domingo, 19 de fevereiro de 2012

MÉTODOS DE OBTENÇÃO



Todas as partes das plantas podem ser utilizadas para a extração dos óleos essenciais que contenham; no entanto, um órgão como, por exemplo, a flor, pode fornecer um óleo mais adequado para determinado fim que o óleo extraído das folhas da mesma planta, devido à diferença na sua composição.
O óleo essencial das diversas partes das plantas pode ser extraído por variados métodos, adequados cada um a um tipo de extração e de espécie vegetal utilizada. Entretanto, a destilação é o método mais comum.
Cada método de extração tem suas vantagens e suas desvantagens, e as características e qualidades de cada óleo podem variar de acordo com o método utilizado.
De modo geral, todos os métodos de extração não são adequados para processamento doméstico, ainda que artesanal, porque as quantidades de material vegetal necessárias para uma produção, mesmo que pequena, são exageradas.


Os métodos de extração mais comuns são:
· enfleurage
· extração com solventes
· expressão a frio
· destilação
Quase todos os óleos disponíveis no mercado são obtidos pelo processo de destilação e, por isso, este sistema de extração será considerado neste estudo com mais detalhes.

ENFLEURAGE
Provavelmente deve ter sido o primeiro método utilizado para a extração de óleos essenciais, principalmente para pétalas de flores muito delicadas.
Consiste em uma extração em camadas através de tecidos embebidos em óleo ou gordura; o óleo essencial migra das pétalas se dissolvendo na gordura que, posteriormente, é removida com o uso de solventes adequados. Numa segunda fase, o solvente deve ser removido para a obtenção do óleo essencial.
O método é muito dispendioso e demorado. Atualmente é considerado obsoleto.

EXTRAÇÃO COM SOLVENTES
Consiste na imersão do material vegetal em um hidrocarboneto solvente que fará a extração propriamente dita. Posteriormente o solvente é retirado restando o óleo essencial.
O método é empregado principalmente para flores. Não é recomendável para fins terapêuticos, principalmente porque deixa resíduos do solvente no óleo obtido. Já foram encontrados valores da ordem de quase 10% de solvente, e até mais em alguns casos.
Na França onde a Aromaterapia é mais avançada, a extração através de solventes de óleos essenciais, para fins terapêuticos, é proibida.

EXPRESSÃO A FRIO
Praticamente utilizado com exclusividade para a extração do óleo das cascas de diversas espécies de Citrus. É efetuada a partir da expressão hidráulica do material vegetal a frio, coletando-se então o óleo que escorre.
Do ponto de vista terapêutico é o método que menos alterações provoca no óleo essencial, pois não há a interferência do calor.

DESTILAÇÃO. HIDROLATOS
A destilação, como foi visto, é o método mais comum de extração dos óleos essenciais das plantas. Os princípios desta técnica foram já observados por Dioscórides, no século I. Há também uma citação referente ao seu emprego pelos antigos egípcios.
A destilação ocorre dentro de um equipamento denominado destilador ou alambique, desde os mais simples aos mais elaborados.
O processo genérico pode ser assim resumido:
1. o material vegetal é todo colocado dentro de um tanque, apoiado em uma espécie de peneira inox, através da qual se faz passar vapor d’água aquecido; esta é a melhor maneira, mas não é adequada para raízes, semente, galhos, etc.; nestes casos, o material vegetal é colocado diretamente na água;
2. o vapor, passando através do material vegetal, aquece e carreia consigo as substâncias aromáticas voláteis;
3. o vapor, agora contendo o óleo volatilizado, passa por uma serpentina onde é resfriado e condensado;
4. na porção terminal da serpentina a mistura água / óleo essencial é coletada à temperatura ambiente;
5. a água e o óleo são separados por decantação, isto é, aproveitando-se as diferentes densidades de cada um, que permite que o óleo fique sob ou sobrenadando na água.

Algumas variações no método básico de destilação podem ser introduzidas, principalmente para melhoria da qualidade do material que se pretende obter. Assim, certas destilações são efetuadas a “fogo baixo”, isto é, sob temperaturas mais brandas e durante um tempo maior, permitindo, dessa forma, um óleo de melhor qualidade. Outras vezes o processo é repetido, isto é, redestilado, obtendo-se um material mais refinado.
A destilação de material vegetal para a obtenção de óleos essenciais é um processo cujo rendimento é sempre muito baixo e caro, pelos teores muito reduzidos daqueles princípios na planta. Para se ter uma idéia de grandeza, podem ser citados, como exemplo, os seguintes rendimentos médios, para a obtenção de 1 kg de óleo essencial:
Eucalipto    46 kg
Tomilho    400 kg
Rosa      1400 kg
Néroli     6000 kg

Após a separação do óleo essencial da água, esta última constitui o hidrolato, que é a água destilada contendo cerca de 0,2 g/l de óleo essencial disperso na forma ionizada, não decantável.
Assim são produzidos hidrolatos conhecidos, como a “água de rosas”, a “água de flor de laranjeira” e a “água de camomila”.
Além disso, deve ainda ser observado que estes hidrolatos contêm, invariavelmente, substâncias solúveis em água, e que não estão presentes no óleo essencial.
Em muitos casos a destilação é processada para a obtenção exclusiva do respectivo hidrolato. Aqui, como no caso dos óleos essenciais propriamente ditos, também existe falsificação comercial, agregando-se algumas gotas de óleo à água pura, apresentando a mistura como hidrolato ou água de flores.
Os hidrolatos são especialmente recomendados para a desinfecção de feridas e cuidados com a pele em geral. São muito utilizados em cosmética. Também podem, em muitos casos, servir como complemento no tratamento utilizando óleo essencial, ampliando a capacidade deste.
Os óleos essenciais após a sua extração precisam ser armazenados em vidros escuros desinfectados, ao abrigo da luz, em local fresco sem grandes variações de temperatura, muito bem tampados, evitando-se qualquer contato com o ar. Desta forma podem ser guardados por cerca de 2 a 3 anos.

