que chama a árvore de “Uauaçu”. O óleo de babaçu, que constitui 60% da matéria da amêndoa, serve como matéria prima para fabricação de sabão, sabonete, shampoo, amida, gorduras especiais, cremes, margarina, óleo comestível e para queimar em lamparinas. Possui um ponto de fusão muito baixo (25,5 ºC), o que o faz em dias muito frios acabar tomando uma consistência branco-leitosa, como uma pasta. Esta sua característica está especialmente associada ao seu alto teor de ácido láurico (superior a 40%), o principal componente responsável pelas suas qualidades terapêuticas. O óleo de babaçu é um óleo tão fino que em questão de segundos penetra pelos poros da pele. Esta sua propriedade o torna um dos melhores óleos vegetais para uso na massagem, pois quando é diluído nele algum óleo essencial, este consegue atingir a corrente sanguínea num curto espaço de tempo, antes que sofra perdas de evaporação dada à temperatura da pele. Na massagem e no tratamento do cabelo (onde ele age como um silicone natural), ele apresenta uma vantagem especial sobre outros óleos vegetais, ele não rança facilmente.
Pesquisas divulgadas pelo Dr. Conrado S. Dayrit, MD em 25 de julho de 2000 em Chennai na Índia, no 37º Encontro Cocotécnico, mostraram um grande potencial terapêutico para os óleos láuricos (com alto teor de ácido láurico, como o babaçu e o côco da bahia). A experiência da administração de 50ml de óleo de coco diária em 15 pacientes (10 mulheres e 5 homens) portadores do HIV (o vírus da AIDS) e que nunca haviam recebido nenhum tipo de tratamento anti-HIV, no Hospital de São Lázaro, nas Filipinas, sob a responsabilidade do Dr. Eric Tayan, M.D, mostraram um aumento do linfócitos de defesa do corpo, CD4 e CD8 de 248 para 1.065 e 570 para 1671 respectivamente. Um homem que possuía uma carga viral muito baixa (<0.4X103) e que não sofreu mudanças, não foi incluído no resultado final da pesquisa. As estatísticas finais incluíram resultados para 4 homens e 10 mulheres e mostram que 7 (2h, 5m) de 14 pacientes tiveram uma redução em 3 meses de uso diário do óleo, enquanto 8 (3h, 5m) sofreram redução em 6 meses. Os níveis de CD4 e CD8 aumentaram em 5 pacientes, mas não mantiveram relação com a diminuição da contagem viral.
A adição de óleos láuricos como o babaçu e o côco da bahia na alimentação de pacientes portadores do HIV pode trazer como benefício a diminuição do nível da carga viral em indivíduos HIV positivos, diminuição do antígeno P24 e o aumento do CD4 e/ou CD4/CD8. Com bases nestes estudos, o uso deste óleos na alimentação de pessoas com baixa imunológica, que possuem grande facilidade em gripar, pessoas com doenças bacterianas e viróticas como tuberculose, pneumonia, herpes, doenças venéreas, auto-imunes como o lúpos e a psoríase, entre outras, seria de extrema valia. O babaçu e o côco possuem óleos de propriedades antivirais e antifúngicas dado ao seu teor de ácido láurico e ácido cáprico. Da mesma maneira, seu emprego na massagem se mostra eficaz para o tratamento dos mesmos problemas, dada sua penetração pela pele ser muito fácil. Na alimentação ambos os óleos podem ser usados para cozinhar e fritar alimentos, substituindo os óleos de soja, girassol e milho. Podem ser temperados com ervas e condimentos e utilizados como substitutos ao azeite de oliva nas saladas para dar sabor. São muito empregados pela indústria alimentícia para fabricação de sorvetes e margarinas.

Óleo de tea tree e o fim do verão

As propriedades medicinais do óleo de tea tree são conhecidas por centenas de anos pela tribo australiana de aborígines Bundialung. Eles tratavam muitas afecções com macerados das folhas da árvore e costumavam nadar na lagoa onde as folhas da árvore haviam tornado a água um banho terapêutico.
O tea tree passou a ser conhecido no ocidente a partir da expedição do capitão James Cook, que em 1770 aportou na baía de Botany, Austrália, e observou os aborígenes fazerem chá com as folhas de uma árvore, usada com finalidades medicinais. O botânico da expedição, Joseph Banks, coletou amostras das folhas de diferentes espécies de melaleucas usadas neste chá nativo, e acabou por dar-lhes o nome de “tea trees” ou “árvores de chá”.
Em 1920, o Dr. A. R. Penefold, um químico do governo em Sidney, Austrália, recebeu o crédito pelo início da pesquisa clínica em seres humanos e documentação dos diversos benefícios associados com o óleo de tea tree. Seus estudos determinaram que o óleo de tea tree possuía um potencial cerca de 11 a 13 vezes mais poderoso do que o ácido carbólico (fenol) para matar bactérias e fungos, contudo não queimando a pele apesar disso. Os resultados de suas pesquisas foram além das expectativas. O óleo de tea tree veio a ser tão valorizado pelo governo australiano que, durante a Segunda Guerra Mundial, todos envolvidos na produção e fornecimento deste óleo foram dispensados do serviço militar com o objetivo de suprirem a demanda dos soldados britânicos e australianos nas frentes de batalha. O óleo entrou na maleta de primeiros socorros de todos os soldados, e era chamado de “kit medicinal engarrafado”.
A utilização de todo o óleo produzido pelas destilarias pelo governo, resultou no seu desaparecimento no mercado, e aliado ao surgimento de novas drogas durante e após a segunda guerra, ele passou a ser cada vez menos utilizado pelas pessoas, até que entre 1960 e 1970, com o advento de uma nova geração mais voltada para a medicina alternativa e produtos naturais, o óleo de tea tree reviveu novamente ganhando outra vez popularidade. A partir daí, cientistas de várias partes do mundo começaram a desenvolver novos testes com o óleo e comprovar ainda mais sua eficácia já há muito conhecida.
Dentre os diversos tipos de usos que o óleo possui, podemos dizer que o mais interessante é na eliminação de bactérias causadoras de infecções. Pesquisadores australianos demonstraram uma ação rápida em vitro, de menos de uma hora sobre todas as bactérias das colônias estudadas, em diluições que variavam de 0,5% até 1,25% conforme o tipo de microorganismo (veja tabela). Eles estudaram a ação do tea tree sobre um tipo de “supermicróbio”, comumente resistente à meticilina ou MRSA, o Staphylococcus aureus, uma bactéria hospitalar que não responde a antibióticos e mata pacientes em todo o mundo. Descobriram que apenas uma pequena quantidade do óleo de tea tree (uma concentração de 0.25%, equivalente a 5 gotas em 100ml água), foi suficiente para inibir o crescimento bacteriano; com o dobro da dosagem (0.5%), ele mata esta bactéria. Desta forma, não só o uso do tea tree na eliminação de infecções é válida, mas também seu uso na purificação de água e alimentos (como alternativa ao cloro) e no ar (em difusores ou ar condicionado) encontra grande valia.
Uma das vantagens de se recomendar o óleo de tea tree como antiséptico, é que é impossível para um micróbio infeccioso criar resistência a ele. O óleo possui uma complexidade química tão grande, com mais de 100 componentes, que uma bactéria não consegue modificar seu sistema enzimático para lidar com isso. Esta é hoje uma das grandes vantagens do uso do tea tree em substituição aos antibióticos convencionais, que a cada dia perdem mais ação pelo fato dos micróbios estarem desenvolvendo resistência a seus efeitos, exigindo assim o uso de drogas cada vez mais fortes e prejudiciais.
Num estudo do Departamento de Pesquisa do Colégio Nacional de Quiropraxia, EUA, foi constatado que o tea tree age como antiséptico de duas maneiras, através de uma ação direta sobre os microorganismos, e segundo através de um processo de ativação dos glóbulos brancos no processo de defesa do corpo. Sendo assim, podemos considerar que ele possui propriedades imunoestimulantes, o que o torna uma alternativa formidável para pacientes com baixa resistência e/ou doenças que fragilizam sua imunologia e permitem o aparecimento de doenças inoportunas.
Nós temos tido formidáveis resultados do óleo de tea tree no tratamento de infecções e processos inflamatórios. De tudo que conhecemos, nunca vimos nada tão rápido para tratamento de cistites, por exemplo. Ele tem apresentado em nossos estudos excelentes resultados, mesmo naqueles casos em que os antibióticos mais usados falharam.
Pesquisas feitas em maio de 2000 por 4 cientistas (Mikus J, Harkenthal M, Steverding D, Reichling J.) demonstraram uma toxidade 1.000 vezes maior do óleo de tea tree sobre o protozoário Trypanosoma brucei (causador da doença do sono) do que para as células humanas. Eles encontram também bons resultados contra Leishmania major (causador da Leishmaniose). Isto sugere a possibilidade do uso interno do óleo de tea tree no tratamento destes parasitas, assim como a possibilidade de bons resultados sobre um parente próximo do T. brucei, o Trypanosoma cruzi, causador da “Doença de Chagas”.
Testes feitos pelo departamento de medicina experimental, na Itália demonstraram que uma solução num teor mínimo de 0,5% do óleo de tea tree é eficaz contra um largo número de fungos e micoses de pele.
Hoje o tea tree é considerado um recurso valioso dentro da odontologia no tratamento de doenças bucais e na prevenção da cárie. Pesquisadores brasileiros da escola dentária de Piracicaba (via UNICAMP), demonstraram ser o óleo de tea tree mais eficaz que a clorexidina e o óleo de alho no combate a bactérias bucais. Apesar de todos os três mostrarem atividade antimicrobial sobre Streptococci mutans, agente causador de cáries, somente o tea tree apresentou resultados nos outros tipos de bactérias. A clorexidina é em geral indicada para a redução da flora microbiana, sendo utilizada em produtos para desinfecção das mãos, tratamento de infecções na área bucal, genital e da pele. Sendo o tea tree de ação mais ampla que esta substância, o seu uso em soluções alcoólicas ou em gel para assepsia e tratamento dos problemas citados é uma alternativa de grande valia.
No tratamento da candidíase (Candida albicans) o tea tree é infalível. Experiências da Universidade de Hacettepe, Turkia, demostraram ser ele eficaz não só sobre a candidíase normal, mas também sobre a candidíase resistente aos medicamentos usualmente utilizados como a fluconazola. Hoje a candidíase é um problema que ataca um grande número de pessoas, e uma das formas mais comuns tem sido a vaginal, que ocasiona coceiras e desconfortos. Outros estudos da Escola Médica da Universidade de Wayne, EUA, demonstraram em pesquisa similar um potencial do tea tree no tratamento da candidíase orofaringeal refratária à fluconazola em pacientes com AIDS. O herpes labial (Herpes simplex) é outro problema tratável com o óleo de tea tree em diluições de 6%.
O uso veterinário do tea tree é outra alternativa de valor. Ele demonstrou grande eficiência numa pesquisa alemã na eliminação de diferentes tipos de microorganismos (ex. Malassezia pachydermatis) causadores de dermatite seborréica e micoses, especialmente em cães e gatos.
O tea tree apresenta também bons resultados em caspa, queda de cabelo e seborréia, eliminando a maior parte das bactérias e fungos que vêm associados com estes problemas como Pityrosporum ovale e trichophyton sp. Já existem no mercado shampoos de tea tree empregados no tratamento de piolhos, o que dá excelentes resultados. Diluições de cerca de 5% mostraram-se muito úteis para isso e sem efeitos adversos.
O tea tree também demonstrou bons resultados em inflamações do ouvido (otite). Nós particularmente temos tido excelentes resultados com este óleo, principalmente quando casado com cipreste (Cupressus lusitanica) e/ou tomilho (Thymus vulgaris timol), no tratamento de inflamações (acne, abcessos e furúnculos), sendo para estes problemas utilizado puro no local ou diluído em álcool ou gel.