Conceituação e Histórico da Aromaterapia

Etimologicamente a palavra “aromaterapia” é composta de aroma, significando fragrância, e terapia, que quer dizer tratamento. A Aromaterapia é o ramo da Fitoterapia que, através da aplicação de óleos essenciais extraídos das plantas, pretende promover a saúde e o bem-estar dos indivíduos. A ciência e a arte da Aromaterapia tem seus alicerces no princípio de que diferentes aromas acionam respostas específicas no cérebro, conduzindo a resultados próprios. Os óleos essenciais são formas altamente concentradas de energia das plantas e, costuma-se dizer, constituem a sua alma, a sua força vital. A Associação Americana de Aromaterapia refere-se aos óleos essenciais como “óleos voláteis, altamente concentrados, destilados de ervas aromáticas, flores e árvores, contendo propriedades semelhantes às dos hormônios e anti-sépticos naturais”. O sentido do olfato – seu mecanismo de conexão entre o ar exterior e o cérebro – é um poderoso disparador do sistema nervoso central. Como toda pessoa já experimentou um dia, alguns aromas têm a capacidade de evocar sentimentos como a saudade, sensações como a náusea, e reações fisiológicas como a “água na boca”. E, geralmente, é assim mesmo: um aroma quase sempre provoca um efeito imediato. Embora os óleos essenciais tenham aquela aplicação através de aromas específicos, também apresentam diversas outras numerosas e importantíssimas propriedades farmacológicas que os caracterizam como antibióticos, anti-sépticos, antivirais, etc. De modo geral, os óleos essenciais penetram no corpo por inalação, através das vias respiratórias, ou então por absorção, diretamente pela pele, atingindo a corrente sangüínea. Da mesma forma, muitos dos óleos essenciais, pelas suas propriedades anti-sépticas e antiinflamatórias, podem e devem ser empregados em casos de queimaduras, feridas, picadas de insetos, etc. Outros, por sua ação antimicótica, são utilizados em infecções provocadas por fungos como o “pé-de-atleta” e outras. BREVE HISTÓRICO DA AROMATERAPIA Conforme é praticada atualmente, a Aromaterapia ressurgiu na Europa somente a partir de 1964, com a publicação da obra Aromatherápie, do Dr. Jean Valnet, mostrando-se, a partir de então, bastante evoluída, principalmente na França e na Inglaterra, entre outros países, onde é exercida por médicos, enfermeiros, terapeutas e demais profissionais da Saúde. Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a retomada desta prática é muito recente, datando de poucos anos atrás. O termo óleo essencial também é de criação muito recente. No entanto, a ciência da utilização dos óleos essenciais vem de milhares de anos atrás, antes dos tempos do Egito Antigo. Na verdade, a Índia desde há 6.000 mil anos mantém a prática da Aromaterapia sem interrupção até os dias de hoje, e a China, onde deve ter surgido, há mais tempo ainda. Muito da história do emprego dos aromas pelo homem antigo parece estar envolvido em mistérios. Pesquisas antropológicas e paleontológicas, no entanto, identificam as primeiras práticas com a queima de gomas e resinas vegetais como incenso. Acredita-se também que, eventualmente, plantas aromáticas foram misturadas a gorduras e óleos vegetais que eram passados sobre o corpo, fosse para cerimônias rituais ou pelo simples prazer de desfrutar dos respectivos aromas. Segundo Kathi Keville e Mindy Green, “entre os anos 7.000 e 4.000 a.C., gorduras e óleos de sândalo e de oliva devem ter sido combinados com plantas aromáticas, produzindo assim a primeira pomada neolítica”. Inúmeras pesquisas arqueológicas conduzidas na Índia, no Egito e no Afeganistão demonstraram a utilização de pomadas e incensos aromáticos desde períodos anteriores a 3.000 a.C. Nas eras mais remotas da história da humanidade, fumigações aromáticas eram utilizadas em rituais diários e em cerimônias místicas para “expressar uma realidade difusa”, nas palavras de Marcel Lavrabe. Os usos têm variado, mas os princípios têm permanecido os mesmos. O Livro Chinês de Medicina Interna do Imperador Amarelo, escrito no ano de 2.697 a.C., explica diversas utilizações do uso aromático das plantas. Chineses, hindus, egípcios, gregos, romanos, enfim, todos os povos antigos conheciam e utilizavam as fragrâncias naturais. Com fins terapêuticos, no entanto, a Aromaterapia parece ter se originado no Egito Antigo, conduzida pelos sacerdotes que reconheciam a importância da saúde física e mental, além dos aspectos espirituais do homem. Já vem desde 3.000 a.C. a prática da importação de essências de outros países produtores, como os egípcios faziam, importando a mirra. Os egípcios eram grandes apreciadores dos perfumes, tanto pela sua fragrância quanto pela sua capacidade de curar. Da mesma forma, valorizavam a cosmética e, em especial, os tratamentos de pele, para os quais faziam uso de massagens com óleos essenciais. A conhecida prática do embalsamamento era uma das principais aplicações das substâncias aromáticas, sobretudo pelo poder anti-séptico dos óleos essenciais. A bíblia faz referência à utilização de óleos essenciais e de incensos em inúmeras passagens. O próprio Cristo recém-nascido recebeu, nas oferendas dos Reis Magos vindos do Oriente, mirra e incenso (olíbano). A partir do Egito, a prática da Aromaterapia disseminou-se para todo o mundo mediterrâneo. Os antigos hebreus faziam uso do incenso nas consagrações de seus templos e altares. A iniciação de sacerdotes conforme dada por Moisés (Livro de Êxodos) prevê a utilização de um óleo sagrado, para uso cerimonial exclusivo, cuja constituição era mirra, canela e cálamo, em óleo de oliva. Entre os gregos antigos, uma única palavra – arômata – significava a um só tempo incenso, perfume, medicina aromática e plantas aromáticas. No século VII a.C. Atenas era um centro mercantil onde centenas de perfumes eram comercializados. Algumas ervas, na forma de óleos e pomadas, eram comercializadas em finíssimos potes altamente elaborados e decorados à altura de seu valioso conteúdo. Durante o século VII d.C., a obra O Livro da Destilação e da Química do Perfume, do árabe Yakub al-Kindi descreve inúmeros óleos essenciais, inclusive a cânfora, importada da China. Nos anos 1.000, o célebre médico árabe Avicenna aprimorou os processos de destilação refinando o produto final. Os árabes também descobriram, à mesma época, como proceder à destilação do álcool, tornando possível à produção de perfumes sem o peso dos óleos essenciais. Um dos 100 livros escritos por Avicenna foi inteiramente dedicado às rosas. Os perfumes essenciais foram levados do Oriente para a Europa pelos Cruzados medievais no século XII. Em fins deste mesmo século houve um incremento no cultivo, produção e consumo destes produtos na Europa, mas sem, no entanto, haver utilização terapêutica significativa, predominando a perfumaria. O aperfeiçoamento dos processos da destilação deu-se com os trabalhos dos alquimistas, principalmente por aqueles da Alemanha do século XVI. O uso dos óleos essenciais na perfumaria e na medicina começou a declinar no século XIX que, na verdade, marcou o declínio de toda a Fitoterapia no mundo ocidental, quando os cientistas da época aprenderam a isolar e sintetizar princípios orgânicos em laboratório. Com o passar dos anos, percebeu-se que estes produtos sintetizados muitas vezes não atingiam a performance do produto natural, principalmente porque na Natureza as ações se dão em conjunto, um princípio criando as condições para a adequada ação de outro. GATTEFOSSÉ E A INFLUÊNCIA DE SEU TRABALHO O termo Aromaterapia foi criado em 1928 por um químico perfumista, o francês René-Maurice Gattefossé. Seu interesse pelo uso terapêutico dos óleos essenciais foi estimulado por um acidente em que esteve envolvido, no laboratório de perfumes de sua família. Após uma explosão, sua mão foi seriamente atingida, provocando-lhe queimaduras severas. Necessitando resfriar as mãos e sem vislumbrar nenhuma alternativa à sua volta, mergulhou a mão atingida em um recipiente que continha óleo essencial de lavanda (Lavandula officinalis). Para sua surpresa observou, durante os dias que se seguiram, que sua mão não só se recuperava rapidamente, mas também que as cicatrizes eram mínimas. Gattefossé passou então a pesquisar as propriedades do óleo de lavanda e de outros óleos essenciais e, desta forma, tornou-se, eventualmente, a maior autoridade no assunto. Hoje, credita-se a esse químico francês, com razão, a redescoberta da arte do uso dos óleos essenciais de plantas, com finalidades terapêuticas. Também se deve a ele a criação do termo “Aromaterapia”, como se viu. Gattefossé dedicou cerca de 50 anos de estudos e pesquisas com os óleos essenciais e escreveu inúmeros trabalhos que, definitivamente, foram os responsáveis pelo renascimento da Aromaterapia no mundo contemporâneo moderno. Posteriormente, inspirado nos trabalhos de Gattefossé, o Dr. Jean Valnet, um cirurgião do exército francês, durante a Segunda Grande Guerra utilizou os óleos essenciais de tomilho, limão, camomila e cravo no tratamento de feridas e queimaduras dos soldados, com excelentes resultados clínicos. Mais tarde, o mesmo Dr. Valnet fez uso de óleos essenciais no tratamento de distúrbios psicológicos. O Dr. Valnet inspirou o movimento da moderna Aromaterapia com a publicação de seu livro Aromathérapie, em 1964. Outra importante pesquisadora francesa, também inspirada nos trabalhos de Gattefossé, e baseando-se nas tradições da massagem aromática praticada na China, na Índia e no Egito antigos, a Bioquímica Marguerite Maury fundamentou uma terapia própria, relacionando a doença com o tipo de vida e a personalidade de cada pessoa. Sua obra The Secret of Life and Youth (O Segredo da Vida e da Juventude) foi lançada com grande sucesso em 1964. Também se inspirando nos trabalhos de Gattefossé e do Dr. Valnet, o massagista americano Robert Tisserand lançou a obra The Art of Aromatherapy (A Arte da Aromaterapia), no ano de 1977, canalizando com estrondoso sucesso a atenção do público americano e gerando, a partir daí, inúmeros trabalhos, escolas, centros de pesquisa, associações, etc. René-Maurice Gattefossé, Jean Valnet, Marguerite Maury e Robert Tisserand estão, portanto, entre os mais importantes protagonistas contemporâneos do renascimento da arte da Aromaterapia no mundo ocidental. É bastante recomendável a leitura dos trabalhos destes e de outros autores, quando se pretende um conhecimento mais profundo dos princípios que nortearam a Aromaterapia e de como ela vem evoluindo.