Produção

Hoje, a maior parte da produção do óleo encontra-se centralizada na Austrália, mas existem fazendas também na China, Índia, Europa e agora no Brasil. Um trabalho de cultivo iniciado em Viçosa, interior de MG, permitiu a entrada no mercado de um óleo de muito boa qualidade e preço competidor ao do australiano.
O óleo de tea tree pode ser classificado em 3 quimiotipos principais de acordo com os teores de seus princípios ativos, que podem variar conforme clima, ph do solo, temperatura, etc.
O QT 1 do tea tree possui o teor mais elevado de terpinen-4-ol, variando de 30-45%. Óleo comumente de origem australiana e brasileira.
O QT2 possui mais 1,8-cineol (=eucaliptol), chegando a cerca de 15% (a partir deste quimiotipo, pode-se criar a classificação de mais 3 variedades de óleos (6 então no total), que surgem pela variação dos teores dos outros dois principais componentes junto aos 15% de cineol). Óleo de origem chinesa. A Austrália produz, mas praticamente não entra no mercado.
O QT3 possui mais terpinoleno, que pode ir além de 15%. De origem Australiana.
Abaixo colocamos as % obtidas da cromatografia do óleo com seus principais constituintes comparados ao padrão ISO internacional para o óleo de tea tree, que determina os teores aproximados de cada componente para o óleo no mercado.