A PELE

A pele (cútis ou tez), em anatomia, é o órgão integrante do sistema tegumentar (junto ao cabelo e pêlos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas), que tem por principais funções a proteção dos tecidos subjacentes, regulação da temperatura somática, reserva de nutrientes e ainda conter terminações nervosas sensitivas.
A pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano e o mais pesado. Compõe-se da pele propriamente dita e da tela subcutânea.
A pele apresenta duas camadas: a epiderme e a derme. A hipoderme, ou tela subcutânea, é uma camada de tecido conjuntivo frouxo, que fica logo abaixo da derme. Há ainda vários órgãos anexos, como folículos pilosos, glândulas sudoríparas e sebáceas; ou penas, escamas e cascos.
A pele é praticamente idêntica em todos os grupos étnicos humanos. Nos indivíduos de pele escura, os melanócitos produzem mais melanina que naqueles de pele clara, porém o seu número é semelhante.
A pele é responsável pela termorregulação, pela defesa, pela percepção e pela proteção.Ela nos protege das doenças, porém não é 100% eficaz, podendo deixar entrar larvas de esquistossomos e do ancilóstomo.
Epiderme
A epiderme é uma camada com profundidade diferente conforme a região do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm uma camada mais grossa (conhecida como pele glabra por não possuirem pelos), e variam de 0,04mm até 1,6mm de espessura.
A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (células escamosas em várias camadas). A célula principal é o queratinócito (ou ceratinócito), que produz a queratina. A queratina é uma proteína resistente e impermeável responsável pela proteção. Existem também ninhos de melanócitos (produtores de melanina, um pigmento castanho que absorve os raios UV); e células imunitárias, principalmente células de Langerhans, gigantes e com prolongamentos membranares.
A epiderme não possui vasos sanguíneos, porque se nela houvesse vasos ficaria mais sujeita a ser "penetrada" por microorganismos. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos da derme.
- A epiderme apresenta várias camadas. A origem da multiplicação celular é a camada basal. Todas as outras são constituídas de células cada vez mais diferenciadas que, com o crescimento basal, vão ficando cada vez mais periféricas, acabando por descamar e cair (uma origem importante do pó que se acumula nos locais onde vivem pessoas ou outros seres vivos).
- Camada basal, é o mais profundo, em contato com derme, constituído por células cúbicas pouco diferenciadas que se dividem continuamente, dando origem a todas as outras camadas. Contém muito pouca queratina. Algumas destas células diferenciam-se e passam para as camadas mais superficiais, enquanto outras permanecem na camada basal e continuam a se dividir. - Camada espinhosa: células cúbicas ou achatadas com mais queratina que as basais. Começam a formar junções celulares umas com as outras, como desmossomas (daí o aspecto de espinhos). - Camada granulosa: células achatadas, com grânulos de queratina proeminentes e outros como substância extracelular e outras proteínas (colagénios). - Camada lúcida: células achatadas hialinas eosinófilas devido a grânulos muito numerosos proteicos. Estas células libertam enzimas que as digerem. A maior parte já está morta (sem núcleo). Estão presentes na pele sem folículos pilosos (pele glabra). - Camada córnea: constituído de células achatadas eosinófilas sem núcleo (mortas) com grande quantidade de filamentos, principalmente queratinas.
- A junção entre a epiderme e a derme tem forma de papilas, que dão maior superfície de contacto com a derme e maior resistência ao atrito da pele.

Órgãos anexos da epiderme
 Folículo piloso: produz uma estrutura maciça queratinizada, o pêlo, que é produzido por células especializadas na sua raiz, constituindo o bulbo piloso. Tem músculo liso erector e terminações nervosas sensitivas associadas. Os folículos pilosos dos bigodes de alguns animais como o gato são altamente especializados como órgãos dos sentidos.
Derme
A derme é um tecido conjuntivo que sustenta a epiderme. É constituído por elementos fibrilares, como o colágeno e a elastina e outros elementos da matriz extracelular, como proteínas estruturais, glicosaminoglicanos, íons e água de solvatação. Os fibroblastos são as células envolvidas com a produção dos componentes da matriz extracelular.
A derme é subdividida em duas camadas: a camada papilar em contacto com a epiderme, formada por tecido conjuntivo frouxo, e a camada reticular, constituída por tecido conjuntivo denso não modelado, onde predominam as fibras colagenosas. É na derme que se localizam os vasos sanguíneos que nutrem a epiderme, vasos linfáticos e também os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados. Estes incluem vários tipos de sensores:
1. Corpúsculo de Vater-Pacini, sensíveis à pressão.
2. Corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequência diferente.
3. Corpúsculo de Krause, sensíveis ao frio (pele glabra).
4. Órgão de Ruffini, sensíveis ao calor.
5. Célula de Merckel, sensíveis a tacto e pressão.
6. Folículo piloso, com terminações nervosas associadas.
7. Terminação nervosa livre, com dendritos livres sensíveis à dor e temperatura.
A hipoderme, já não faz parte da pele. É constituída por tecido adiposo que protege contra o frio.
É um tecido conjuntivo frouxo ou adiposo que faz conexão entre a derme e a fáscia muscular e a camada de tecido adiposo é variável à pessoa e localização.
Funções: reservatório energético; isolante térmico; modela superfície corporal; absorção de choque e fixação dos órgãos.
Camadas
 Areolar: superficial; adipócitos globulares e volumosos e numerosos e delicados vasos.
 Lâmina fibrosa: separa a camada areolar da lamelar.
 Lamelar: mais profunda; aumento da espessura com ganho de peso (hiperplasia).


TIPOS DE PELE


O tecido epitelial, mais conhecido como pele, é o maior e mais visível órgão do corpo humano - corresponde a 16% do peso corporal. Ele é uma estrutura elástica, ao mesmo tempo flexível e muito resistente, que envolve toda a superfície do corpo. Mais do que um simples invólucro, a pele é um órgão extremamente complexo, responsável por várias funções vitais. Além de proteger o organismo contra infecções, doenças e outras agressões do ambiente, ela desempenha um papel fundamental no controle da umidade e temperatura do corpo - o que, entre outras coisas, permite que o ser humano se adapte aos mais diversos climas, inclusive os mais inóspitos.
A pele é também um termômetro preciso do estado geral de saúde do organismo. Ela reage a fatores internos e externos, tais como alimentação, alterações hormonais, ação do tempo, estresse, variações climáticas, poluição e radiação solar, entre outros. A combinação desses agentes interfere diretamente no funcionamento e também na aparência da pele. Por isso mesmo, para mantê-la sempre saudável e bonita é necessário corrigir e prevenir eventuais desequilíbrios - sejam eles intrínsecos ou extrínsecos.
Quanto ao grau de oleosidade, a pele pode ser normal, seca ou oleosa. Mas, apesar dessa divisão, todas as peles têm uma concentração maior de glândulas sebáceas na zona T do que nas regiões laterais da face. Assim, todas as peles secas são menos secas na região médio-facial, o que também ocorre com as peles normais e oleosas. A pele acnéica não corresponde a um tipo especial de pele, e sim uma doença - ou predisposição a ela - própria das pessoas de pele oleosa: a acne.
Cada pessoa tem seu próprio metabolismo, que varia de acordo com a herança genética, os hábitos alimentares, os ambientes em que vive, entre outros fatores. A pele reage a essas condições biológicas e climáticas e se constitui de formas distintas: pode ser seca, oleosa, normal, acnéica, ou sensível. Vejamos a seguir a classificação existente:


Pele normal:

É a pele que todos sonham ter! Não é para menos: sua aparência é saudável, pois produz gordura na quantidade certa, e apresenta um tônus adequado de elasticidade.
O resultado disso é uma pele lisa, aveludada e viçosa, com elasticidade e brilho natural, o que torna os poros imperceptíveis. Por estar equilibrada e naturalmente hidratada, ela possui a quantidade ideal de oleosidade. Raramente apresenta espinhas e cravos, nem qualquer sensação de incômodo. Seu pH é fisiológico.


Pele oleosa:

O nome não nega: é a pele que produz maior quantidade de secreções sebáceas e sudoríparas e, por isso, tem aparência espessa, brilhante e úmida. Além disso, os seus poros são visíveis, pois estão sempre dilatados, o que facilita o aparecimento de cravos, principalmente no rosto, e cistos em algumas regiões do corpo.
Seu pH é alcalino. Devido à superatividade das glândulas, esse tipo de pele suporta melhor as ações de agentes externos e resiste mais à ação do tempo. As patologias associadas à pele oleosa são a acne, rosácea, dermatite seborréica, hiperplasia sebácea e hirsutismo.
É importante saber que é comum as pessoas com pele oleosa ou normal terem algumas partes do corpo ressecadas, como os pés, joelhos e cotovelos.

Pele acneica:

A pele acneica é muito oleosa e brilhante. Costuma apresentar áreas inflamadas e com pontos avermelhados, em decorrência da presença de cravos e espinhas. O rosto, o peito e as costas costumam ser as áreas mais afetadas - devido ao número maior de glândulas sebáceas que possuem.
Mais do que um problema estético, os cravos e espinhas normalmente sinalizam um desequilíbrio orgânico e, portanto, exigem cuidados específicos.


Pele sensível:

É o tipo de pele frágil, fina e bastante irritável. Fica avermelhada com facilidade, pois reage facilmente ao contato com agentes externos, como sol, cosméticos inadequados, variações climáticas, etc.
Muitas vezes responde com ardor ou prurido ao contato com algum cosmético ou medicamento, estimando-se que este tipo de pele ocorra em 10% dos usuários de cosméticos. Tal reação negativa não se caracteriza como alergia, pois, ao utilizar o mesmo produto em outra parte do corpo não há reação de intolerância.
De modo geral, as peles claras têm maior tendência a apresentar sensibilidade.

Pele seca:

Mais comum a partir dos 35 anos de idade. É mais fina e sensível, com tendência a escamações. Tem pouco brilho, devido a falta de umidade natural, com tendência a apresentar rugas precoces ao redor de olhos e boca.
Se pH é ácido. Tem como características: fina, opaca, poros invisíveis, rugas finas, descama fácil, sensível e mais sujeita ao envelhecimento precoce. A pele seca é pouco hidratada, sofrendo muito com a ação do sol, do vento e do frio. Necessita de cuidados especiais. Devido a falta de gordura (o elemento de lubrificação e proteção), a pele entra em processo de envelhecimento precoce. Por isso, apresentam frequentemente queratoses, melanoses, ictioses, dermatite atópica e telangiectasia.


Pele Mista:

Possui características da pele seca e da pele oleosa. Deve-se tomar cuidado para não confundir a pele mista com a pele seca, evitando-se assim o uso de produtos oleosos, que aumentam o seu problema, principalmente na Zona T.

pH Alcalino – Zona T (testa, nariz e queixo);
pH Ácido – Laterais da Face.
Características:
Zona T – brilho, poros dilatados, espessa e resistente aos agentes externos, presença de cravos, espinhas e rugas.
Laterais – opaca, poros pouco visíveis, fina, envelhecimento precoce e rugas finas.

Pele madura ou envelhecida:


Devido à diminuição de produção de substâncias essenciais para a sustentação dos tecidos como proteínas, proteoglicanas e ácido hialurônico , esse tipo de pele é sem elasticidade e brilho, apresentando linhas e rugas. Esse processo é denominado envelhecimento intrínseco.
Outro fator que interfere é o fotoenvelhecimento produzido por exposição a raios ultravioleta.

BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO

Alguns aspectos relevante:
1. Todos os funcionários devem ser orientados quanto as práticas de higiene pessoal
 Tomar banho pela manhã (diariamente)
 Não sentar sobre superfícies sujas ou (sobre o) chão: banheiro, jardim etc...
 Mantenha sempre a barba feita, cabelos aparados e unhas curtas e limpas.