Constituinte Proporção Padrão
alpha-pinene 2.4% 1 - 6%
sabinene 0.6% trace - 3.5%
alpha-terpinene 10.2% 5 - 13%
p-cymene 2.2% 0.5 - 12%
limonene 1.1% 0.5 - 4%
1,8-cineole 3.6% 0 - 15%
gamma-terpinene 20.5% 10 - 28%
alpha-terpinolene 3.6% 1.5 - 5.0%
terpinen-4-ol 40.2% 30%+
alpha-terpineol 3.1% 1.5 - 8%
aromadendrene 1.1% trace - 7%
delta-cadinene 1.0% trace - 8%
globulol 0.3% trace - 3%
viridiflorol 0.3% trace - 1.5%

O princípio ativo mais interessante no óleo é o terpinen-4-ol (ou terpinenol 4), que fornece ao óleo praticamente todas as suas propriedades anti-microbiais. O terpinenol 4 quando usado isolado do óleo apresenta resultados semelhantes ao óleo puro, e de forma ainda mais efetiva. Quanto mais terpinenol o óleo contiver, melhor sua ação anti-infecciosa.
O cineol, também conhecido como eucaliptol, agrega ao óleo, quando presente em grandes porcentagens (15%), potencial expectorante e descongestionante das vias respiratórias. Mas se aumentar muito no óleo, diminui o teor de terpineol 4, diminuindo também a eficácia do mesmo contra-infecções.
Os outros componentes do óleo (terpinoleno, terpineno, etc), na sua maioria terpenos, lhe concederão propriedades solventes úteis por exemplo em varizes, trombose e flebites (uso local). Também possuirão algumas propriedades anti-infecciosas e anti-oxidantes, mas se aumentarem muito no óleo, interferem na eficácia de ação do terpinenol 4 por torná-lo pouco hidrossolúvel nos tecidos e mais liposolúvel, o que diminui sua rapidez de ação contra microorganimos.

Cuidados

Apesar do óleo de tea tree nem sempre ser indicado internamente em muitas literaturas, ele apresenta excelentes resultados através de poucas gotas na água para se tomar, principalmente na solução de infecções. Mas, recomendamos que seu uso seja feito sob a orientação adequada de um aromaterapeuta que tenha conhecimento sobre as dosagens no uso interno de óleos essenciais. No caso de alergia ou mal estar, suspenda imediatamente seu uso. O uso excessivo de tea tree, principalmente internamente pode ser tóxico, mas se utilizado adequadamente traz resultados sem fazer nenhum mal. Alguns animais como aves, são muito sensíveis ao óleo, que deve ser usado sempre bem diluído para evitar alergias nos mesmos. Não seria recomendado o uso interno em grávidas (apesar de não ser abortivo), a não ser em casos de extrema necessidade, mas sob acompanhamento terapêutico ou médico adequado.

Indicações

Unha preta, com micoses, descamando ou encravada, pé de atleta (1 a 2 gotas 2 X ao dia por 1-2 meses) e se associado meio a meio com o óleo de cravo da índia obtém-se resultados ainda melhores; sinusite infecciosa (inalações 3-6 gotas); garganta inflamada, laringite e amidalite (1-2 gotas num copo com água para gargarejo); caspa, seborréia (cerca de 25-40 gotas para cada 100ml de shampoo, lavar e deixar no cabelo por pelo menos 3 minutos); impetigo, ptiríase, psoríase, candidíase ou tricomoníase vaginal, coceira genital e nas virilhas, líquen (gel 0,5-2% uso local ou 3 gotas em 100ml água passando com algodão na área); herpes ou sapinho (puro no local); cistite, infecções em geral, candidíase reincidente, enterite, etc (2-3 gotas 3X ao dia em uma colher de sopa de água internamente, por cerca de 1 semana).