Devemos lavar as mãos com água e sabão:
 Antes de começar o trabalho
 Após pegar algo que pelo aspecto está sujo
 Após usar o sanitário
 Após assoar o nariz
 Após ter fumado

2. Na área de manipulação não é permitido o uso de cosméticos, jóias e acessórios.

3. Não é permitido conversar, fumar, comer, beber, mascar, manter plantas, alimentos, bebidas, fumo, medicamentos e objetos pessoais nas áreas de manipulação.

No local de trabalho:
 Nunca penteie o cabelo
 Não fume
 Não espirrem em cima da matéria prima, frascos e produtos
 Não assoe o nariz

4. Todos os funcionários devem ser instruídos e incentivados a reportar aos seus superiores imediatos quaisquer condições de risco relativas ao meio ambiente, equipamento ou pessoal que considerem prejudiciais a qualidade dos produtos manipulados.

5. os procedimentos de higiene pessoal e uso de roupas protetoras devem ser exigidos a todas as pessoas para entrarem na área de manipulação, sejam funcionários, visitantes, administradores e autoridades competentes.

6. A colocação de uniformes bem como a higiene das mãos e antebraços, antes do inicio das manipulações, devem ser realizados em locais específicos.
• Os uniformes devem ser trocados dentro dos prazos estabelecidos e fora dos prazos, caso o uniforme necessite de troca imediata.
• Uso gorro para a cobertura dos cabelos, deixando também as orelhas cobertas.
• Use luvas, quando as mãos entrarem em contato direto com o produto.
• Use máscaras, que servem como barreiras as contaminações

7. os funcionários envolvidos na manipulação devem estar adequadamente uniformizados, para assegurar a sua proteção individual e a do produto conta contaminação e os uniformes devem ser trocados sempre que necessário para garantir a higiene apropriada.

8. Em caso de suspeita ou confirmação de enfermidade ou lesão exposta, o funcionário deve ser afastado temporária ou definitivamente de suas atividades, obedecendo a legislação especifica.

PESSOAS DOENTES VEICULAM MAIS CONTAMINAÇOES DO QUE PESSOAS SADIAS.

9. Antes do inicio do trabalho de manipulação deve ser verificada a condição de limpeza dos equipamentos e utensílios e bancadas de trabalho.

10. As instalações e reservatórios de água devem ser protegidos, para evitar contaminações.

O homem como portador de microorganismos

Local do corpo Quantidade
Couro cabeludo 1.500.00/cm2
Axila 2.400.00/cm2
Antebraço 105-4.500/cm2
Tronco-costas 314/cm2
Tronco-frente 200.00/cm2
Secreção nasal até 10.000.000/cm2
Cera do ouvido até 100.000.000/cm2
Saliva 100.000.000/cm2
Fezes 100.000.000.000/cm2

PARÂMETROS PARA BIOCOSMÉTICOS SEREM CONSIDERADOS ORGÂNICOS

Para obter a certificação os cosméticos deverão possuir as seguintes características:
a) serem formulados, o máximo possível, com matérias-primas orgânicas e naturais;
b) preservarem, o máximo possível, as qualidades originais das matérias-primas, evitando realizar modificações nas matérias-primas in natura;
c) causarem o menor impacto possível ao ambiente, tanto na produção como no uso e descarte;
d) atingirem alta qualidade e terem rotulagem clara para orientação dos consumidores;
e) não serem testados em animais;
f) serem seguros ao ser humano.

PROTEÇÃO ANIMAL E TESTES EM ANIMAIS
a) É proibido o uso de testes em animais, seja da matéria-prima que irá compor a formulação ou do produto acabado que será oferecido ao consumidor.
b) Não será permitido o uso de matérias-primas de origem de animais vertebrados que tenham sido sacrificados em função da extração deste material.
c) Somente será permitido o uso de matérias-primas de origem animal quando estas forem oriundas de coleta de seres vivos como por exemplo o mel e seus derivados, o leite e seus derivados, a lanonila etc., e desde que sejam criados no sistema orgânico de produção.
d) Não será permitido o uso de produtos animais geneticamente modificados.

PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Os processos para obtenção e purificação de matérias-primas para produtos orgânicos e naturais podem:
Não provocar alterações no componente natural: quando as matérias-primas são extraídas e purificadas de forma a não serem contaminadas com produtos químicos não permitidos. As substâncias assim obtidas, podem ser consideradas orgânicas dependendo da fonte - agricultura orgânica ou extrativismo certificado - que são os métodos desejáveis para a produção e purificação de matérias-primas destinadas às formulações de cosméticos
orgânicos e naturais.
Provocar alguma alteração no componente natural: quando as matérias-primas sofrem alguma modificação em sua estrutura natural, porém não se desqualificando por completo como natural. São consideradas derivadas de produto natural, podendo ser usadas em formulações de cosméticos orgânicos ou naturais. Entretanto, dependendo da alteração realizada na matéria-prima, a mesma não poderá ser considerada como orgânica ou
natural. Serem proibidas: isto ocorre quando as matérias-primas são obtidas a partir de componentes químicos não naturais ou a partir de alterações não permitidas de uma substância natural que a desqualifica para uso em produtos orgânicos e naturais.
Processos que não provocam alterações no componente natural
Extração de matérias-primas naturais
a) Na obtenção de matérias-primas por extração serão permitidos os processos que fazem uso de frio, pressão, destilação com água ou vapor, percolação e concentração por meios físicos e/ou mecânicos.
b) Também serão autorizados os processos que fazem uso de solventes extratores como o álcool e a glicerina, quando obtidos de forma orgânica. Estes produtos convencionais somente serão permitidos quando se constatar
a indisponibilidade dos mesmos na forma orgânica.
c) Os processos que fazem uso de água, nitrogênio e CO2 também serão permitidos.
d) No geral, os métodos escolhidos para extração não podem alterar a composição qualitativa da matéria-prima, produzir resíduos tóxicos ao meio ambiente e não usar de recursos ou extratores sintéticos em fases
intermediárias da extração que não sejam permitidos. A seguir estão listadas algumas categorias de matérias-primas cosméticas em cuja obtenção utilizase métodos de extração.
• Manteigas vegetais: são triglicerídeos (ésteres graxos formados pelo álcool, glicerina e três ácidos graxos vegetais) extraídos de vegetais ricos em triglicerídeos formados principalmente por ácidos graxos saturados.
• Óleos vegetais: são triglicerídeos extraídos de vegetais ricos em triglicerídeos formados principalmente por ácidos graxos insaturados.
• Lanolina: é uma matéria-prima graxa purificada proveniente da lã de carneiro contendo colesterol, álcoois e ésteres graxos. É um subproduto da limpeza da lã bruta do carneiro. Apesar de ser derivada de animal, não exige sacrifício do mesmo para obtenção da matéria-prima.
• Corantes naturais: são substâncias orgânicas solúveis adicionadas aos produtos finais com a finalidade de melhorar a aparência e atender às expectativas dos consumidores, exercendo efeito atrativo.
• Pigmentos naturais: são substâncias corantes insolúveis no meio em que está sendo aplicado. Assim como os corantes, os pigmentos naturais têm por finalidade melhorar a aparência dos produtos, exercendo efeito atrativo para os consumidores,.
• Óleos essenciais: são compostos orgânicos voláteis aromáticos produzidos por diversas espécies de plantas e encontrados em diferentes partes das mesmas. São extraídos através dos métodos de efloração, arraste por vapor d´água, extração com solvente, prensagem e extração com dióxido de carbono.
• Extratos vegetais (glicólicos, tinturas e secos): são substâncias extraídas de diversas partes das plantas por meio de maceração, percoloção, liofilização entre outros métodos. Freqüentemente são usados como ativos em formulações cosméticas.
• Minerais: extraídos e purificados de fontes naturais legalizadas para atividade extrativista.
• Polímeros naturais: alguns polímeros podem ser obtidos a partir de fontes naturais, como goma xantana, alginatos e amidos.

Fermentação: processo bioquímico de transformação de uma substância em outra com auxílio de microrganismos (bactérias ou fungos) e nutrientes específicos. A fermentação pode ocorrer em meio aeróbico ou anaeróbio e como resultado deste processo podem ser obtidos diversos tipos de matériasprimas cosméticas.

Processos que provocam alteração no componente natural
a) Hidrólise: é um termo usado para reações químicas que envolvem a participação da água. As reações de hidrólise podem ocorrer a partir da presença de um composto químico com a água, ou de soluções aquosas em presença de álcali ou ácido e ainda em presença de enzimas. As matérias-primas obtidas por hidrólise são permitidas em formulações naturais e orgânicas certificadas.
- Hidrólise de proteínas: a hidrólise destas macromoléculas permite a obtenção de aminoácidos ou peptídeos para uso em formulações cosméticas diversas.
- Hidrólise de polissacarídeo: a hidrólise destas macromoléculas permite a obtenção de açúcares ou oligossacarídeos para uso em cosméticos.
b) Hidrogenação: o processo de hidrogenação consiste em transformar um composto orgânico insaturado em outro saturado, a partir da adição de hidrogênio. No caso dos produtos naturais é comum a realização de hidrogenação em óleos vegetais que são formados por triglicerídeos ricos em ácidos graxos insaturados ou poli-insaturados. A hidrogenação aumenta a estabilidade do óleo vegetal, modifica a textura e eleva seu ponto de fusão. O processo de hidrogenação se dá na presença de hidrogênio e catalisadores e o produto natural sofre modificações em sua estrutura, troca de ligações insaturadas por saturada, portanto, leves alterações de sua característica química natural. As manteigas vegetais obtidas a partir de óleos são exemplos típicos de ativos cosméticos hidrogenados.
c) Esterificação: o processo de esterificação consiste numa reação de condensação entre um álcool e um ácido orgânico ou inorgânico. Neste processo há a substituição de uma hidroxila do ácido por um grupo alcoxila fornecido pelo álcool, com perda de água. Álcoois e ácidos orgânicos naturais são, comumente, esterificados obtendo diversos derivados usados em formulações cosméticas.
Porém, apesar das matérias-primas usadas na obtenção do éster poderem ser naturais, o produto final foi originado a partir de leves modificações das mesmas e na presença de um catalisador.
d) Saponificação: consiste na reação de um ácido graxo natural ou triglicérideos com um álcali formando tensoativo aniônico (sabão). Se o ácido graxo ou os triglicerídeos não forem de origem animal e o alcali escolhido permitido em produtos orgânicos naturais, a matéria-prima resultante deste processo é permitida em produtos orgânicos e naturais.
e) Sulfatação: é um processo pelo qual o grupo ácido sulfônico (-SO4H) é introduzido numa molécula orgânica formando um éster sulfúrico ou um sulfato ácido que podem ser, posteriormente, neutralizados.
f) Transesterificação: consiste numa reação onde um triglicerídeo, um triester graxo reage, na presença de um catalisador, com um outro álcool, transformando-se em um novo éster com propriedades físicas diferentes, ou
seja, transforma um éster graxo em um outro. Este processo é autorizado, dependendo do catalisador usado e das matérias-primas (naturais ou orgânicas).
g) Alquilação: consiste em processos onde há a introdução, com auxílio de um catalisador, de grupo alquila por substituição ou adição em um outro composto químico. A alquilação pode ser usada para formar éster, éteres e amidas. Este processo é permitido, desde que as duas matérias-primas a serem unidas sejam de origem natural.
Obs: Se o cultivo ou produção dos respectivos vegetais e animais for feito de forma orgânica, ou se os mesmos forem de extrativismo certificado e a extração for realizada através de métodos permitidos, a matéria-prima final é qualificada como “orgânica” ou “feito com matérias-primas orgânicas”. Caso contrário, será classificada como matéria prima natural.
Processos proibidos
a) Etoxilação: processo de obtenção de matérias-primas onde há a introdução de molécula(s) de óxido de etileno em compostos que possuem átomos de hidrogênio ativo, reação de adição ou etoxilação. O óxido de etileno como tal é um gás altamente tóxico, facilmente inflamável e explosivo, além de ser carcinogênico, mutagênico e neurotóxico.
b) Sulfonação: é um processo pelo qual o grupo ácido sulfônico (-SO3H) ou haleto de sulfonila (-SO2X) é introduzido diretamente numa molécula de carbono ou nitrogênio.
c) Fosfatação: reação química para obtenção de ésteres fosfóricos a partir do óxido de fósforo.
d) Propoxilação: consiste num método de obtenção de matérias-primas onde se introduz a uma molécula orgânica uma ou várias moléculas de óxido de propileno. O óxido de propileno como tal é altamente tóxico, facilmente inflamável, além de ser carcinogênico e mutagênico.
e) Polimerização: consiste na formação de polímeros através da união de monômeros iguais ou diferentes. Este processo de obtenção de matérias-primas cosméticas não é permitido.

MATÉRIAS-PRIMAS PROIBIDAS
a) Corantes sintéticos: são corantes obtidos por síntese química. Assim sendo não são permitidos em formulações orgânicas e naturais. Além disto, alguns corantes sintéticos podem apresentar potencial mutagênico, problemas de alergia e urticária.
b) Fragrâncias sintéticas: são obtidas pela mistura de notas aromáticas sintéticas, ou notas aromáticas sintéticas associadas a óleos essenciais.
c) Polietilenoglicóis (PEGs): são obtidos através da polimerização do óxido de propileno e pela copolimerização dos óxidos de propileno e etileno.
d) Quaternários de amônio: obtidos pela alquilação completa da amônia ou outras aminas. Se as aminas não forem naturais, apesar do processo ser permitido, o produto final não será aceito como orgânico ou natural.
e) Silicones: o termo silicone se refere a vários diferentes compostos formados por um núcleo de silício combinado com oxigênio (-Si-O-Si-). São fabricados a partir da areia. Apesar de ser a areia um produto natural, os diferentes tipos de silicones são obtidos a partir da manipulação química deste material, mudando completamente esta matéria prima básica. Qualquer tipo de silicone é proibido em produtos orgânicos e naturais.
f) Conservantes: todos os conservantes sintéticos são proibidos em formulações orgânicas e naturais. Para este tipo de formulação devem-se utilizar os conservantes naturais ou de grau alimentício. Os métodos de esterilização através de irradiação são proibidos tanto para matérias-primas, quanto para produtos finais.
g) Dietanolamidas: são componentes de formulação obtidos a partir da condensação de ácido graxo de coco ou babaçu com uma dietanolamida sintética.
h) Derivados de petróleo: qualquer matéria-prima derivada de petróleo ou elaborada a partir de produtos derivados de petróleo não poderá ser usada em formulações cosméticas orgânicas ou naturais. Portanto não podem ser usados: petrolatum, óleo mineral ou vaselina líquida e parafinas.
Observação: estas normas priorizam o que a agricultura orgânica mundial conseguiu viabilizar, ou seja, o uso de substâncias derivadas da vida em processos geológicos recentes, ou seja, derivadas de processos vitais, excluindo-se, portanto, os derivados de petróleo e de síntese química que são incorporados às estruturas moleculares das matérias primas utilizadas. Do ponto de vista evolutivo, o ser humano não está adaptado ao consumo de derivados de petróleo e de substâncias de síntese e é indesejável para sua saúde incorporar estes produtos em sua cadeia de consumo, pelo risco que os efeitos colaterais, diretos e indiretos, acarretam ao organismo e ao meio ambiente.

ÓLEOS CARREADORES

Os óleos carreadores são óleos gordurosos que não podem ser obtidos pelo processo de destilação, mas pela prensagem de sementes, nozes e amêndoas. Muitos óleos carreadores são utilizados na alimentação, como é o caso do girassol, soja, gergelim, etc. Outros, por sua vez, podem ser utilizados apenas em massagens, o que vale também para todos aqueles usados para a alimentação. O princípio básico é o seguinte: todo óleo vegetal que pode ser usado na alimentação, pode ser usado para massagem. A palavra carreador vem da palavra “carregar”, aquele que serve de veículo. Estes óleos são considerados veículos para os óleos essenciais penetrarem através da pele. Na massagem eles também facilitam o deslizar das mãos sobre o corpo do paciente.
Os óleos carreadores podem ser encontrados como refinados ou não-refinados o que pode interferir em muito em suas propriedades terapêuticas. O problema com os carreadores está no fato de que quando eles passam pelo processo de refino perdem a maioria das propriedades terapêuticas que eles possuem naturalmente. Prefira então o não-refinado. O que dá o cheiro característico aos óleos vegetais gordurosos é a presença de óleo essencial em sua constituição (desde que este seja não-refinado).
Cada óleo carreador é constituído por um conjunto de ácidos graxos (gorduras) diferentes. São centenas de tipos de ácidos graxos, sendo que cada qual irá possuir propriedades diferentes e específicas. Existem gorduras sem muita utilidade e outras com potenciais infinitamente grandes e isso faz muita diferença entre um carreador e outro quando são utilizados na massagem, alimentação e terapêutica.
Entre os carreadores, alguns são mais indicados para determinados tipos de pele conforme sua densidade própria. Os óleos indicados para pele oleosa podem ser empregados em peles secas, porém não se deve fazer o contrário. Evite o uso de óleos carreadores em peles com problema de acne e inflamadas.

Óleos para peles secas:
Óleo de amêndoas
Óleo de rícino
Manteiga de cacau
Manteiga de cupuaçu
Óleo de amendoim
Óleo de abacate
Azeite de oliva
Óleo de castanha do Pará
Óleo de maracujá prensado a quente

Óleos para peles normais:
Óleo de milho
Óleo de gergelim
Óleo de soja
Óleo de apricot
Óleo de jojoba
Óleo de calêndula
Óleo de semente de uva
Óleo de neen
Óleo de maracujá prensado a frio

Óleos para peles oleosas:
Óleo de semente de uva
Óleo de girassol
Óleo de avelã
Óleo de noz
Óleo de prímula
Óleo de germe de trigo
Óleo de babaçu, tucumã, côco da Bahia, palmiste e murumuru
Óleo de canola
Óleo de linhaça

Métodos de extração

Existem dois métodos de se extrair o óleo carreador de matéria prima. A primeira é por pressão a frio: neste processo as sementes são esmagadas por uma prensa causando a drenagem do óleo para fora da mesma.
O segundo método é a extração por solvente: a polpa é saturada com um solvente (geralmente hexano) que dissolve a maior parte do óleo presente na polpa; a massa resultante é então filtrada e o solvente evaporado por aquecimento.
Muitos óleos existentes no mercado são vendidos como virgens ou extra-virgens. Quanto à denominação de virgem, ela irá corresponder à segunda prensagem da matéria prima, sendo que à primeira prensagem se dá o nome de extra-virgem. As únicas exceções são o azeite de oliva, óleo de nogueira (noz), avelã e outros poucos. No caso do azeite, após a segunda prensagem se extrai o óleo que sobrou na polpa através da fervura em banho-maria do material. É importante frisarmos que muitos destes óleos taxados desta forma são propaganda enganosa, pois são extraídos por solventes.
Outros tipos de carreadores são os óleos produzidos por maceração onde a erva, flor ou semente é infusa por um determinado período de tempo em um óleo vegetal qualquer (soja, girassol, etc.) até que a matéria prima passe para o óleo solvente todas as suas propriedades terapêuticas. Este processo às vezes é acelerado pela fervura do óleo em banho-maria.

ÓLEOS ESSENCIAIS

Alecrim
Rosmarinus officinalis Tônico, estimulante, alivia dores musculares e reumáticas, artrite, elimina toxinas, acne, combate o cansaço, estimula a concentração mental, fortalece a memória - ORGANIZAR

Bergamota
Citrus bergamia Bactericida, cólicas, perda de apetite, estimulante digestivo, cândida, dermatoses, angústia, anti-stress, calmante, antidepressivo, ansiedade - RELAXAR

Camomila
Anthemis nobilis Analgésico, antiinflamatório, problemas estomacais, hepáticos e menstruais, TPM, peles sensíveis, dermatose, alivia insônia, insatisfação, impaciência, enxaqueca, sinusite alérgica, antiespasmódico -SOS - ACEITAR

Canela
Cinnamomun zeylanicum Analgésico, bactericida, gripe, estimulante sexual, exótico, cólicas e diarréias, intuição, aquece, conforta, fadiga - TONIFICAR

Capim Limão
Cymbopogon citratus Bactericida, cólicas, diurético, digestivo, poros dilatados, acne, esgotamento mental, harmoniza o sistema nervoso, relaxa, repelente de insetos - REFRESCAR

Cedro
Juniperus virginiana Infecções, anti-séptico urinário, cistite, alivia o reumatismo, asma, problemas respiratórios, dermatose, celulite, ansiedade, tensão nervosa, medo, raiva, conforta - FORTALECER

Cipreste
Cupressus sempervirens Circulação, retenção de líquidos, celulite, varizes, hemorróidas, anti-sudorífico dos pés, limpeza facial, problemas respiratórios, gripe, expectorante, perda de concentração, tensão - ESTRUTURAR

Citronela
Cymbopogon nardus Bactericida, tônico, estimulante, desodorizador, higienizador e purificador do ambiente, combate pulgas e carrapatos, S O S anti mosquito - PURIFICAR

Cravo
Sygyzium aromaticum Analgésico, bactericida, fungos, ácaros, digestivo, dor de dente, anti-séptico bucal, repelente de insetos, estimulante da memória, aquece, concentra, exótico e afrodisíaco - CENTRAR

Erva Doce
Foeniculum Vulgaris Digestivo, câimbras abdominais, antiespasmódico, flatulência, TPM, menstruações irregulares, cistite, incentiva a lactação, sistema nervoso, stress - PRODUZIR

Eucalipto
Eucalyptus citriodora
Eucalyptus globulus
Eucalyptus straigeriana

Grande expectorante, atua nas deficiências respiratórias como: asma, bronquite, resfriados, sinusite; dores musculares, artrite, bactericida, higienizador e purificador do ambiente, cansaço, concentração mental, comunicação, repelente de insetos - LIMPAR

Gengibre
Zingiber officinalis Analgésico, tônico, estimulante, excelente para dores, distensões e tensões musculares, estrutura vertebral, estrutura óssea, digestivo, câimbras, enxaqueca, tônico sexual e auxilia a concentração - REESTRUTURAR

Gerânio
Pelargonium graveolens Elimina as toxinas, diurético, celulite, obesidade, TPM, pele oleosa, rejuvenescedor, rugas, harmoniza, acalma, antidepressivo, ansiedade, raiva, tristeza, afrodisíaco, excelente repelente de insetos – REJUVENESCER - CURAR

Grapefruit
Citrus paradisi Relaxante, refrescante, restaurador, depurativo, diurético, celulite, bactericida, revigorante, fadiga mental e física - ATIVAR

Jasmim
Jasminum officinalis Um grande analgésico, dores em geral, tensões musculares e distensões, câimbras, auxilia no parto, afrodisíaco, equilibra os hormônios, frigidez, trauma, rejeição, pânico, medo, paranóia, melancolia, antidepressivo, rejuvenescedor - DESEJAR

Junípero
Juniperus communis Desintoxicante hepático e renal, diurético, cistite, bactericida, dores musculares, artrite, celulite, micoses, acne, purificador do ambiente estagnado, sensações de medo e insegurança - FORTIFICAR

Laranja Doce
Citrus sinensis Revigorante, estimulante, diurético, digestivo, fadiga, apego, alegria, combate a melancolia, estados de depressão, tristeza, ansiedade, tensão nervosa - ALEGRAR

Lavanda
Lavandula officinalis
Lavandin abrialis
Grande bactericida, regenerador celular, enxaqueca, hemorróidas, herpes, dores em geral, hipertensão, relaxante e calmante, flatulência, cólica, TPM, medo, traumas, ansiedade, stress, melancolia, tensão nervosa, auxilia no parto e pós parto, cicatrizante, queimaduras, equilibra e harmoniza, SOS - SOCORRER

Limão
Citrus limonum Estimulante, bactericida, tônico imunológico, germicida, concentração, estado de convalescença, circulatório feminino, problemas digestivos, gripes, resfriados, fadiga, memória, purificador do ar - CONFIAR

Mandarina
Citrus reticulata Antiespasmódico, câimbras, herpes, digestivo, insônia, relaxante, trauma, mau humor, irritabilidade - HARMONIZAR

Manjericão
Ocymum basilicum Tônico nervoso, alivia câimbras, combate fadiga, estimulante mental e memória, clareia os pensamentos, depressão, ansiedade, repelente de insetos - ENERGIZAR

Manjerona
Origanum majorana Regenera o sistema nervoso, hepático, dores de cabeça, artrite, dores musculares, ansiedades, angústias, grande anti-depressivo, insônia - CONFORTAR

Menta
Mentha piperitha Tônico nervoso e hepático, indigestão estomacal, náuseas, sensações de calor (menopausa), dores musculares, câimbras, reumatismo, expectorante, clareia a memória, fadiga, concentração, revigorante - TOLERAR

Noz Moscada
Myristica fragrans Estimulante nervoso, afrodisíaco, ótimo digestivo, diarréias, auxilia o processo do parto (contração uterina), estado de convalescença, tristeza, insegurança - ESTAR

Olíbano
Boswellia thrurifera Anti-séptico pulmonar, tosses constantes, bronquite, gripes, bactericida, suavemente estimulante, cicatrização, rejuvenescedor, regenerador celular, rugas, ansiedade, tensão, purificador do ambiente, rituais e cerimônias (casamentos, batizados e bodas), proteção - MEDITAR

Palmarosa
Cymbopogon martini Regenerador celular, rejuvenescedor, adstringente, dermatoses, limpeza facial, stress, nervosismo, antidepressivo, fadiga - ADAPTAR

Patchouli
Pogostemon patchouli Rejuvenescedor, regenerador, acne, cicatrizante, tônico sexual, bactericida, calmante e relaxante, meditação - CENTRALIZAR

Petitgrain
Citrus aurantium Fadiga mental e física, exaustão, refrescante e relaxante, revitalizador, clareia a mente e a memória, diurético e digestivo, bactericida e purificador do ambiente - REATIVAR

Pinho
Pinus sylvestris Grande bactericida, descongestionante, expectorante, sinusite, gripe, bronquite, convalescença, dores musculares e reumáticas, regenerativo - ALIVIAR

Rosa
Rosa damascena Tônico geral, adstringente, cicatrizante, rejuvenescedor, regenerador celular, rugas, peles secas e normais, menstruação irregular, herpes, alivia câimbras, auto estima, conforta, antidepressivo, choque, pânico, traumas diversos, angústia, impaciência e tristeza - AMAR

Sálvia Esclaréia
Salvia sclarea Relaxante, fortalece o organismo, excelente para TPM, tensão, regulador feminino, auxilia no parto, frigidez, celulite, adstringente, antidepressivo, stress, pânico, agressividade - REGULARIZAR

Sândalo
Santalum album Regenerador celular, tônico geral, anti-séptico urinário, afrodisíaco, combate a frigidez, cicatrizante, egocentrismo, agressividade, stress, ansiedade, meditação, calmante - UNIFICAR

Tangerina
Citrus nobilis Gestantes e crianças, tensão leve , medo, tristeza, irritabilidade, insônia, um grande relaxante associado com lavanda. Usar após o quarto mês de gravidez - DESPERTAR

Tea Tree
Melaleuca alternifolia Excelente ação bactericida, antiviral, fungicida, antiinfecciosa, herpes, micoses, fadiga física e mental, elimina fungos e purifica o ambiente, acne, picadas de insetos - ENCORAJAR

Tomilho
Thymus vulgaris Estados gripais, resfriados, antivirótico, bactericida e problemas respiratórios. Cansaço físico, convalescença constante, repelente de insetos, revitaliza o físico e mental - RESTABELECER

Vetiver
Vetiver zizanoides Desconexão, dispersão, estimulante hepático, renal e pancreático, regenerador celular, peles cansadas, tônico sexual, confortante, stress excessivo (crônico) - RECONECTAR

Ylang-Ylang
Cananga odorata Auxilia nos momentos de tristeza, grande anti-depressivo, raiva, melancolia, possessividade, ansiedade, stress, regulariza estados de TPM, auto-estima, auto-confiança, sensual, afrodisíaco, confortante - AMAR